O ex-ministro Marco Aurélio Mello disse, em entrevista ao programa Roda Viva em 2016, que o país vive “tempos muito estranhos”.

Lembro que, à época, sua colocação virou motivo de chacota, porém, poucos se deram conta de que o então ministro estava bem perto da verdade que logo se mostraria.

O Brasil que, mesmo antes da redemocratização, já servia de quintal para muita gente desonesta, com a redemocratização, virou uma espécie de paraíso.

A coisa toda já vinha sendo orquestrada muito antes que o povo anestesiado vestisse verde e amarelo e fosse cantar diretas já com Ulysses Guimarães e Fafá de Belém, mal sabendo que, nos anos vindouros, seriam esfolados para bancar benesses e corrupção para agentes públicos, políticos, jornalistas, juízes e classe artística.

Foram longos 33 anos até que a nação acordasse, mas acordou.

Em 2018, elegemos um presidente cristão e honesto, decidido a governar para o povo e o bem da nação, e isso foi como se a luz entrasse nos lugares mais escuros do inferno, e foi aí que as palavras do ex-ministro fizeram sentido, pois a horda do mal começou a se retorcer e a lutar para não perder seu território.

E esses territórios foram as estatais e fundos de pensões saqueados — estatais que voltaram a dar lucro logo em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. Foi também no início do ano de 2019 que a maioria do povo ficou sabendo de um edital alimentar que envolvia lagostas, vinhos do Porto premiados e outras delícias, estimado em R$ 1,134 milhão no pregão eletrônico nº 27/2019, para atender as necessidades gastronômicas do STF,  evidenciando a farra indiscriminada com nosso dinheiro.

Esses são apenas dois exemplos que mostram o porquê de tantos ataques ao Executivo Federal, acusado de destruir a harmonia entre os poderes — harmonia essa que, sabemos agora muito bem, se tratava de todos juntos usufruindo de benesses e corrupção.

Não se enganem. Apesar de nossos supostos revolucionários “defensores” das minorias defenderem interesses globalistas e chineses, o único poder que realmente lhes interessa é dinheiro, mordomia e boa vida, sem ter que trabalhar por isso, simples assim.

Agora, ano de eleição, se juntaram todos para impedir a reeleição do Presidente Bolsonaro, calando seus eleitores com a desculpa esfarrapada de fake news — mais conhecida como: a verdade que não querem que seja dita —, a ponto de a mais alta corte de justiça do país, aquela mesma dos vinhos premiados e das lagostas, rasgar a constituição diariamente, com impedimento ao Executivo de exercer seus direitos privativos, inquérito ilegal para prender e calar apoiadores e suporte a inquéritos ilegais abertos por ministros do TSE.

Eu diria que vivemos muito mais do que “tempos estranhos”. Seria mais como disse Hanna Arendt: Vivemos tempos sombrios, onde as piores pessoas perderam o medo e as melhores perderam a esperança“.(Grifo meu.)

Eles perderam o medo e mostram agora suas faces do mal, mas nós não devemos perder a esperança, pois, se o Capitão foi forte e sábio para aguentar firme por três anos, não será agora em seu último ano, antes da reeleição, que irá sucumbir.

Aliás, o Presidente Bolsonaro já alertou os chefes dos outros poderes da República em relação às eleições de 2022. No último dia 19/04 — comemoração ao Dia do Exército, ele disse: “A alma da democracia repousa na tranquilidade e na transparência do sistema eleitoral, cujo norte é dado pelas urnas. Não podemos jamais ter uma eleição no Brasil sobre a qual paire o manto da suspeição”.

E deu um aviso para todo bom entendedor: “As Forças Armadas não dão recados, elas estão presentes, sabem como proceder, sabem o que é o melhor para seu povo, o que é melhor para seu país. Elas têm participação ativa na garantia da lei e da ordem, da nossa soberania e no regime no qual o povo quer viver, e nós sabemos que neste regime, acima de tudo, está a liberdade”.

As forças do Mal estão em constante movimento, mas não devemos desanimar, muito pelo contrário; ou como disse José Maurício de Barcellos — ex-consultor jurídico da CPRM-MME e advogado —, em sua coluna para o Diário do Poder: 

“O verdadeiro patriota combate, de peito aberto, por seu País e pela ordem constituída até a morte se preciso for, e ao seu lado marcham aqueles que estrategicamente indicam o rumo da vitória.” 

Está na hora de combatermos de peito aberto, sem medo. Está na hora de mostrarmos toda a hipocrisia e as inverdades dos inimigos da nação, até o derradeiro dia em que compareceremos em massa e votaremos em homens com ética, moral e coragem suficiente para vencer as trevas que insistem em nos dominar.

 

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 26/04/2022.
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