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Candidato não eleito, Luís Miranda, é acusado de calote em equipe de pesquisa eleitoral

Por Vida Destra - Jornalismo

Trabalhadores contratados para realizar uma pesquisa de intenção de voto na campanha de Luís Miranda (Democratas), candidato não eleito a deputado distrital no Distrito Federal, afirmam que não receberam o pagamento pelos serviços prestados.

De acordo com os relatos, a equipe foi contratada para levantar a intenção de voto do candidato, mas, após a conclusão dos trabalhos, o pagamento não foi efetuado. Um dos contratos estabelecia um valor de R$ 700 para a criação de um grupo de WhatsApp com pelo menos 50 apoiadores. Outros trabalhadores afirmam que deixaram de receber os R$ 700 estipulados em contrato por suas atividades. Há ainda relatos de que Miranda deixou de cumprir acordos firmados com a equipe, o que gerou descontentamento e desconfiança na estratégia adotada durante a campanha.

O episódio veio à tona depois que Miranda não conseguiu se eleger para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Apesar de aparecer com o apoio declarado de 21 mil pessoas nos grupos de pesquisa, o candidato recebeu apenas 3.610 votos nas urnas — um resultado bastante aquém das expectativas e insuficiente para garantir uma vaga na CLDF. A discrepância entre a mobilização digital e a votação efetiva é apontada por interlocutores como um dos fatores que expuseram a fragilidade da operação de campanha.

Procurado, Luís Miranda afirmou que pagou apenas os cabos eleitorais e que vê com naturalidade a realização de uma auditoria sobre os serviços contratados. Em nota divulgada nesta quarta-feira, o ex-deputado federal disse que desconhecia contratações realizadas por um integrante de sua equipe sem sua autorização e que determinou a apuração interna. “Estou fazendo uma auditoria para verificar como foram contratadas, quais serviços foram realizados e quem seria responsável pelos pagamentos. Também sou vítima do golpe”, declarou. A defesa do candidato não detalhou, até o momento, os critérios de pagamento ou a existência de contrato formal com toda a equipe de pesquisa.

O caso gerou repercussão nas redes sociais e entre profissionais da área de pesquisa eleitoral, que alertam para a necessidade de contratos claros e pagamentos formais nesse tipo de serviço. A situação também reacende o histórico de acusações de calote envolvendo o nome de Luís Miranda. Em 2019, quando era deputado federal, ele foi acusado de aplicar golpes milionários em investidores nos Estados Unidos e de deixar dívidas relacionadas à falência da clínica de estética Fitcorpus. Na época, Miranda negou as acusações e afirmou que tudo estava sendo pago em seu devido tempo.

Em janeiro de 2026, a Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio de 20% do salário líquido do ex-deputado para garantir o pagamento de uma dívida de R$ 301,2 mil. Ele negou a dívida à época. Procurada novamente nesta quarta-feira, a assessoria de Luís Miranda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

 

 

 

 

*Esta notícia pode ser atualizada a qualquer momento

*Esta matéria é exclusiva e não pode ser reproduzida sem autorização.

*Fonte: Vida Destra,  Metrópoles

 

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