Pobre povo brasileiro podre.

Se a economia já patinava, agora, com a crise do coronavírus, que obrigou o fechamento do comércio e a queda abrupta do consumo, o país dá adeus à previsão de crescimento da economia. Os empregos, que estavam começando a voltar, devem desaparecer.

O Presidente propôs uma suspensão temporária dos contratos de trabalho. Mas as “pessoas corretas” deste país não quiseram, xingaram muito. Então, não vai ter.

Em cerca de três meses, o mercado de trabalho terá despencado. Sim, isso quer dizer menos dinheiro para todos!

E quando falta dinheiro duas realidades opostas prosperam concomitantemente: O altruísmo de uns e a avareza de outros.

Os primeiros, não por estarem em situação confortável ou por não sofrerem das mesmas dificuldades, costumam tirar do pouco que possuem para aos que tem menos do que eles, ou que nada têm! É o conhecido: “ninguém é tão pobre que não possa doar” colocado em prática.

Do outro lado, você tem os mesquinhos e avarentos desesperados para continuarem o ingrato trabalho de encher o saco da ganância (ainda que ele jamais se encha)!

Contudo, algumas pessoas tem pretendido uma atitude estranha ao seu costume usual e surpreendido com a improvável (impossível?) transição entre essas realidades: políticos estão sugerindo agora o adiamento das eleições e o uso da verba eleitoral no combate à crise da saúde!

Isso é tão surreal!

Estariam os nossos políticos, sempre presentes na lista dos mais corruptos do mundo, sendo altruístas agora?

DUVIDO!

É fácil fazer caridade com o chapéu alheio.

Eles não estariam abrindo mão de nada que lhes pertença. Não estariam fazendo nenhum sacrifício. Estariam apenas deixando de arrancar do erário um valor altíssimo que é importante para o povo nesse momento.

]Além disso, estariam alongando seus mandatos.

Ou os cargos ficaram vagos entre o período que compreende o fim do atual mandato e a posse dos eleitos tardiamente? Claro que não.

Outra e, talvez, a questão que mais pese nessa bondade fingida: há uma pressão muito grande para que o fundo eleitoral (ou parte dele) seja destinado ao combate da pandemia.
Logo, não é difícil supor que, na iminência de qualquer redução do valor do fundo eleitoral, os políticos, birrentos e gananciosos que são, prefiram o adiamento do pleito, contando com a recuperação econômica futura e uma verba ainda maior no ano seguinte.

Políticos brasileiros são como aquela criança mimada e egoísta que, se a mãe ousar pegar uma provinha do sorvete que lhe deu, arremessa todo o resto ao chão!

Nossos políticos estão muito presos ao fundo. Ao fundo do poço moral.

Geovani, para Vida Destra, 23/3/2.020.

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Marco Ferreira
Marco Ferreira
3 meses atrás

Bom dia e, obrigado pelo texto que exprime um sentimento de reconhecimento à quem enxerga mais longe, e, de lamento aos que não perdem à oportunidade de se fecharem em si mesmos, ressaltando toda ganância e, avareza! É, tempo de mudarmos o paradigma de que “quanto mais melhor” provando que pra nada serve, se não tivermos saúde. O “Coronavírus” chegou pra mudar à história na esperança que à humanidade entenda!

WILKIN MONTEIRO DE ASSIS
WILKIN MONTEIRO DE ASSIS
3 meses atrás

Eu me pergunto a todo instante o seguinte: se tínhamos alguma dúvida do que eles seriam capazes, será que ainda temos?
Qualquer nutricionista sabe que o corpo só se blinda com alimento alcalino, kd esse povo que não se posiciona em.fabor do Brasil. Será que estudaram?