Às vezes precisamos parar e olhar nossa história mundial para aprendermos, refletirmos e pesarmos todas as consequências de ações mal tomadas que afetam gerações.

Gostaria de trazer para vocês notícias diferentes, mas cada dia que passa estamos acompanhando situações terríveis em nossa sociedade, resultado de ações de governantes que deveriam nos proteger. O ódio mostra sua face mais uma vez, e vem comendo pelas beiradas para não chamar atenção e até passar como “normal” para população.

Vou contar algumas Histórias, lamentavelmente, verídicas e delicadas, mas faz parte de nossa história mundial e pode fazer muitos refletirem sobre o que está acontecendo hoje.

Benito Mussolini (1883-1945), acreditava que a violência era um poderoso instrumento para provocar mudanças na sociedade. Liderou um movimento operário, esteve envolvido em uma série de conflitos políticos e chegou a ser preso algumas vezes. Foi crescendo aos poucos na política até alcançar altos cargos de poder, quase sempre através da força. Mussolini se descrevia como uma coleção de antis: antiparlamentarista, antiliberal, antidemocrático, antissocialista. Ditador feroz, mandou fechar uma série de redações de jornais, acabou com partidos da oposição, perseguiu inimigos políticos e restaurou a pena de morte. O lema de Mussolini era “Crer, obedecer e combater”.

Adolf Hitler (1889-1945), o mais terrível dos ditadores, assim conhecido por uma enorme parcela da população do mundo. Com uma fala sedutora, participou do Partido dos Trabalhadores (PT); fundou o partido Nazista que prometia trabalho e melhores condições de vida, e pretendia instaurar uma caça à judeus, marxistas e estrangeiros.

Joseph Stalin (1878-1953), autoritário, centralizador e nacionalista, estimulou a economia através da industrialização e fomentou uma série de cooperativas e coletivos agrícolas. O ditador implacável promoveu uma série de perseguições aos seus rivais políticos, aprisionando, exilando e torturando um número imenso de pessoas.

Augusto Pinochet (1915-2006), teve um governo marcado por uma forte repressão, com direto à tortura e assassinatos pela centralização do poder.

Mao Tsé-Tung (1893-1976), líder comunista e revolucionário chinês, foi o organizador da primeira guerrilha comunista na China. Além de fundar a República Popular da China, esteve à frente do poder durante 27 anos (de 1949 a 1976). Mesmo sendo um filho de camponeses pobres que precisou abandonar os estudos para trabalhar, quando pôde voltou ao aprendizado formal, e após se formar e virar diretor de uma escola, identificou-se com o socialismo, alistou-se no exército revolucionário que veio a derrubar a dinastia Manchu. Mao Tsé-Tung teve um governo caracterizado especialmente pelo culto à sua personalidade e pela propagação das ideias comunistas chinesas.

Poderia citar muitos outros ditadores em nossa história mundial.  O que todos eles tiveram em comum foi perseguir, prender, e matar quem não concordava com suas ideias. Todos determinavam como o povo deveria pensar, comer, vender, ter ou não filhos, e até mesmo privavam as pessoas de sua liberdade de pensamento e expressão. Tudo por ideias que acreditavam serem certas, mesmo não tendo comprovação que os seus regimes de governo teriam dado certo em outro local.

Sei que todos sabem o resultado e as consequências dessas histórias. O motivo de relembrá-las foi para mostrar que o ódio colocado na mente das pessoas, e repetido muitas vezes como “verdade”, faz que tomemos atitudes que nos deixarão envergonhados no futuro. E a impressão é que essas histórias suscitam aos poucos entre nós.

Tudo porque aqueles que perderam as vantagens de dinheiro fácil, perderam suas regalias políticas e até mesmo aqueles que agora vão ter que trabalhar, encontraram no Presidente Bolsonaro e em seu Governo, o motivo para dizer que os que o apoiam e seguem suas ideias pertencem à uma “raça doentia”.

Não estou comparando nenhuma pessoa com alguém de fatos históricos, estou alertando para o modo como foi e está sendo feito. Estamos vendo hoje, governantes, juízes, jornalistas, políticos, artistas, cantores, dentre outros, colocando as pessoas umas contra as outras por uso de máscara, por quererem trabalhar, usar o “Kit Bolsonaro”, tratamento precoce, ou seja, por pensarem diferente.

Estamos vendo até alguns do judiciário tendo atitudes ditatoriais e privando as pessoas da sua liberdade. Governantes determinando até o que a população deve ou não comprar.

Nenhuma atitude tomada por tais “governantes” tem estudo científico ou comprovação de eficiência no combate ao vírus Chinês. Mas a população está cega cada dia mais, e cresce o número de pessoas que entregam os seus semelhantes para os algozes.

Em face disso, não seria mais viável ver onde foi parar os valores destinados aos estados para o combate ao vírus? Cobrar dos governantes os estudos científicos que comprovem suas atitudes tomadas em seus decretos? É sempre bom lembrar que nenhum decreto é superior a leis federais e muito menos à Constituição Federal.

Precisamos ter cuidado para não escrevermos outro capítulo de uma história de perseguição entre “irmãos”.

 

 

Claiton Appel, para Vida Destra, 09/03/2021.
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Crédito da Imagem: Luiz Augusto @LuizJacoby

 

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Renata Araujo
Renata Araujo
1 ano atrás

Praticamente um resumo do que acontece em alguns Estados do Brasil: “Todos determinavam como o povo deveria pensar, comer, vender, ter ou não filhos, e até mesmo privavam as pessoas de sua liberdade de pensamento e expressão. Tudo por ideias que acreditavam serem certas, mesmo não tendo comprovação que os seus regimes de governo teriam dado certo em outro local.”

Luiz Antonio Santa Ritta
Luiz Antonio Santa Ritta
1 ano atrás

Neste artigo de @appeal67 a história nos mostra as consequencias de respeitar Ditadores, temos que lembrar Abraham Lincon que disse: Se quiser ter a prova do caráter de um homem, dê-lhe poder.