*Por Sander Souza 

 

No dia 11 de março de 2011, às 14:46 (horário local), um forte terremoto de 9 graus na escala Richter, com epicentro próximo da costa nordeste do Japão, causou um desastre sem precedentes. O forte tremor, que danificou muitas construções, desencadeou um gigantesco tsunami, que em alguns pontos chegou a atingir mais de 30 metros de altura, e que varreu cidades costeiras inteiras, destruindo tudo em seu caminho. Em algumas cidades, as águas chegaram até 5 quilômetros terra adentro.

Mais de 14 mil pessoas morreram, e quase 3 mil seguem desaparecidas. Para completar a tragédia, o tsunami atingiu a usina nuclear de Fukushima Dai-ichi, danificando os geradores de emergência que mantinham o sistema de refrigeração dos reatores funcionando. Em consequência, dois dos quatro reatores da usina sofreram explosões em seu sistema de refrigeração, lançando na atmosfera uma quantidade imensa de radiação, forçando a população a ser evacuada num raio de 30 quilômetro ao redor da usina. Desde então, a usina segue desligada, para que o seu desmantelamento seja feito, num trabalho que poderá levar mais 30 anos para ser concluído.

As famílias evacuadas seguem proibidas de retornar às suas antigas residências. Nas demais localidades, o trabalho de limpeza dos destroços deixados pelo terremoto e pelo tsunami já foi concluído, mas a reconstrução não foi concluída, já que muitos moradores sobreviventes decidiram se mudar para outros locais, mais seguros.

O Japão é um país bem preparado para enfrentar desastres naturais. Na ocasião eu ainda morava no Japão, e apesar de viver em uma cidade afastada do mar e do epicentro do tremor, pude sentir os fortes abalos que balançaram o prédio no qual eu residia. Felizmente o preparo do governo e da sociedade, ajudaram a minimizar o número de vítimas, que poderia ter sido muito maior, dada a dimensão do desastre. Estive na região do desastre dias após o ocorrido, como voluntário, levando donativos aos sobreviventes. O que eu vi parecia um cenário de guerra! Para um brasileiro, não acostumado a este tipo de desastre, foi uma experiência difícil.

Quem passa por uma experiência dessas, jamais esquece!

 

 

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