O marxismo cultural, apesar do nome, não é baseado nas ideias de Karl Marx, já que Marx defendia a revolução armada e a tomada dos meios de produção pelo proletariado, e só depois, mudar a cultura.

A ideia de marxismo cultural faz alusão, na verdade, à visão de Antônio Gramsci, que fez uma leitura das ideias de Marx e formulou uma vertente do marxismo “original”. Nesse sentido, Gramsci formulou a teoria da hegemonia cultural, que descreve como o Estado usa as instituições culturais para conservar o poder.

Nela, ao contrário de Marx, ele propõe fazer a revolução através da cultura ao invés de pelas armas.  

A partir daí, nasceu a teoria da doutrinação da esquerda através da cultura!

Muitos acreditam que aqui no Brasil, está realidade seja recente, ou seja, com o fim do regime militar. 

Acontece, que a doutrinação cultural no Brasil, vem de data muito anterior!

Para vocês terrem uma ideia, Paulo Freire – o ex-patrono da educação brasileira, e ídolo da esquerda, autor do livro Pedagogia do Oprimido já em 1963, ganhava prêmio por inovar na educação.

Mais antigo ainda, em 1922, foi a fundação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), e naquele mesmo ano foi realizada em São Paulo a Semana de Arte Moderna, cujo idealizador, o pintor Di Cavalcanti, filiou-se depois ao partido.

Seguindo o pintor, muitos artistas brasileiros se filiaram ao PCB!

Entre eles, podemos citar: na literatura Graciliano Ramos, no cinema Nelson Pereira dos Santos, na pintura José Pancetti, no samba Ataulfo Alves, além de autores consagrados como Dias Gomes, Gianfrancesco Guarnieri, Flávio Rangel, Zbigniew Ziembinsky e João das Neves, e dos atores Paulo José, Glauce Rocha, Juca de Oliveira, Raul Cortez, Ítala Nandi, Dina Sfat, Carlos Vereza, Joel Barcellos, Francisco Milani, Stênio Garcia, Lima Duarte e José Wilker, dentre outros.

Autores e atores, que a partir da abertura da Rede Globo em 1965 – que ao todo, possui 122 emissoras próprias e afiliadas, e atinge 98% do território nacional – passou a fazer parte da doutrinação cultural através de novelas, filmes e séries.

Como podem ver, a doutrinação cultural pela esquerda é muito mais antiga do que se imagina!

Devido a isto, muitos professores de escola e universidades, diretores e atores de novelas e teatro, cantores e músicos, juristas e advogados, e médicos conservadores, têm medo de represálias por se manifestarem ou darem sua opinião contra esta revolução progressista.

Não podemos esquecer que já tivemos notícias de professores universitários agredidos por alunos ou mesmo impedidos de dar aula, ou agressões verbais e até mesmo cancelamentos e boicotes profissionais a artistas e cantores por conta de sua posição conservadora ou de direita.

E como podemos vencer está doutrinação, e este estado de coisas?

Na minha opinião, está doutrinação e consequentemente a omissão – ou medo de se manifestar – destes profissionais conservadores, acontece porque acreditam estar em minoria ou sozinhos!

Então, penso que só o povo conservador nas ruas diariamente, sempre que possível, e em quantidades elevadas, mostrará a estes profissionais – que podem e devem fazer a diferença – de que eles não estão sozinhos, pois a mesma força que damos ao presidente para continuar, daremos a eles para que lutem contra o sistema que os aprisionam.

“O princípio que rege um exército é criar um ideal de coragem a que todos ambicionem”. 

(Sun Tzu)

 

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 06/07/2021.
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