No último sábado (13/11), participei de um churrasco com amigos de mais de 30 anos, coisa que devido à pandemia, não fazíamos a quase dois anos, e como sempre, foi ótimo rever os velhos amigos — quem nunca fez, recomendo!

Conversamos muito, lembramos velhas histórias, e mais, lembramos o quanto saímos e passamos apuros para voltar para casa — morávamos no mesmo condomínio — por conta de condução, mas voltávamos sem problema algum, sem ser importunados por ninguém.

Agora escrevendo, me dou conta de como estamos nos acostumando com o que a esquerda chama de “novo normal”, e o quanto isto está nos levando para uma situação que está se tornando, a cada dia, mais insuportável.

Não falo aqui em novilíngua ou questões de costumes pós-pandemia, estou falando de algo muito mais sério: estou falando sobre a justiça entrando na política!

Disse François Guizot: “Quando a política penetra no recinto dos tribunais, a justiça se retira por alguma porta.

O que François nunca imaginou, é que sua máxima se tornaria tão perigosa para um país, como se tornou para o nosso, a ponto de não só causar insegurança jurídica, como também insegurança social e a perda de nossas liberdades!

Devido à grande doutrinação nas universidades de Direito, hoje temos uma enormidade de juízes, juristas, promotores e advogados de viés socialista, fazendo com que nossos tribunais, em todos os níveis, se tornem não cumpridores das leis, mas legisladores conforme o viés do julgador.

Se o empregado vai à Justiça do Trabalho, antes mesmo de ouvir qualquer uma das partes, o juiz já pergunta se tem um, ou a possibilidade de acordo, e raros são os trabalhadores que saem de um tribunal sem ganhar nada, mesmo que não tenha direito previsto, pois o patrão neste caso, sempre será o “capitalista opressor”.

Nos Tribunais de Justiça, o criminoso é visto como “vítima da sociedade’ — assim como todas as minorias — julgado com essa premissa, levando juízes e promotores a desconsiderar a fria letra da Lei!

Mas como se não bastasse isso, para tirar a tranquilidade de qualquer comunidade, com contraventores e assassinos sendo postos nas ruas por penas brandas, saidinhas e outros benefícios como progressão de pena — criados por essa turma de doutrinados pela esquerda — ainda temos nossos tribunais superiores, que não só criam precedentes, como resolveram de vez adentrar a seara da legislação, criando ou mudando leis no lugar do Legislativo. Aliás, Legislativo esse que ao invés de controlar o Judiciário, vem sendo controlado por este — assim como também os Executivos federal, estadual e municipal.

E temos a famosa Vara de Curitiba, reconhecida mundialmente por sua cruzada contra a corrupção e os corruptos que, como vimos, não passava de mais um tribunal político — e que, por conta disso, desmoronou como um castelo de cartas — onde os corruptos amigos e partidários, ficaram de fora!

Como esquecer o diálogo entre Moro e Dallagnol? (mesmo obtido através de gravações ilegais feitas por um hacker) (link):

“_ Tem alguma coisa mesmo séria do FHC? O que vi na TV pareceu muito fraco?

[…]

_ Ah, não sei. Acho questionável, pois melindra alguém cujo apoio é importante.”

Ora, o símbolo da Justiça, que é representada por uma figura feminina vendada que simboliza a imparcialidade — com uma balança em uma mão (simbolizando o equilíbrio e a ponderação) e na outra a espada (simbolizando a força) — vem sendo usada por aqui sem venda, ora só usando a balança, ora só a espada, distorcendo sua finalidade.

Tudo isso está tirando nossa liberdade de ir e vir, de podermos frequentar certos lugares, de sairmos em determinada hora, de ter casas com muros altos e grades, e ultimamente, até de expressar o quê, e como nos sentimos!

Por isso volto a lembrar da importância das eleições de 2022, para podermos eleger um Legislativo moralmente ético, que possa frear e colocar de vez o Judiciário nos trilhos, com leis coerentes e sem dúbia interpretação.

O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis.” (Platão)

 

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 16/11/2021.
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