Por Geovani GSo                                                                                      @GeovaniGSo

 

Ah, a saída de bola, os passes curtos e dribles arriscados dentro da própria área!

Será que existe ainda algum torcedor que não tenha quebrado um copo, uma mesa ou uma televisãozinha de 85 polegadas por gol sofrido, gratuitamente, com os passes arriscados e suicidas dentro da própria área?

Pela Libertadores, o Flamengo nos presenteou (de novo) com uma falha grotesca de saída de bola!

Como sempre, após várias oportunidades de tirar a bola de perto do gol, Diego Ribas voltou uma bola curta pro Diego Alves, que se achando o próprio Diego Ribas, tentou dar uma cavadinha, na pequena área, com um marcador adversário em cima dele e… gol. De graça. (de … graça!)

Esse, claro, é o final mais trágico da saidinha de bola. O mais trágico, mas não o mais estúpido!

Trágico porque ao tentar dar um chutão para se livrar do perigo, sofreu o gol. Mas ele ao menos, naquele momento, tentou o que já era para ter sido feito.

O final mais estúpido, porém (e muito comum) não é esse do gol sofrido.

Primeiro é preciso entender porque se corre o risco da saidinha de bola, de atrair o adversário para sua área.

É muito simples: pelo mesmo motivo que é bom ter um contra-ataque!

No contra-ataque você costuma ter maioria numérica e técnica: atacantes são mais técnicos que zagueiros. Atacantes correndo com a bola dominada em velocidade, são muito mais eficientes que zagueiros correndo de costas contra atacantes velozes.

Então, a ideia é ter um contra-ataque quando o ataque já era seu, a saída de bola era sua. Atrai-se o adversário, toca-se a bola, coloca-se em risco calculado, para que ao sair com toques curtos e rápidos, você possa ultrapassar uma ou duas linhas de marcação do adversário. Então, você coloca seus atacantes em vantagem numérica e técnica.

E aqui se dá a estupidez: No Brasil, onde se copia o jogo apoiado da Europa sem se saber o porquê, após vencer as primeiras linhas de marcação, os jogadores de meio campo não efetuam o tal “contra-ataque” forçado. Não! Eles voltam a bola pro zagueiro!!! e não só desperdiçam o produto da saidinha como retornam ao risco de nova saidinha…

Foi assim que os Diegos do Flamengo e seus pares produziram um lance esdrúxulo e até cômico no jogo da Libertadores. Cômico porque nos classificamos. Senão, seria total e completamente trágico.

 

 

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