“O passado serve para evidenciar as nossas falhas e nos dar indicações para o progresso do futuro”. Henry Ford

O escritor austríaco Stephen Zweig, judeu de quatro costados, lançou em 1941, o livro “Brasil, país do futuro”. A obra foi muito criticada por parecer uma bajulação a um povo que tão bem o acolheu, com a sua esposa, Charlotte Zweig, após a ascensão de Adolf Hitler. O título do livro se transformou em um epíteto atemporal no Brasil. Zweig e esposa se suicidaram um ano após o lançamento por motivos ainda não bem esclarecidos, mas nos deixa um interessante mote.

Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara dos Deputados, em evento promovido pelo Credit Suisse, tergiversou sobre os ministros Ricardo Salles e Abraham Weintraub, Meio Ambiente e Educação, respectivamente, desafiando investidores estrangeiros a não investirem no Brasil, com “estes caras que estão aí”. Além de criticar abertamente os ministros, Maia lamentou não ter poderes para demiti-los. Durante sua fala, o deputado, ora Presidente da Câmara, perguntou em tom agressivo: – “Como faz para um investidor olhar para um ministro da Educação, desse?”. Notem que o argumento de Maia, não muda, sempre volta com o mantra do investidor estrangeiro.

Em setembro de 2019, Maia comentando sobre o desvario de Rodrigo Janot, no quase assassinato a Gilmar Mendes, lançou a pergunta: “Quem vai querer investir em um país desses?”. A indagação que faço ao investidor estrangeiro: como investir em um país, em que o segundo na linha sucessória, conquistou mirrados 74 mil votos na última eleição, é um habitué nas planilhas da Odebrecht, sob a alcunha de Botafogo, que retroalimenta o Fundão Eleitoral, usando a base do famigerado Centrão, do qual é um dos líderes mais prementes e que sempre vem a público, despudoradamente criticar os principais atores do Governo Federal.

Cumpre salientar, que para ingressar na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e deixar pra trás o clube dos países em desenvolvimento, é necessário combater a corrupção com muito afinco, o que o nobre deputado não faz a menor questão. Hoje, o máximo que o deputado chileno… ops! Rodrigo Maia, rouba, é o protagonismo nas reformas propostas pelo Governo.

O atual governo tem trabalhado para apagar o passado recente do Brasil, onde muito se
investiu em universidades sem o mínimo padrão de qualidade, ao passo em que o ensino
básico fora negligenciado. O atual governo tem se defendido até mesmo por conta de falhas operacionais, corrigidas a contento, mas precipitadamente, vagueiam nas redes sociais em tons jocosos.

Após tantas incertezas, e com a certeza de que muitos de nossos políticos não se importam
com o futuro dos pagadores de impostos, acredito que estamos vivendo em um país do
presente, onde nosso governo arrisca mais, erra menos e enfrenta com olhos nos olhos,
aqueles que afugentaram os investidores, e que por sorte, o Presidente da Câmara dos
Deputados não tem poder para demitir nossos valorosos Ministros.

Max Miguel, para Vida Destra, 31/01/2020.

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Marilia
Marilia
4 meses atrás

Esse texto deve calar qualquer um que trabalha na contramão do governo, que dá ou deu o sangue para socorrê-lo! Será que cala de vez o Rodrigo Botafogo Maia? Espero!

José Geraldo Ramos Virmond
José Geraldo Ramos Virmond
4 meses atrás

Corajosamente diz a verdade escancarada.Deve seguir.