Não é de hoje que a classe artística mostra seu repúdio ao governo do Presidente Bolsonaro. Aqui farei uma reflexão que vai além da famigerada Lei Rouanet.

Certamente, quando falta o dinheiro farto do governo para financiar projetos cafonas de gostos pessoais duvidosos,  isso levanta uma ira sem fim; além desse fator relevante existe outros dois paradoxalmente ligados, a ignorância e a manipulação da classe artística.

Antes de descrever os fenômenos, não posso deixar de pedir desculpas por chamar essa claque, de artistas, pois a arte pela arte, antigo mote dos verdadeiros artistas, deixou de ser o alvo de sua dedicação há muito tempo. É um show de baixarias, palavrões, sensualização animalesca e bizarrices que deixam até mesmo os mais depravados, constrangidos.

Mas retornando, vamos ao motivos: primeiramente o arraigado sentimento de classe ligado a seus membros, se a grande maioria é contra, quem seria o bufão solitário que ousaria discordar? Para contrariar essa situação, seriam necessários argumentos que eles (os artistas) não possuem, pelo simples fato de não estudar a realidade a fundo e insistir a ver o mundo através de um filtro sanitizante. Tal percepção falha da realidade, faz com que esse grupo seja influenciável não só pelo bando que fazem parte,  mas também estratégia estabelecida por seus chefes (os donos do dinheiro) e daí chegamos ao segundo fenômeno.

A segunda causa existe de forma indireta, tácita,  nela os donos dos meios de difusão pagam e consomem somente aquilo que está alinhado com a ideologia vigente e que geram lucros imediatos. Muitas vezes gerar um conteúdo de qualidade é muito cansativo, muito dispendioso, logo é mais fácil se aliar ao aparato de governo e dele receber as polpudas verbas estatais, ou seja um conteúdo caça níqueis. Via de regra essas compras geralmente vem em forma de publicidade do governo para os mais diversos programas, obras, cursos profissionalizantes e outros espaços vendidos a peso de ouro na tela de seus meios de comunicação. Portanto, quando o governo atual decidiu investir as suas verbas em causas justas, deixando de fora esse grupo, sedento pelas polpudas verbas,  obviamente que as reações, retaliações e críticas contundentes, viriam.

Ligar essas duas causas além da tão propagada Lei Rouanet é fundamental para o mapeamento da maldade desse grupo, que não é honesto e na maioria das vezes, simplesmente, não pensa por si só.

Precisamos de transparência no debate público, não é justo ver um verdadeiro democrata eleito pela maioria da população, ser diariamente veementemente criticado, por grupos que não merecem o mínimo de credibilidade.

 

 

Semana Caravana, para Vida Destra, 10/03/2021.
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Crédito da Imagem: Luiz Augusto @LuizJacoby

 

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Fábio Paggiaro
1 mês atrás

Artista bom não precisa de dinheiro público para sobreviver, fica rico sem ele. E artista sem talento deve mudar para uma profissão q consiga desempenhar sem ser sustentado por quem trabalha. Parabéns, Caravana.

Caravan
Caravan
Reply to  Fábio Paggiaro
1 mês atrás

A abstinência da verba pública deixa tanto as emissoras como os “artistas” de joelhos.