A palavra tem origem no grego leitourgos, palavra que servia para descrever alguém que fazia serviço público ou liderava uma cerimônia sagrada.

Liturgia é a compilação de ritos e cerimônias relativas ao ofícios divinos das igrejas cristãs. É uma palavra que se aplica mais a missas ou rituais da igreja católica.

O ex-presidente José Sarney (1985-1989) popularizou a expressão, “liturgia do cargo”, para definir o ritual da função que lhe caiu ao colo com a morte de Tancredo Neves.

Olhando para minha juventude, eu me lembro muito bem dos tempos em que me reunia com os amigos para jogar conversa fora, tomar uma “gelada”, assistir ou jogar futebol, jogar cartas ou sinuca. E quem não se lembra?

Bons tempos!

Da juventude para a fase adulta, sempre é um pulo. E quando se vive muito tempo no mesmo bairro (coisa comum naquele tempo), vimos nossos amigos irem tomando seus rumos na vida. Mas continuamos amigos e quando entre os nosso, sempre falamos sem cerimônia.

Se alguém casa:  – “Vai virar peru caseiro” ou “Lá vai o touro castrado”.

Se era o “pegador” da turma, casou, e terá uma filha: – “Vai dar o troco!”

Nunca fomos machistas, nem misóginos e tão pouco grossos ou ogros. Eram apenas brincadeiras entre amigos de longa data.

E essas brincadeiras também acontecem entre mulheres. Tive muitas amigas meninas e sei muito bem o que falam quando estão entre elas.

Mas e o politicamente correto?

Como diz Guilherme Fiuza (@GFiuza_Oficial): “O politicamente correto continua sendo o melhor disfarce para o intelectualmente estúpido”.

Quando o Bolsonaro está nas grades que cercam o Palácio do Planalto, ele está entre os seus, assim como estamos entre os amigos. Ali, ele não tem filtro; Não importa que a imprensa esteja por perto, estando entre os que considera iguais, não pensa, fala o que dá na telha.

Alguns cobram que ele tenha prudência e sofisticação. Afinal, ele é o presidente.

Até acho, que com toda oposição cerrada que sofre, deveria pensar um pouco antes de falar; afinal, tudo o que faz ou fala, via estardalhaço na extrema-imprensa.

Alguns vão falar que sinceridade em excesso é grosseria, que ele é o presidente, e que age feito ogro. Outros vão falar que ele deveria manter a “Liturgia do cargo”.

Pois é! A Liturgia do cargo!

Sobre a Liturgia do Cargo, eu tenho a seguinte opinião:

Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre me parecem seguir a Liturgia do Cargo.

Mas não vi pautarem as reformas que o país tanto precisa.

 

Sarney, Collor, Fernando Henrique, Lula (nem tanto), Dilma (de modo inusitado), me pareceram seguir a Liturgia do Cargo.

Entretanto, vi Hiperinflação, confisco de poupança, compra de congresso, assalto ao erário, destruição da saúde e mais de 60 mil mortes violentas por ano.

 

Toffoli, Moraes, Barroso e os outros oitos togados seguem a Liturgia do Cargo.

E vejo censura e insegurança jurídica, com condenados em 2ª instância soltos, corruptos sem julgamentos e processos, para mim, ilegais.

 

A questão é: 

Você realmente está preocupado com grosserias ou com a liturgia do cargo?

 

 

P.S. – Escrevi lembrando e parafraseando Nelson Rodrigues,A vida como ela é”.

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 04/08/2020
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Nunes
Admin
2 anos atrás

Nada melhor que começar o dia com o artigo do meu amigo Veiga. Sintetizou bem a questão: não fazem o óbvio e ainda querem se preocupar com groselha.

Sander Souza
2 anos atrás

Excelente artigo!
Prefiro mil vezes um presidente honesto e que faz o que é preciso, mesmo sendo grosso às vezes, do que um presidente que segue a tal liturgia do cargo e nada faz em prol do país!

Angelo
2 anos atrás

Parabéns, caro Veiga!
Papo direto e reto. Você provou que “liturgia do cargo” é só um argumento retórico pífio para tentar convencer a população que Bolsonaro “merece” sofrer um impeachment por que está com a gravata desalinhada.
Todo esforço em não permitir corrupção, para a esquerda (claro), não tem valor algum. Aliás, é claro que eles PREFEREM governos corruptos de amigos ideológicos. Só não vê quem não quer.

FABIO PAGGIARO
2 anos atrás

A espontaneidade do Presidente angaria confiança e respeito da população, o que se traduz em votos. E isso apavora os comuno-cleptocratas. Como não conseguem argumentos contra a pessoa, apelam para a “liturgia do cargo”.
Mas vc vai ao ponto, Adilson. Mostra quem são os seguidores da “liturgia” em seus cargos. São exemplo para alguma coisa útil ou honesta? Podem andar livremente pelas ruas como o atual presidente o faz? Dá até para concluir que os seguidores de liturgia de cargo não são confiáveis.