Faltam menos de cem dias, estamos às vésperas de eleições decisivas para o país e, mais uma vez, há polarização: ou é Bolsonaro ou as esquerdas voltam ao poder e aí será mais daquilo que já vimos por 30 anos ou mais.

Se não houver uma fraude monumental, deverá ser Bolsonaro por mais um mandato. E por que suspeito de fraude? Simplesmente porque não se “descondena” um notório larápio, numa vergonhosa manobra de uma Justiça mais que aparelhada, e nem se insiste em urnas eletrônicas superadas que não permitem comprovação de voto e auditagem por amostragem, se não houver por trás disso um forte desejo de manipular resultados.

As razões, bem sabemos.Nas eleições presidenciais passadas, as esquerdas não acreditaram que Bolsonaro seria eleito. Para reforçar tais convicções, havia as pesquisas mais que suspeitas, a falta de verbas do candidato para uma campanha minimamente decente e tempo adequado nos meios de comunicação. Nada favorecia o único candidato conservador e quando se falava na possibilidade de uma vitória dele, as esquerdas riam. “ Impossível” – diziam – “Ninguém jamais se elegeu sem apoio, sem recursos e sem conchavos”. Estavam errados. Os que perceberam que a possibilidade de Bolsonaro se eleger existia, trataram de arquitetar sua morte. Escapou por pouco e se elegeu, pois tinha o essencial: apoio de uma população cansada de tantos anos de  desfaçatez.

A eleição de Bolsonaro pegou as esquerdas um tanto de surpresa e, por isso, decidiram que fariam oposição. De fato, fizeram e fazem a oposição  mais torpe, rasteira e vil que já se viu na história deste pais. Para isso, contaram com o apoio incondicional de opositores políticos, dos desmamados das benesses e verbas públicas, dos ressentidos pela falta de favorecimentos, da imprensa ansiosa pela volta das grandes verbas publicitárias e pelos contaminados por décadas de doutrinação ideológica, sem falar numa máquina pública e num judiciário aparelhados ao longo de décadas. Isso sem falar os que se elegeram ou foram guindados a cargos nos altos escalões e que se revelaram desleais e traidores.  Para esses, era fundamental impedir que Bolsonaro governasse e tudo fariam para provar incapacidade, despreparo e  incompetência, mesmo que tivessem que inventar narrativas e transformar pequenos deslizes em crises. Para esses, era impensável uma reeleição. Não deu outra.

A história recente, desde 2019, quem procurou se informar minimamente conhece:

Eleito, Bolsonaro não teve um dia de tranquilidade.  Contra ele e seus colaboradores próximos adotaram as táticas mais solertes imagináveis. Além disso, após o primeiro ano no qual já tinham apresentado no Congresso vários pedidos de impeachment, veio a pandemia mundial e seus números de mortos, muito certamente inflados artificialmente. Era o que a oposição esperava. A imprensa  alimentou o pânico e o “fique em casa, a economia a gente vê depois” passou a ser a palavra de ordem, aceita até pelos conservadores que passaram a endeusar as máscaras, o distanciamento e até as arbitrariedades de governadores e prefeitos que viram nisso oportunidades, carentes que estavam, de encher os bolsos e de mostrar a veia tirânica com repressão, quarentenas, lockdowns e – imaginem – toques de recolher. “A vida em primeiro lugar”, bradavam. “Saúde acima de tudo”, vociferavam como se realmente se preocupassem com a saúde da população. Foi quando chegaram as promessas de vacinas experimentais que hoje já estão na quarta ou na quinta dose. Mas, a tal pandemia parece que arrefeceu, seja pelas vacinas, pela imunização de rebanho ou por cansaço da população. Faltou pouco para que isso quebrasse o país. E a narrativa passou a ser que a culpa pelas mortes na pandemia não era de um vírus chinês, mas de Bolsonaro. “Genocida” passou a ser o refrão das esquerdas, numa tentativa de adicionar mais um rótulo aos já repetidos homofóbico, misógino, racista, antidemocrático, tirânico etc.

Paralelamente, o esforço para inviabilizar a governabilidade ganhou força. Todas as medidas adotadas em benefício da população foram questionadas no STF ou ficaram empacadas no Congresso.  Mesmo assim, muito foi feito: na agricultura, na até então estancada infraestrutura, no comércio exterior, na saúde e educação, no meio ambiente, na defesa da família e da mulher, na economia, na desburocratização, nos benefícios sociais e no emprego. Apesar dos pesares, o país tomou rumo certo e nem mesmo a recente guerra entre Rússia e Ucrânia nos afetou significativamente. É bem verdade que há a inflação, mas essa é reflexo dos estragos da pandemia na economia mundial e da guerra que está causando aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis. Aliás, inflação e preço dos combustíveis são coisas atreladas.

E assim chegamos a três meses das eleições que, segundo as suspeitíssimas pesquisas comemoradas pela imprensa cada dia menos relevante, será disputada, mais uma vez, como uma espécie de plebiscito entre esquerda e direita, com vitória das esquerdas já no primeiro turno. É claro que quem acompanha a enorme aprovação de Bolsonaro em suas aparições públicas – o já famoso Data Povo – duvida disso. Mas eles insistem, pois, como dizia o roteirista humorístico Leandro Soares, “Vai que Cola”.

Em minha opinião, pelo bem do Brasil, não apenas não vai colar como será Bolsonaro por mais quatro anos. Isso se, como dizem, Deus for brasileiro e os militares fizerem – como creio que farão – um excelente trabalho na fiscalização da votação, apesar dos esforços do TSE em dificultar.

 

 

Laerte A. Ferraz (Pensando Alto) para Vida Destra, 04/07/2022.
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