O descondenado e pré-candidato ao Planalto, Lula da Silva, anda bravateando contra o atual governo, e criando narrativas populistas caso seja eleito.

Ao participar, em maio, do evento que selou a aliança entre PT, PSB, PCdoB, PSOL, Solidariedade, PV e Rede na disputa presidencial deste ano, o descondenado defendeu a ampliação de investimentos em infraestrutura para elevar a produtividade do país. 

O controle estatal do sistema econômico é a maior falácia populista e o maior erro dos socialistas — já refutado por Ludwig von Mises, em 1920: as instituições monetárias centrais — Receita Federal, Banco Central etc. — e as instituições financeiras (bancos) precisam de um sistema de preços para lhes mostrar o valor de cada recurso escasso, e estes valores só podem surgir por meio da concorrência em uma sociedade que permita o livre mercado.

Um bom exemplo disso são os salários pagos pelas estatais e/ou ao funcionalismo público — às vezes, sem nenhum merecimento — e os pagos pela iniciativa privada.

Não precisamos de boa memória, só de boa vontade, para lembrarmos em que situação  nos deixou o modelo de governança adotado pelo descondenado e seu partido nos 14 anos e meio que estiveram no poder, pois um crescimento estimulado por investimento do governo não passa de um crescimento fictício, que inevitavelmente terminará em desemprego, recessão e uma enorme dívida pública.

E é esse caminho que ele novamente deseja seguir, pois, quando fala em investimento em infraestrutura para elevar a produtividade e gerar empregos, fala em obras públicas.

O governo não produz riquezas, sendo assim, para investir, ele precisa de três coisas: arrecadar impostos, fazer empréstimos ou imprimir dinheiro — lembram que toda a esquerda votou contra a autonomia do Banco Central?

IMPOSTOS:

Não preciso mostrar aqui o quanto os impostos corroem os salários. Todos nós sentimos no bolso a cada compra de bens ou serviços, ou até mesmo sobre nossos rendimentos, o peso da carga tributária que só veio crescendo nas últimas décadas, para pagar investimento dos governos nas três esferas, sendo que os maiores afetados são os que menos ganham.

EMPRÉSTIMOS:

Quando o governo recorre a empréstimos, interno ou externo, ele automaticamente aumenta a dívida pública — lembram também que toda a esquerda votou contra o Teto dos Gastos, e que sua extinção também é defendida pelo descondenado? — e, na hora de honrar seus compromissos, ele usará três artifícios: ou só pagará os juros da dívida, ou imprimirá mais dinheiro, ou aumentará novamente a carga tributária — que, uma vez mais, recairá sobre os menos favorecidos.

IMPRESSÃO DE DINHEIRO:

Toda vez que o governo emite dinheiro para cobrir suas despesas, há um aumento de sua circulação, e esse aumento tem como consequência a inflação, e com ela o seu mais temido sintoma: o aumento de todos os preços de bens e serviços, ou seja, toda vez que o governo emite dinheiro novo, e/ou facilita o crédito, ele estimula a inflação —  que, outra vez, recairá sobre a população.

Já escrevi sobre isso, aqui!

E como ele tenta pagar suas despesas criando inflação — imprimindo dinheiro —, em vez de combater a inflação, ele opta pelo controle de preço — foi o que fez o governo da presidente Dilma, com os preços dos combustíveis e da energia — pelo quê estamos pagando até hoje.

CONCLUSÃO:

É evidente que todas as “soluções” econômicas da esquerda só aumentam os problemas no médio e longo prazo.

Independentemente do método de financiamento adotado — seja taxação, empréstimos, seja inflação —, os gastos governamentais incidirão, inevitavelmente e por completo, sobre a população, em especial naquela parcela que eles juram defender, os mais necessitados.

 

Adilson Veiga para Vida Destra, 21 de junho de 2022.
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