Nesta série de artigos, sempre publicados às quintas-feiras, analisaremos a obra: Como ser um conservador, do filósofo e escritor inglês Roger Vernon Scruton, que faleceu em 12 de Janeiro de 2020. Acesse o sumário neste link, não se esqueça de colocar o mesmo nos seus favoritos. Lembrando que os títulos e subtítulos podem não ser iguais aos existentes no livro. Sem mais delongas, aproveitem!

 

 

Estado e Pobreza

 

Há uma distorção sobre o que realmente é pobreza. Segundo Peter Townsend, no livro Poverty in the United Kindgom, pobreza é uma “privação relativa”, o que significa uma incapacidade comparativa para gozar os frutos da riqueza circulante no mundo, país ou região.

Peter concluiu que um quarto dos britânicos viviam na pobreza ou às margens. O último governo trabalhista definiu a pobreza, como a situação na qual alguém recebe menos de 60% da renda média da população. Observando bem, é inevitável haver pessoas nesta condição proporcional, essa definição sugere que a pobreza nunca desaparecerá, independentemente de quanto tão ricos e desenvolvidos forem os países em questão. Os partidos de esquerda aproveitaram tal situação, para criticarem severamente os governos em nome dos pobres, por mais que as políticas tenham elevado o padrão de vida da população.

Essa relativização da pobreza serve para perpetuar a grande ilusão socialista de que “o pobre é pobre porque o rico é rico”.  A conclusão disso é que a pobreza somente será sanada pela igualdade e nunca pela riqueza.

O papel central ocupado pelo Estado na vida das pessoas, também serve como obstáculo para a formação de um pensamento coerente sobre a definição de pobreza. Quando um orçamento familiar é dado pelo Estado, as pessoas votarão nos políticos que prometerem aumentá-lo. Isso permite aos partidos de esquerda aumentarem sua presença e sólida votação em bloco, pagando por tais votos com os impostos das pessoas que realmente geram riqueza no país e que votam de outra maneira, ou seja que têm outra visão.

Com o Estado interferindo nas decisões mais básicas dos seus “dependentes”, dificilmente os mesmos terão capacidade de ação para saírem da pobreza ou saírem dessa situação de dependência estatal.

Atualmente, na França, o índice máximo de tributação teve de ser elevado  para 75%, para o Estado cumprir o orçamento, sufocando cada vez mais a classe média com impostos, que manterão cada vez mais pessoas na dependência estatal.

A consequência para isso, será a cada vez maior emigração e fuga de cérebros e riqueza.

 

 

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Nunes, para Vida Destra, 03/06/2021
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Ronaldo Tavares
Ronaldo Tavares
17 dias atrás

Excelente análise!

FABIO PAGGIARO
16 dias atrás

A pobreza decorre da incapacidade produtiva. Não se resolve com distribuição de riquezas, mas com a capacitação dos pobres para que consigam garantir seu sustento.