Por Sander Souza                                                                                                        @srsjoejp

 

Quero deixar claro a todos que o que escrevo aqui é opinião de torcedor. Não se trata de informação jornalística!

Diante do péssimo futebol apresentado pelo Palmeiras, é natural que nós, torcedores, busquemos os culpados. Existem muitas hipóteses e especulações rolando nas redes sociais palestrinas, onde predomina o sentimento de revolta em relação aos resultados apresentados pelo Verdão.

A pergunta que não quer calar é: de quem é a culpa?

De Abel Ferreira, que não sabe comandar, e não consegue propor um padrão de jogo, com cada partida tendo um esquema tático e uma formação diferente? E que, segundo pensam alguns torcedores, perdeu o vestiário?

Do elenco, que reúne jogadores que não estão acima da média, com salários altíssimos, pagos em dia, que dispõem de excelente estrutura para treinamento, podendo apresentar o máximo de seus potenciais como atletas, mas que também possui jovens mimados, deslumbrados e imaturos, e veteranos com um ego gigantesco (com exceções, claro)? E que, segundo teorias correntes, querer derrubar mais um treinador?

Da diretoria, que não foi capaz de providenciar os reforços necessários para que houvesse uma reformulação no elenco, depois da conquista da tríplice coroa na temporada passada, e que não possui a autoridade moral e o pulso necessário para evitar problemas no vestiário, entre jogadores e técnico?

Ou será que o problema está em nós, torcedores, que só queremos vencer e nunca estamos satisfeitos, só reclamando de tudo e todos?

Na boa, creio que o problema atual é uma soma disso tudo! Não há um único culpado! Todos têm a sua cota de responsabilidade! São vários fatores que foram se acumulando e viraram uma bola de neve! Certamente, a responsabilidade não pode ser jogada apenas no colo de Abel Ferreira.

É a soma da inexperiência de Abel Ferreira, que nunca tinha treinado um time do porte do Palmeiras, além de ser o seu primeiro time latino-americano. Há um evidente choque de mentalidades, pois o treinador tem uma mentalidade europeia, enquanto os dirigentes e jogadores tem uma mentalidade latina, e cada um vê o futebol profissional à sua própria maneira.

Somando com os jogadores, que são cobrados porque já mostraram que podem entregar mais do que vêm entregando em campo. E não dá pra engolir a desculpa de que os jogadores estão se poupando para a grande final da Libertadores, em 27/11. A falta de ânimo, de raça, de orgulho em vestir e defender a camisa é evidente em alguns jogadores. Qual o tipo de incentivo que estes caras precisam para que cumpram com suas obrigações em campo de forma satisfatória? Sim, eles têm que ser cobrados, pois são contratados e pagos para apresentar resultados! O clube não os contratou por caridade, mas por esperar resultados dentro de campo!

E com a diretoria, que mostrou que a área de futebol não era a prioridade da administração Galiotte. Vimos a preocupação com a área social do clube, com a aquisição de um piano, construção de pista de patinação, entre outras medidas. Claro que todas as áreas do clube merecem atenção, mas negligenciar o departamento de futebol, negando as contratações necessárias para reformular o elenco, permitindo que continuasse a obter vitórias em campo e a conquista de campeonatos, com a consequente entrada de recursos, é mais que um tiro no pé!

Técnico, jogadores e diretoria, todos têm a sua cota de responsabilidade nesta sucessão de problemas que trouxe o Palmeiras à situação atual.

E por isso, deveríamos dispensar o Abel Ferreira? Claro que não! Apesar dos defeitos, não se pode ignorar as virtudes do treinador, bem como o amor que Abel demonstra pelo Palmeiras. Seus erros podem ser corrigidos, desde que se inicie a correção agora! Porém, ele não pode fazer tal correção sem o apoio da diretoria.

No caso dos jogadores, é preciso um choque de realidade, um choque de autoridade. Eles não são os donos do Palmeiras, e não podem querer comandar o clube, pois tal função não cabe a eles. O que eles têm que fazer é mostrar futebol em campo, é para isso que são pagos! Quem não está contente, a porta da rua é serventia da casa!

E a diretoria, se realmente fosse composta por membros que amam e se importam com o Palmeiras,  deveriam renunciar e permitir a antecipação da posse da nova presidente e da nova diretoria. E os diretores precisam ter coragem para romper contratos de jogadores que não correspondem em campo. Um time profissional depende totalmente do desempenho de seu plantel, e se este for formado por jogadores que não entregam o esperado, deve ser renovado, para que não se perca os campeonatos, e os prêmios que vêm com as conquistas dos mesmos. A diretoria também deve ter bom senso para não fechar contratos excessivamente longos com os jogadores!

Resumindo: todo mundo precisa se mexer, para reverter a situação vexatória na qual o Palmeiras se encontra. Não é admissível que as coisas continuem como estão. As providências devem ser tomadas para ontem! Não queremos ver o Verdão trilhando o mesmo caminho que outros grandes times, como o Grêmio, que deixaram a situação degringolar e hoje estão em situação deplorável.

E quanto aos torcedores? Bem, nós continuaremos reclamando, e nunca estaremos satisfeitos, pois sempre vamos querer ver o Palmeiras maior e melhor! Apoiaremos o time, mas queremos resultados! Queremos vitórias e não problemas! Afinal, de agruras, ja bastam as do nosso dia a dia!

 

 

*Sander Souza é editor do Vida Destra.

 

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