Por Lucas Barboza                                                                              @BarbozaLucaas

 

 

Se lhe contarem que a seleção brasileira já jogou em solo norte-coreano, você acreditaria? Pois é, ela nunca jogou lá, mas a população daquela nação acredita que sim! Como isso aconteceu?

Essa historia nos leva à figura de Sun Myung Moon, mais conhecido como Reverendo Moon, ele adquiriu um clube no inicio do anos 2000 e começou a injetar dinheiro e estruturar o clube, logo os resultados apareceram, e em 2003 já estavam na elite do futebol paulista.

Foi no interior do estado que o Reverendo Moon planejou algo muito maior para o Atlético Sorocaba: usar o clube para levar o futebol brasileiro para dentro do país mais fechado do mundo. O Reverendo Moon possuía um canal direto com a ditadura norte-coreana, reuniu-se com Kim Il-Sung nos anos 90 e construiu estreitos laços com Kim Jong-Il, pai do atual ditador do país.

Em 2009 a Coreia do Norte se classificou para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, foi a oportunidade de ouro para jogar naquele país, a confederação tinha o interesse em enfrentar equipes de outros lugares do mundo, e é aí que entra o Reverendo Moon, fazendo a intermediação. E lá se foi o Atlético Sorocaba para o outro lado do mundo.

Seria o sonho de qualquer jogador atuar em outro país, mas para os do Atlético Sorocaba foi o inicio de uma tensão que durou até a volta deles ao Brasil.

Para chegar à Coreia do Norte, a única rota aérea é pela China, sendo que o avião de origem norte-coreana,  acabou assustando os passageiros, que segundo dois relatos, não estava em condições para o voo.

– Você já viu avião com Durepoxi? Eu vi – resume Sidnei Gramático, o Passarinho, ex-massagista do Atlético Sorocaba.

– Lembro bem de ter visto trincas, remendos com Durepoxi. Foi bem tenso – concorda o ex-goleiro Klayton Scudeler.

Ao chegarem ao país seus passaportes e telefones foram confiscados. A partir dali não havia mais como se comunicar com pessoas fora do grupo.  Nos dias seguintes todos os passeios que a delegação fez foram acompanhados por agentes do governo, os destinos, invariavelmente, eram pontos de celebração da ideologia norte-coreana e de culto aos líderes.

Um dia antes da partida, os jogadores puderam conhecer e treinar no estádio, sob olhares da seleção norte-coreana, mas quando foi à vez da seleção anfitriã, os brasileiros tiveram que sair.

Mas o baque ainda estava por vir, no dia jogo estima-se que havia cerca de 80 mil torcedores dentro do estádio e mais 30 mil nas redondezas, foi ai então que os brasileiros perceberam que não seria uma partida normal para um time do interior de São Paulo.

Minutos após entrarem em campo puderam reparar por que, no placar estava BRA, e foi a partir dai que entenderam tamanha euforia. Não estava ali o modesto Atlético Sorocaba, mas sim a Seleção Brasileira!

O jogo terminou 0 a 0, diplomaticamente foi um resultado perfeito, muito pelo fato de que se os brasileiros ganhassem sua segurança estaria em risco.  O time norte-coreano foi à base da seleção que jogou a Copa do Mundo de 2010 – e que perdeu de 2 a 1 para a seleção brasileira (desta vez a verdadeira).

 

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