O Ministério das Relações Exteriores atua, entre outras coisas, na política externa comercial e econômica, nas negociações bilaterais com os países estrangeiros, na soberania nacional, nas relações com as representações diplomáticas estrangeiras no Brasil, na paz e segurança internacionais, no auxílio aos brasileiros ao redor do mundo. O diplomata Ernesto Henrique Fraga Araújo é o atual ministro das Relações Exteriores.

Desde que assumiu a Pasta, Ernesto Araújo já deixou bem clara a sua posição contrária aos sistemas ideológicos baseados no comunismo que vêm sendo implantados na América Latina, há algumas décadas. Sofreu e sofre críticas de todos os lados que tentam esconder esse problema, por meio da desinformação da população e da ridicularização de quem investe em desmascarar os grupos envolvidos nessa trama. Isso, por si só, já é prova suficiente de que esse modelo comunista não é motivo de orgulho nem mesmo para os seus próprios defensores.

Nesse sentido, o Ministério das Relações Exteriores adotou novos paradigmas para o Mercosul, totalmente fora da ideologia radical marxista, destruidora da liberdade dos povos, promotora de miséria e ignorância. Deixa-se para trás o controle político do Foro de São Paulo, aliado ao crime organizado e garantidor da corrupção e das ditaduras nos países sul-americanos. Com essa nova postura, o Brasil se aproxima dos países verdadeiramente democráticos e fecha a torneira de investimentos em ditaduras, como Cuba, por exemplo, que apresentou na Assembleia Nacional da ONU um projeto de resolução condenando o embargo imposto pelos Estados Unidos. O voto do Brasil foi contra Cuba, o que interrompeu um ciclo de conivência com os países em desenvolvimento que sempre votam a favor.

Por outro lado, o governo brasileiro quer fortalecer e ajudar nossos vizinhos latino-americanos que lutam para recuperar a sua liberdade das garras dos regimes arbitrários de outrora. Dessa forma, o Ministério das Relações Exteriores vem acompanhando a situação da Bolívia, desde a renúncia de Evo Morales. O ministro Ernesto Araújo, representando o Brasil, ofereceu o nosso apoio ao processo de reconciliação nacional e transição democrática boliviana que culminará em novas eleições. Abre-se, dessa maneira, um novo horizonte em relação à parceria Brasil-Bolívia.

Em outra esteira, com o propósito de fortalecer as relações comerciais internacionais, o ministro visitou o continente africano: Cabo Verde, Senegal, Nigéria, Angola e Costa do Marfim. Foram detectados vários pontos em comum com esses países: liberdade econômica, livre comércio, cooperação em segurança para combate ao crime, terrorismo e tráfico no Atlântico Sul. Entre outras boas notícias trazidas dessa viagem, a mais importante é a constatação de que África apresenta um enorme crescimento econômico e abrirá grandes oportunidades para o Brasil.

Não se pode deixar de mencionar neste artigo a importância da entrada do nosso país na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Em julho deste ano, foi constituído o Conselho Brasil-OCDE, para coordenar e preparar o processo de adesão do Brasil a essa organização. Nosso país participa de atividades de aproximadamente 30 foros e instâncias da OCDE, entre comitês e grupos de trabalhos relacionados a temas como: comércio, agricultura, educação, proteção do consumidor e tributação. O foco dessa participação não pode ser perdido, portanto, deve-se dar continuidade à atuação brasileira nos trabalhos da Organização, à sua adesão aos novos instrumentos; e, com isso, preparar o Brasil para a condição de membro pleno da OCDE.

Desde de que foi iniciada a nova gestão de relações internacionais deste governo, o que podemos concluir é que o Brasil atual buscará parcerias e alinhamento com países desenvolvidos socialmente, que prezam pela liberdade, pela instrução e pelo bem-estar de seus povos. Em contrapartida, repudiará as ditaduras que sacrificam seus cidadãos, com a clara intenção de transformá-los em uma massa ilimitadamente submissa ao pequeno grupo dominador; com o descarado propósito de mantê-los eternamente na escravidão igualitária para a maioria, enquanto uma minoria de privilegiados e aproveitadores desfrutam do resultado dessa exploração absurda e desumana.

Gogol, para Vida Destra, 20/12/2019.

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