A maior narrativa que se escuta por aí é: “O MEIO INFLUENCIA NO CARÁTER DO INDIVÍDUO”.

Pois eu vejo como uma característica “nata”. Psicopatia, sociopatia e maldade, não são doenças que se transmite ou se pega. Ela está no indivíduo e vem de nascença.

O indivíduo influencia mais o meio, do que ao contrário. E um bom exemplo disso, são as comunidades, onde as pessoas de bem, são infinitamente superior as coisas ruins que por lá habitam.

A maldade está entre nós, e a pessoa observadora, a verá toda hora. Seja na vizinhança, na rua, na condução e até na mídia televisiva e escrita.

Não se espante, mas a maldade está nos vencendo de goleada no mundo todo. E isso acontece a mais de 2020 anos. E não por acaso, na oração “Pai Nosso”, que nos ensinou Jesus, existe a passagem “Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.”

Onde:

“Venha nós o vosso Reino.” = Que aqui se torne o Paraíso;

“Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu.” = Que ele expulse o mal, como o fez no Céu.

Porém o motivo dessa vitória parcial, somos nós mesmos.

Tenho uma teoria:

Por melhor q uma pessoa seja, por mais caridosa e mais bondosa, ela nunca será uma Madre Tereza. Nós fazemos o bem, ou praticamos a caridade, quando ela bate em nossa porta. Dificilmente saímos a procurar oportunidade para praticá-la. Mas o mal, passa 24h imaginando como prejudicar ao próximo, ou se dar bem às custas de alguém.

A humanidade em geral é boa, mas passamos tempo demais nos preocupando com nós mesmos, para nos preocuparmos com os outros. Normalmente, quando precisam de nossa ajuda, ou em época de calamidade, conseguimos ver essa bondade.

 

Mas e o mal?

Ele está aí, e não é mais só um palavra abstrata. No ano de 2016, 62.517 pessoas foram assassinadas no Brasil. Aí eu pergunto: Quantas pessoas foram salvas por pessoas autônomas (que não sejam policiais, médicos, bombeiros ou auto ajuda), no mesmo ano? Não deve ser mais de 10% das que foram assassinadas (seria bom ter esta estatística).

A fórmula mágica para revertermos essa situação, se chama: FAMÍLIA. Não por acaso, na lista dos que jogam no time do inimigo, um dos primeiros itens é a destruição da família.

É no seio da família, que aprendemos o básico para se ter um bom caráter.

Em um artigo da BBC, um neurocientista americano, o Dr. James Fallon, que fazia estudos com criminosos violentos descobriu, por acaso, que ele próprio tinha “cérebro de psicopata”.

No mesmo artigo ele afirma não ter dúvidas de que foi o amor da família que impediu que ele realizasse seu “potencial” e se tornasse um criminoso perigoso.

Sobre minhas próprias experiências, posso dizer o seguinte: Meu pai pode não ter sido um exemplo para o mundo, ou para mais ninguém, mas como o mais velho de seis irmãos, posso dizer que foi um exemplo para nós. O que nós ensinou como pessoas, não aprenderíamos em lugar nenhum. Meus pais nos ensinaram a respeitar os mais velhos sem distinção, fosse quem fosse, a nunca ficar com o que é dos outros (até troco dado a mais, voltávamos para devolver), a dar lugar na condução aos mais velhos, a não brigar na rua se pudéssemos evitar, a não ir onde não fomos chamados e principalmente não fazer mal a ninguém.

Lembro que não tínhamos TV, e todas as noites ele lia para nós. E que livro ele lia? A Bíblia Sagrada. E nos explicava cada versículo que lia.

Essas, são pequenas coisas que vão formando e moldando o caráter do indivíduo ao longo da vida.

Então meus amigos, não se enganem. Se queremos mudar toda essa situação, se quisermos vencer o mal que anda pelo mundo, dedique-se a sua família, a seus filhos. Os oriente no rumo do bem, da bondade, da caridade, Seja exemplo à ser seguido pelo testemunho.

Lembre-se: outra narrativa, é a de que “a oportunidade faz o ladrão”.

Mentira, pois onde há caráter, não há oportunidade para o ilícito.

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 06/08/2020
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Davidson Oliveira
1 mês atrás

Muito bem colocado. Na casa de meu pai também foram sempre ressaltados valores cristãos. O resultado disso foi que eu aprendi e passo para meus 4 filhos. Eles também o farão. Não há espaço para o ilícito onde se tem caráter!

Sander Souza
Sander Souza
1 mês atrás

Excelente reflexão!
Creio que quando aliamos a família à fé em Deus, o combate ao mal que habita em todos nós se torna muito mais eficaz!
E penso que a oportunidade não faz o ladrão, na verdade ela revela o caráter escondido!

Nunes
Admin
1 mês atrás

Sou suspeito de falar, mas como sempre, excelente artigo.
Esse é um tema tão abrangente, que serve para todos os casos na sociedade.

Mauro Tagliari
Mauro Tagliari
1 mês atrás

Brilhante artigo. Parabéns!

Marilene
Marilene
1 mês atrás

Muito bom, minha família foi a base de tudo na formação minha e do meus irmãos. E quando tive meus filhos, tentei passar os mesmo valores que meus pais e com Deus no comando

BananenseNãoPraticante
BananenseNãoPraticante
1 mês atrás

“A maior narrativa que se escuta por aí é: “O MEIO INFLUENCIA NO CARÁTER DO INDIVÍDUO”. Pois eu vejo como uma característica “nata”. Psicopatia, sociopatia e maldade, não são doenças que se transmite ou se pega. Ela está no indivíduo e vem de nascença.” . . . Há milênios sabemos que o homem nasce com o pecado original e precisamos do batismo para ficarmos livres deste mal. Vieram então os “sábios” progressistas como John Locke para quem o homem nasce como “uma folha em branco”, ou Rousseau para quem o homem nasce bom e quem o corrompe é a sociedade.… Read more »