Nesta série de artigos, sempre publicados às quintas-feiras, analisaremos a obra: Como ser um conservador, do filósofo e escritor inglês Roger Vernon Scruton, que faleceu em 12 de Janeiro de 2020. Acesse o sumário neste link, não se esqueça de colocar o mesmo nos seus favoritos. Lembrando que os títulos e subtítulos podem não ser iguais aos existentes no livro. Sem mais delongas, aproveitem!

 

 

Entenda o Nacionalismo e suas verdades – Parte VI

 

Crise de legitimidade

Um dos motivos do “nascimento” da União Europeia, foi a crença que as guerras na Europa foram causadas pelo sentimento nacionalista, e que era necessária uma nova forma de governo transnacional, que uniria os povos de forma pacífica. A União Europeia é baseada em um acordo sendo que a autoridade dos acordos são oriundas das entidades que os assinam, essas entidades seriam os Estados-nação da Europa. A lealdade do povo europeu provém desses Estados.

O que a União Europeia propõe a fazer é usurpar  leis nacionais e transcender a lealdade do povo europeu, causando uma constante crise de legitimidade. As leis decretadas por tratados, têm uma influência controladora indesejável e persistente que deveria ser exercida em um país somente para realizar objetivos específicos, mas o que vemos na prática é a usurpação de poderes de um país e sua governabilidade.

No Tratado de Roma, assinado em 1957, foi incluída uma cláusula que permite a livre circulação de capital e trabalho entre todos os países signatários. As oportunidades e qualidade de vida eram similares nos poucos Estados que assinaram o acordo.  Quando a União Europeia foi ampliada, a contragosto popular para inclusão da maioria dos antigos países comunistas do Leste Europeu, todos esses cidadãos tinham o direito legal de fixar residência em outros países, principalmente Grã-Bretanha.  Isso acarretou problemas nos países mais desenvolvidos, como superpopulação, desemprego, insatisfação local, problemas de infraestrutura e previdência.

Você já se perguntou, por que a experiência de um governo federal, que na Europa resultou em um império injustificável, conduziu a uma democracia viável nos Estados Unidos? A resposta é simples: porque o federalismo norte-americano não criou um império, mas um Estado-nação. No próximo artigo explicarei melhor sobre isso.

 

 

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Nunes, para Vida Destra, 01/04/2021
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