Hoje se fala muito em uma sociedade mais rude, seca, má e egoísta, mas isso sempre existiu, hoje apenas fica mais fácil de ver adolescente inflando seus egos em redes sociais e se espelhando em pessoas sem um pingo de valor moral e ético, vide youtubers que pregaram o #FiqueEmCasa e estavam jogando bola, ou então pior, pregam palavras em nome de Deus e não vivem conforme seus ensinamentos, mas nesse texto quero apenas tratar dessa geração que hoje está com cerca de 15 anos, praticamente um geração perdida.

As redes sociais, como a internet, possuem um grande e intenso arquivo de coisas inúteis com a qual podemos passar horas e horas procrastinando sem ao menos absorver nada de útil para a vida, mas se procurarmos bem logo acharemos coisas relevantes para o nosso dia-a-dia. Quando alguém fala para mim que não consegue estudar porque não tem tempo, eu simplesmente dou risada e explico a minha época de faculdade, na qual acordava ás 04 da manhã para trabalhar e chegava 01 da manhã da faculdade, nunca me houve tempo e sim dedicação. Claro que cada cabeça uma sentença, mas devemos sempre buscar melhorar a cada dia e esta geração não se esforça nem para isso.

Todo mundo passou pela sua fase de adolescência, alguns fizeram besteiras e outros foram mais tranquilos e todos tiveram um ensinamento mais firme dos pais, mas esses jovens de hoje já cresceram com celulares nas mãos e recebendo informações que em minha época de internet discada levaria alguns dias para chegar e com a facilidade de se acessar redes sociais foi criado um vicio de se mostrar e querer ser famoso.

Todos sabemos dos malefícios que a pornografia causa na mente de quem é viciado e as redes sociais deveriam ser classificadas nos mesmo moldes. Jovens hoje buscam ter a vida de um influencer, que acompanham nesses locais, fazendo com que sempre se sintam mal por não terem uma roupa da moda, o mesmo celular que seu ídolo utiliza ou de fazer viagens a lugares paradisíacos, e sabem por que? Porque se viciaram em vidas que muito provavelmente só existem em frente às câmeras.

Eu possuo minhas redes sociais e utilizo hoje de forma consciente, mas já fui um adolescente viciado, tudo que via eu queria, principalmente quando tinha um vídeo game, mas com o tempo troquei minhas vontades e desejos e me dediquei apenas a mim mesmo. Minha geração não possuía redes sociais como Facebook, Twitter ou Instagram, a maioria começou na internet pelo Orkut e hoje pode ser chamada de cringe pelos mais novos, mas pelo menos criamos nossos valores morais e éticos com base nas relações familiares.

Quando se passa muito tempo em frente ao computador se perde todo contato com as pessoas em sua volta. As relações virtuais se tornam mais importantes que as pessoais, até mesmo relacionamento amorosos acabam existindo apenas por meios virtuais, sem nenhuma das partes ao menos se conhecerem pessoalmente. Isto é muito ruim, toda relação deveria ser feita pessoalmente e nunca virtualmente! Isto acaba com todo o charme da conquista e da paquera, acaba se tornando um amor liquido, aquele amor que só mantemos quando nos convém.

Já me chamam de machista por outros motivos e nunca neguei que algumas ideias minhas realmente são, mas para quem não sabe, existe uma rede social chamada OnlyFans e para que ela serve? OnlyFans é um serviço de conteúdo por assinatura com sede em Londres, no Reino Unido. Criadores de conteúdo podem ganhar dinheiro de outros usuários do site que assinam seu conteúdo. É popular na indústria de entretenimento adulto, mas também hospeda criadores de conteúdo de outros gêneros.

Foque no entretenimento adulto, logo vem na cabeça a indústria pornográfica, certo? Mas não é isso, são pessoas em sua maioria mulheres que mal completaram 18 anos e já entraram na indústria da prostituição, quase toda garota que hoje possui seus 17 até os 22 anos terá alguma experiência com prostituição e quase todos os garotos nesta mesma faixa de idade, se já não estão viciados em pornografia ou algo do tipo, passarão por uma experiência de compra de serviços como este.

Sabem por que isso irá ocorrer? Porque perdemos os nossos valores morais e éticos. Não existe e nem existirá alguém com valores éticos e morais tão inabaláveis, mas quando ao menos nosso senso de perigo está ativo, nós conseguimos fugir de coisas que nos farão mal, principalmente vícios virtuais.

Como tudo no mundo hoje é globalizado, é fácil de encontrar conteúdos muito produtivos e que agreguem algo, mas esta geração está fadada ao fracasso pois buscam apenas conteúdo sem uma intenção de agregar, todos nós possuímos as mesmas oportunidades quando entramos na internet, ou você acha que uma mulher é proibida de ver aulas sobre como montar um motor e um homem ver aulas de manicure? Ninguém é proibido disso, mas a maioria das escolhas são por vídeos de youtuber infanto-juvenil se jogando em banheira de creme de avelã ou ainda em conteúdos piores que levam ao vício, destruição de valores ou até mesmo em um tipo de “destruição física”.

Ao vermos que isto ocorre na maioria das vezes com os jovens, devemos ficar atentos aos sinais e ao histórico de comportamentos no dia-a-dia. A forma com a qual estão ligados a aparelhos eletrônicos diz muito sobre as relações interpessoais que criam ao longo desta fase. Com certeza, ao usarem a internet encontram diversos conteúdos bons e ruins. O que acontece quando são encontrados conteúdos ruins mas que agradam às suas mentes, é que acabam por consumir em abundancia este conteúdo, e o tempo que lhes era ocioso ou poderia ser utilizado para algo produtivo, acaba por se tornar um tempo desperdiçado com coisas banais que se tornam um vício.

Nada contra quem utiliza seu tempo para ver vídeos engraçados ou até mesmo sem nexo, mas trocar algo que possa melhorar sua vida por algo que praticamente não terá qualquer benefício é no mínimo estranho!

Continua…

 

 

Lucas Barboza, para Vida Destra, 10/01/2022.                                                                Sigam-me no Twitter! Vamos conversar sobre o meu artigo! @BarbozaLucaas

 

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Luiz Antonio Santa Ritta
Luiz Antonio Santa Ritta(@luiz-antonio-santa-ritta)
12 dias atrás

Excelente artigo @BarbozaLucaas, ainda bem que sou um babyboomer.