Eu vou fazer aqui um exercício que gosto muito de fazer no Twitter, vou fazer a parte do advogado do diabo.

E por que faço isso?

Com certeza, não é porque gosto de defender causas difíceis ou de cunho contrário ao que pensa a maioria. Faço porque gosto de pensar fora da bolha — ou, como diriam os antigos como eu, pensar fora da casinha —, e proponho que façam o mesmo.

A bola da vez na política brasileira é a Petrobras e os preços dos combustíveis — não, meus amigos, não vou tratar de como se formam os preços, nem das consequências sobre eles que podem causar uma pandemia e agora uma guerra — isso todos estão carecas de saber.

Também entendo que o aumento do preço dos combustíveis nos afeta diretamente, e isso não acontece só a quem possui automóveis; afeta a todos, pois encarece os transportes de forma geral, desencadeando uma série de aumentos.

Em março, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que “a Petrobras tem ‘função social’ e precisa participar do esforço para a redução do preço dos combustíveis no país”, seguido nessa declaração pelo Presidente Bolsonaro.

A única função social da Petrobras é a mesma de todas as empresas, seja ela estatal, mista ou privada: cuidar do meio ambiente e investir em tecnologias e/ou inovações que  melhorarão nossas vidas.

Muitos dos amigos estão defendendo a intervenção do governo nos preços dos combustíveis. Não caiam nessa! Para começo de conversa, liberal não fala em intervenção ― isso é coisa de socialista.

A Petrobras é uma empresa, e como todas as empresas, sua primeira função é a de gerar lucros.

Por isso, não entendo por que tanta gritaria contra os lucros da Petrobras. Ou vamos agora gritar contra os lucros dos Correios, do Banco do Brasil, da Eletrobras, da Caixa Econômica e tantas outras estatais?

Vamos ficar repetindo o mantra dos esquerdistas das redações e redes sociais, de que o governo está beneficiando os acionistas em detrimento do povo? 

Isso é fácil de resolver. Basta entregarmos o governo para eles em 2022. Ou vocês já esqueceram de como as estatais davam prejuízo naquela época ― isso, quando não eram saqueadas? E quem arcava com esses prejuízos? Não éramos nós, o povo?

Aliás, nunca vi ninguém reclamando sobre o quanto a companhia penou com o congelamento dos preços do combustível, para “segurar a inflação” à época do governo Dilma, que gerou prejuízos de milhões, tanto operacionais como da enxurrada de processos sofridos — prejuízo pago por nós, muito mais caros do que o preço dos combustíveis, hoje — também não vi ninguém sentindo piedade dos acionistas que levaram prejuízo com a queda do valor das ações.

Não se deixem enganar pelas narrativas da imprensa ou pelos socialistas de plantão. Não existe essa de controle estatal de preços — estamos pagando caro por combustíveis e energia, hoje, justamente por esse controle ter sido feito lá atrás —, ou de “função social” de empresas estatais, isso é conversa daqueles que querem controlar sua vida.

Descontando pandemia e guerra, a única solução para preços são a iniciativa privada e a livre concorrência ― quanto mais empresas, melhor! ― por isso, nossa luta tem que ser por privatizações, por menos governo e mais liberdade econômica.

 

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 07/06/2022.
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