F1 diz que é impossível correr na Rússia nas circunstâncias atuais. Cancelamento reduz calendário para 22 corridas

 

Reuters – A Fórmula 1 anunciou nesta sexta-feira (25) que não realizará a corrida na Rússia nesta temporada, dizendo que era “impossível” fazê-lo depois que o país invadiu a vizinha Ucrânia.

A corrida estava marcada para 25 de setembro e seria realizada no parque olímpico de Sochi, mas agora será retirada do calendário pela primeira vez desde que estreou em 2014.

“Estamos observando os acontecimentos na Ucrânia com tristeza e choque e esperança de uma solução rápida e pacífica para a situação atual”, disse a entidade em comunicado.

“Na quinta-feira à noite, a Fórmula 1, a FIA e as equipes discutiram a posição do nosso esporte, e a conclusão é… que é impossível realizar o Grande Prêmio da Rússia nas atuais circunstâncias”.

 

 Pilotos de Fórmula 1 apoiaram o apelo da entidade

 

“Também estou pessoalmente afetado, tendo algumas pessoas próximas a mim que estão na Ucrânia agora”, disse o francês Pierre Gasly em entrevista coletiva no último dia do teste de pré-temporada de Barcelona.

“Pessoalmente, eu teria achado muito difícil pegar um avião e pousar em um país que está em guerra”, acrescentou o espanhol Carlos Sainz, da Ferrari.

A decisão da F1 foi anunciada logo após a UEFA anunciar que transferiu a final da Liga dos Campeões de São Petersburgo para Paris.

O tetracampeão Sebastian Vettel disse a repórteres na quinta-feira (24) que não correria na Rússia mesmo que a corrida acontecesse. O atual campeão Max Verstappen disse que “não é correto” correr em um país em guerra.

Na sexta-feira (25), o novo piloto da Mercedes, George Russell, disse que os pilotos estavam reunidos em seu estande.

“Felizmente, os caras no comando da F1 e da FIA chegaram a uma conclusão muito rapidamente, então não tivemos que tomar decisões difíceis”, acrescentou.

 

Nikita Mazepin é o único piloto russo no grid do esporte

 

Sua equipe Haas, de propriedade americana, testou seu carro em Barcelona na sexta-feira (18) com uma pintura toda branca, tendo retirado toda a logomarca representando o patrocinador principal, o produtor russo de potássio Uralkali, que é de propriedade de seu pai.

O chefe da equipe, Guenther Steiner, reconheceu que o russo enfrenta um futuro incerto.

Mazepin se retirou de uma entrevista coletiva na sexta-feira, mas em um post no Twitter disse: “É um momento difícil e não estou no controle de muito do que está sendo dito e feito. Estou escolhendo focar no que POSSO controlar, trabalhando duro e fazendo o meu melhor pelo meu (time)”.

O cancelamento da corrida russa reduz um calendário recorde de 23 corridas para 22 corridas. Mas o esporte, que realizou 17 corridas na temporada de 2020 atingida pela pandemia e 22 corridas no ano passado, tem opções de substituição depois que vários locais atuaram como substitutos do COVID-19 nas últimas duas temporadas.

A corrida russa, que deveria se mudar de seu local atual no parque olímpico de Sochi para uma nova pista fora de São Petersburgo no próximo ano, já contou com a presença do presidente Vladimir Putin no passado, com o líder russo até entregando troféus no pódio.

O patrocinador principal da corrida é o Grupo VTB, cujo Banco VTB foi um dos alvos das sanções impostas por Estados Unidos e Grã-Bretanha após a invasão russa.

 

*Esta notícia pode ser atualizada a qualquer momento

*Fonte: Reuters

 

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