Sem ciência, nem mesmo o zelo é bom: quem precipita seus passos, desvia-se. Quem adquire bom senso ama sua alma; e o que observa a prudência encontra felicidade. (Prov 19,2.8)

 

Bom senso:

Forma sensata e equilibrada de decidir e julgar.

Forma de agir que não é afetada pelas paixões, que se pauta na razão e no equilíbrio, de acordo com os padrões e a moral: eu não faria isso por uma questão de bom senso.”

Bom senso está estritamente ligado às noções de sabedoria e de razoabilidade, e define a capacidade que uma pessoa possui, ou deveria possuir, de adequar regras e costumes a determinadas realidades, considerando as consequências, e, assim, poder fazer bons julgamentos e escolhas. 

Vai muito além da capacidade de distinguir o certo do errado e está diretamente ligado ao instinto do ser humano de fazer o que é certo. Ele é um elemento que está ligado à moral.

Ou seja, o bom senso é uma das qualidades do conservador. Porém, devemos sempre separar o ato de bom senso, do falar do bom senso – muito usado pela esquerda e pelo ativismo judicial.

Um dos grandes problemas atuais do país, é a falta de bom senso, tanto do congresso, quanto da justiça, em especial, do supremo.

Vejamos essas declarações de Rodrigo Maia/DEM-RJ (presidente da Câmara federal), e de Paulo Paim/PT-RS (senador). 

A princípio, parecem expressões de bom senso, mas se voltarmos um pouquinho no tempo, podemos perceber que, se Rodrigo Maia não tivesse deixado caducar, ou mofado em sua gaveta, as pautas do governo, não seria preciso avançar com nenhuma PEC emergencial.

Assim como no caso de Paulo Paim (PT), cujo partido votou, por unanimidade, contra o Novo Marco do Saneamento Básico.

Ter senso me lembra esta passagem do Evangelho:

“Os escribas e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher que fora apanhada em adultério. Puseram-na no meio da multidão e disseram a Jesus: Mestre, agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério. Moisés mandou-nos na lei que apedrejássemos tais mulheres. Que dizes tu a isso? Perguntavam-lhe isso, a fim de pô-lo à prova e poderem acusá-lo. Jesus, porém, se inclinou para a frente e escrevia com o dedo na terra. Como eles insistissem, ergueu-se e disse-lhes: Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra. 

Inclinando-se novamente, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o último, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele.” (Jo 8,3-9) 

Como foi dito, o bom senso, está no fato de poder distinguir o certo do errado, de acordo com a moral. Por isso, acima da justiça.

A Lei, citada no Evangelho, assim como as que existem em vários países, ainda hoje, mandava que a mulher fosse apedrejada, mas o bom senso prevaleceu.

Alguns ministros do supremo, ultimamente, tem tomado decisões fora do bom senso. Temos vários exemplos: o inquérito 4781 (Fake News), a decisão que impediu ação policial em comunidades do RJ, a ação contra o Presidente por fazer o que é de sua competência exclusiva, ou obrigar o Presidente a prestar depoimento presencial ao invés de escrito (como já existem precedentes) ou, o pior de todos, a decisão de Fachin para que o Presidente seja “obrigado a escolher o primeiro de uma lista tríplice”. Qual a finalidade de uma lista, se você for obrigado a escolher o primeiro? Onde está o bom senso de uma decisão dessas!? 

Escolha e obrigação são conceitos totalmente contraditórios!

Como postei no twitter, no dia 07.10.20, o ministro Luiz Fux pode não ser uma excelência, no sentido da palavra, ou o melhor presidente do supremo, mas até aqui tem demostrado bom senso em suas decisões. Como, por exemplo, levar para o plenário os julgamentos de ações penais, ou quando revogou a decisão de Marco Aurélio de soltar traficante chefe do PCC, em SP (nonsense).

Como se pode ver, temos que lutar para colocar o bom senso, novamente, no seu devido lugar, se quisermos ter um país no caminho da ética, da moral e da estabilidade.

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 20/10/2020
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Luiz Antonio
1 mês atrás

No brilhante art. de @Ajveiga2 lembra-me da época em que trabalhava no BB tendo que cumprir normas internas,à risca,como se botasse uma viseira de cavalo.Por outro lado,o bom senso,faríamos #. Dória quer a vacina obrigatória, mas a comprov. Científica é o bom senso.

Nunes
Admin
1 mês atrás

Excelente…Vale destacar o trecho que valerá pelos próximos anos e pela vida “Como se pode ver, temos que lutar para colocar o bom senso, novamente, no seu devido lugar, se quisermos ter um país no caminho da ética, da moral e da estabilidade. ”

Sander Souza
Sander Souza
1 mês atrás

Parabéns pelo excelente artigo!
Nossa sociedade precisa realmente recuperar o bom senso! No nosso caso, vemos que muitas vezes o bom senso foi substituído pelo egoísmo e pelo orgulho!
Lido e compartilhado!