Esse era o grito de guerra de Buzz Lightyear, personagem da animação Toy Story, mas bem que poderia ser o grito de guerra do nosso astronauta Marcos Pontes, gestor do Ministério da Ciência,Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Por quê? Porque, como os outros ministros deste governo, ele não para! Parece que seu objetivo é mesmo o infinito! Senão vejamos.

1 – ACORDO DE SALVAGUARDAS TECNOLÓGICAS (AST). Neste acordo, os Estados Unidos autorizam o Brasil a realizar lançamentos de foguetes e espaçonaves, para fins pacíficos. Entre os benefícios do AST estão:

  •  a inserção do Brasil no mercado espacial global, que cresce continuamente;
  • o avanço e a consolidação do programa espacial brasileiro;
  • o desenvolvimento social e econômico na região do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, com geração de empregos, criação de novas empresas, ampliação de negócios, de comércio, turismo e serviços;
  • a melhoria na educação local, com formação de mão de obra especializada;
  • o incremento em infraestrutura básica, saneamento, acesso à banda larga, segurança pública e outras benesses.

2 – PROGRAMA CIÊNCIA NA ESCOLA (PEC). É interministerial, isto é, reúne o MCTIC, o Ministério da Educação, o CNPq e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Tem o compromisso de aprimorar o ensino de ciência na educação. Uma das ações desse programa é a Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), que se destina a estudantes do Ensino Médio e do último ano (9º ano) do Ensino Fundamental. O resultado final dessa olimpíada já foi divulgado, e a premiação será no dia 28 de novembro de 2019, em São Paulo. O objetivo dessa atividade é popularizar e divulgar o conhecimento científico entre os nossos jovens, despertar-lhes o interesse por essa área tão importante para qualquer país, mas que foi abandonada pelo Brasil, nas últimas décadas.

3 – PROGRAMA NEXUS. Financia estudos de soluções sustentáveis em segurança hídrica, energética e alimentar. São 30 projetos espalhados por 12 estados brasileiros e abrangem cinco biomas: Caatinga, Mata Atlântica, Pampa, Cerrado e Pantanal.

4 – BRASIL CONECTADO. Para promover a inclusão digital em todo o País, o MCTIC entregou 1553 pontos de conexão à Internet banda larga, que atenderá escolas, telecentros e municípios com pouco acesso. SisNANO. O Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias, por meio de Chamada Pública, selecionou 23 projetos de laboratórios de nanotecnologia e nanociência, nas 5 regiões do Brasil, que receberão um apoio de R$ 6 milhões de 2019 a 2023. Nanotecnologia é uma ciência que estuda a manipulação de matéria numa escala atômica e molecular. Pode ser utilizada em diversas áreas como medicina, eletrônica, física, química, biologia, computação, etc.

5 – “ENDOWMENT FUNDS”. Ou fundos patrimoniais, que são fundos de caráter permanente, alimentados por doações e investidos no mercado, para que seus rendimentos sejam revertidos aos projetos a cuja finalidade social estejam eles atrelados. O MCTIC adotou essa modalidade de financiamento para ciência, tecnologia e inovação e já assinou sete termos de apoio a esses fundos. Os “endowments” são utilizados em diversos países, mas o Brasil estava à margem de mais essa ferramenta de desenvolvimento. Com criatividade, interesse, honestidade, este governo tem buscado várias alternativas para alavancar o País, fazendo mais e gastando menos dinheiro do contribuinte. Mas há quem reclame até mesmo disso – acham que só o Estado pode financiar a Educação. É mole?

6 – BIOECONOMIA. É uma economia sustentável e agrupa os setores econômicos que utilizam recursos biológicos (seres vivos). Destina-se a oferecer soluções para grandes problemas atuais como crise econômica, mudanças climáticas, substituições de recursos fósseis, saúde da população, etc. É uma área que movimenta altos valores e gera muitos empregos. Nesse sentido o projeto “Oportunidades e Desafios da Bioeconomia” visa apontar caminhos para o Brasil avançar no campo da bioeconomia, considerada, cada vez mais, excelente alternativa à economia tradicional.

7 – DESSALINIZAÇAO. Comum em países desérticos ou com pouca disponibilidade de água potável, as técnicas de dessalinização, antes caras, estão evoluindo e seus custos, diminuindo. Por isso vários países que não se enquadravam no quesito de escassez hídrica estão utilizando esse tratamento, como Austrália, Estados Unidos, Espanha e Japão. Segundo a Associação Internacional de Dessalinização (IDA), no mundo todo já são 150 países a adotar esse sistema. Seguindo essa tendência, o Brasil está trabalhando em várias frentes para difundir essa tecnologia que beneficiará o semiárido nordestino. Em Campina Grande, na Paraíba, foi inaugurado o Centro de Testes de Dessalinização, que contribuirá com a segurança hídrica da região, principalmente das populações rurais sem acesso à água potável. Outra solução encontrada pelo MCTIC foi reunir em um cadastro vários pesquisadores, desenvolvedores e fornecedores de sistemas de dessalinização, com diversos métodos e metodologias que se encontravam esparsos e que agora estarão disponíveis em um único banco de dados para consulta e utilização.

O Brasil tem capacidade para promover avanços significativos nas áreas de ciências, tecnologia e inovação, aliados a políticas de preservação do meio ambiente, inclusão social, e desenvolvimento regional. Nesse sentido trabalham o ministro Pontes e sua equipe, e acreditam que, com a difusão do conhecimento e o incentivo a investimentos públicos e privados, conseguiremos atingir altos patamares de desenvolvimento, que proporcionarão novas conquistas e progressos substanciais a todas as regiões deste imenso país, e hoje isso está já acontecendo, em uma velocidade inédita e com economia de recursos. Era só nomear gente técnica, capaz e honesta para os Ministérios!

Gogol
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shirley lima
shirley lima
10 meses atrás

Leitora assídua! Adoro! Precisamos privilegiar meios de comunicação conservadores.

R. Gogol (Aliança - 38) (@R_gogol)
10 meses atrás

Sim, Shirley, quanto mais aprendo sobre o conservadorismo, mais tenho certeza de que é o único caminho viável a qualquer sociedade, pois significa preservar o conhecimento acumulado de várias gerações através dos milênios. O difícil é acreditar em quem defende a ruptura com esse gigantesco apanhado de ações que foram testadas e aperfeiçoadas naturalmente pelos povos, para lançar sua população a teorias individuais, muitas delas nascidas do imaginário doentio de determinadas personalidades da História. Irresponsabilidade em seu mais alto grau resume as atitudes dessas pessoas. Agradecemos o seu incentivo e o seu carinho. Um grande abraço!