Desde o impeachment da Dilma Rousseff, começaram a surgir pessoas muito “bem-intencionadas” e muito “interessadas” em salvar o Brasil. Como, naquela época, estávamos no fundo do poço, era muito fácil acreditar no primeiro que falasse qualquer coisa contra o PT. Aliás, tudo de ruim que fosse exposto contra esse povo era a mais absoluta verdade. Às vezes, até percebíamos que o locutor não era nem um gênio, mas dava gosto ouvi-lo falar, porque a indignação com os desmandos petistas era muito grande, imensa mesmo.

Depois que a Dilma saiu, essas pessoas continuaram seu trabalho de “ajudar” os brasileiros, ao trazer notícias e material para “informá-los” e “guiá-los” no melhor caminho para a próxima eleição presidencial, em que elegeríamos Jair Messias Bolsonaro. Todas essas pessoas lucraram com o seu trabalho “missionário” de resgate do Brasil. Sucesso com vídeos, vendas de cursos, livros; outros foram eleitos para cargos de vereador, deputado, etc. Estavam exultantes. Agora só faltava mesmo o novo presidente, Bolsonaro, fazer aquela distribuição de cargos públicos e dar aquela forcinha aos amigos eleitos, com verbas, cargos, em suma, pagar a sua “dívida”. O mercenário é assim, ele nunca esquece seus supostos direitos.

E esses mercenários de que falo aqui são piores, porque, em nenhum momento, eles foram contratados nem por nós, nem pelo presidente Bolsonaro, na época, candidato. Pelo contrário, ingênuos, e ávidos por crer que essas pessoas também estariam imbuídos do espírito patriota que alcançou milhões Brasil afora, não percebemos que eles não queriam derrubar o PT, para ter um país melhor para todos, queriam derrubar um partido corrupto, mas do qual eles não eram beneficiários, do qual eles não participavam.

Tudo ficou evidente, quando não tendo o retorno pretendido, todos mostraram suas garras, suas presas, sua indignação com a “ingratidão” pelos belos serviços prestados. Muitos afirmaram que, sem o trabalho árduo deles, o presidente seria outro. Meu Deus! Só pode ser doença mental, aliás bem parecida com a dos esquerdistas em quem eles tanto bateram.

Agora, essa turma nada boa forma uma nova esquerda. Nova porque são outras pessoas e porque são muito mais dissimuladas, mas as práticas são idênticas às da velha esquerda, ou seja, não enganarão por muito tempo. Basta ver que, a cada dia, é mais um, ou mais de um, que não aguenta e tira definitivamente a máscara. A novidade verdadeira disso tudo é que nós, que realmente viemos de graça, às vezes até gastamos do nosso próprio bolso, estamos mais sábios, mais espertos contra as raposas, e conseguimos detectar com mais facilidade os lobos em pele de cordeiro.

Muitos já foram desnudados, outros estão a caminho. E isso não é dividir a direita conservadora, é torná-la muito mais forte. E, quando a limpeza estiver completa, ela será imbatível.

Quem quiser bater um papo, estou no Twitter @gogol_38.

Um grande abraço a todos!

Gogol, para Vida Destra, 27/01/2.020.

Gogol

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3 Comentários

  1. Exatamente Gogol, vc sintetizou muito bem a estratégia do lobo na pele de cordeiro e de como nós estamos cada dia mais atentos a seus truques.

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