Com o advento da internet, a imprensa tornou se apenas uma nomenclatura para designar os meios de comunicação, posto que a cada dia, há menos material impresso e muitos rascunhos sendo disparados na mídia eletrônica, sem compromisso com a verdade, mas com narrativas criadas para afrontar o inimigo.

Nomes consagrados do jornalismo brasileiro rifam vossas credibilidades em troca de likes ou seguidores; proporcionam um debate desigual na internet com aqueles que têm opinião
diversa. Esses debates são geradores artificiais de holofotes para aqueles que tentam se
equilibrar na ribalta.

Era comum assistir comerciais de margarina, o combo: o café, o pão, a margarina e… o jornal do dia. Esse romantismo acabou e deu lugar a um vácuo de desinformação. É correto afirmar, que ainda existem jornalistas dignos amocambados entre os expoentes da imprensa marrom. Se a internet é terreno fértil para a prática de vezos sórdidos, também é
ambiente para lastrear boas fontes de informação, portanto, os jornais, as revistas, as rádios tradicionais, vêm perdendo leitores e ouvintes, pois os consumidores de memes não se interessam por informação, e já se habituaram a acompanhar nas redes, os fornecedores de fofocas pasteurizadas. Aos que propugnam pela verdade, doa ou não, a imprensa alternativa reedita ou lança cada vez mais, fontes seguras de informação.
A imprensa tradicional vem se utilizando de uma esteira de produção de notícias falsas, seria o “Just in Time Journal” – Diário Hora Certa – com o perdão do trocadilho interlinguístico.

Há poucos dias, uma jornalista fora acusada por uma de suas fontes, de assédio sexual. Um grupo de sequazes jornalistas saiu em defesa da viçosa colega, ao melhor estilo “ninguém solta a mão de ninguém”.

Outra jornalista, recentemente, divulgou conversa do presidente, via aplicativos de
mensagens, conclamando os seus pares do executivo a fomentar a manifestação do próximo dia 15 de março. Poderíamos até cobrar do Presidente, o uso institucional da comunicação, mas a oralidade mudou, e não se sabe o que se discutia, mesmo assim, a jornalista publicou imagens e vídeos de 2015, como sendo atual, para justificar um pedido de impeachment.

O último estalido advindo da extrema imprensa, lançado por jornalista da mesma estirpe,
alcançou frontalmente o lar dos Bolsonaros. Sim, o lar, não o Presidente da República e nem a Primeira Dama, mas ao primeiro casal do Brasil, com uma insinuação de adultério com um dos homens de confiança do Presidente e a Primeira Dama, Michelle Bolsonaro. Aliás, alcançou a duas famílias, não por mera coincidência, a família do Presidente da República e a família de um ex- integrante do Governo Federal, ora principal cotado para disputar a presidência da Câmara dos Deputados.

Se o jornalismo brasileiro está à beira do abismo, bastaria um passo adiante para se colocar no buraco que vem se abrindo, mas tendo como anteparo, um público cada vez menos cognitivo, inepto, e que a favor dele debate, ainda navega no submundo da contrainformação.

Basta acompanhar ao nosso redor, como a dita imprensa contamina aos que há pouco se
jactavam de serem bem informados. Hoje, os mesmos figurões disseminam nas redes sociais, piadas, sem filtro algum, para vilipendiar a imagem daqueles com quem não se contemplam as mesmas ideias.

Como negócio, é de prima facie que a imprensa vem perdendo. Vivemos um tempo de
austeridade, em que a principal propaganda do governo, é feita por ele mesmo, quando não pratica corrupção, ou divulgando na mesma rede invadida pelos porta-vozes de pasquins eletrônicos, os milhares de quilômetros de asfalto aplicados nas rodovias Brasil a fora. Se os tabloides apenas divulgassem essas verdades, tornar-se-iam maiores. Os seus dividendos seriam honestamente robustos.

No próximo dia 15 de março, teremos uma manifestação de grande magnitude em prol do
governo federal, contra as chantagens e as bravatas do pretenso Primeiro Ministro, Rodrigo
Maia. Como agirá a imprensa? Noticiará com isenção? Quanto ao número de participantes? E o seu efeito prático…?

Max Miguel, para Vida Destra, 2/3/2.020.

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Isabel Presotto
Isabel Presotto
3 meses atrás

Perfeito. O pior disso tudo, esta podre imprensa faz fake news, com a clara intensão de desestabilizar o governo e nos taxa de ignorantes, extremistas que pregamos o ódio. Quando são eles que o fazem. São canalhas, mil vezes canalhas.