Nesta série de artigos, sempre publicados às quintas-feiras, analisaremos a obra: Como ser um conservador, do filósofo e escritor inglês Roger Vernon Scruton, que faleceu em 12 de Janeiro de 2020. Acesse o sumário neste link, não se esqueça de colocar o mesmo nos seus favoritos. Lembrando que os títulos e subtítulos podem não ser iguais aos existentes no livro. Sem mais delongas, aproveitem!

 

 

Falhas II

Todo sistema tem tanto virtudes quanto desvantagens, todos os sistemas estão sujeitos a falhas.

 

Anteriormente falamos sobre as falhas de um sistema e o Estado de Bem-Estar Social. Como os governos podem enfrentar e resolver essa situação? Dificilmente conseguirão enfrentar isso, pois essa questão já foi politizada, e a verdade sempre é perigosa para ser exposta, sendo assim, certamente é difícil agir quando tem todo um “sistema” já montado e funcionando. O Estado insiste em “ultrapassar” diversas fronteiras, nas quais não são de sua competência, politizando tudo o que for possível.

Sabemos que uma reforma é necessária no sistema atual da maioria dos países, mas para isso, também é imprescindível que para tal, exista um consenso entre várias partes, equivalente ao mesmo processo ao qual levou à sua criação.

Exemplificando, nos Estados Unidos, enquanto as cláusulas do Medicare foram definidas mediante negociações entre os dois principais partidos (democratas e republicanos), o Obamacare foi uma iniciativa de um único partido (democratas), não teve participação e nem consentimento da oposição, além de  “empurrarem” a narrativa de “interesse comum do povo”, levando um colapso ao processo político.

Do mesmo modo, o Partido Conservador Britânico tentou reformar os sistemas de benefícios sociais, com a intenção de tornar o sistema viável economicamente, removendo a armadilha da pobreza. Porém, a esquerda politizou o tema, como um “ataque contra os pobres e vulneráveis”.

Como falamos, o Estado de Bem-Estar Social está se tornando inviável em todo o mundo, neste modelo atual, e o endividamento constante a ser pago pelas futuras gerações, fará o colapso ser devastador.

Cabe lembrar que, dificilmente será o partido do governo (ou seja o partido que está no poder), que estará à frente de uma reforma radical, por conta dos riscos políticos futuros perante a esquerda, que não vê essa questão como um problema, mas como uma forma de convocar os eleitores cativos ou mais adeptos.

 

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Nunes, para Vida Destra, 27/05/2021
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FABIO PAGGIARO
1 ano atrás

O “estado de bem-estar social” desejado pelos europeus somente foi possível após o fim da II GG pelo ambiente de milagres econômicos somente possíveis pela reconstrução dos países devastados. Qdo aqueles “milagres” terminaram, não houve o “bem estar social” se tornou maior que a capacidade produtiva dos países. Margareth Thatcher bem resumiu isso quando declarou: vida boa para “quem trabalha”. Nessa linha de raciocínio, ouso dizer que a França, como Grecia, Portugal, Espanha e Itália, caminha para o colapso. É questão de tempo.