São Paulo, dia 1º de maio de 2022, Praça Charles Miller. Bandeiras de organizações sindicais tremulam de forma entusiasmada na expectativa de um ato definitivo para convencer os indecisos de que Lula é popular e resolveu sair às ruas para acabar com a empolgação dos bolsonaristas “antidemocráticos”, que reuniam seus perigosos vovôs e vovós, crianças, famílias vestindo camisas verde e amarelas e bandeiras do Brasil a três quilômetros do ato vermelho. Pronto. Foi só isso que aparentou ser a expectativa dos pelegos fanáticos por socialismo que esperavam realizar um evento que colocaria Lula no páreo real, fora da bolha dos institutos de pesquisas e presídios brasileiros.

A campanha do “líder das pesquisas” se tornou uma mentira cada vez mais difícil de ser sustentada. É absolutamente incoerente aceitar o protagonismo de um candidato que fecha praias para não ser “importunado” [1], que só faz atos para a bolha interna dos militantes fanáticos, que só dá entrevistas para veículos ou jornalistas previamente adestrados, que não tem coragem de sair ao campo mais democrático do mundo: as ruas.

A demonstração de insignificância política deste personagem é algo que comprova aquilo que a justiça já provou. Lula é um criminoso que teve um adiamento proposital de seus julgamentos para dar tempo para que seus crimes prescrevam. Quem não percebeu isso ainda, está fora da realidade. Lembremos que Lula não foi inocentado, tampouco pagou pelos crimes que cometeu, mesmo com a pressão do órgão socialista internacional mais organizado, a ONU, tentando limpar seu poleiro das sujeiras que fez. E, só para lembrar, a ONU não tem poder ou legitimidade para dizer o que a justiça brasileira fez ou não fez em caso algum. Se o querido leitor quiser procure alguma opinião da ONU nos casos de Cesare Battisti, João de Deus ou sobre as inconstitucionalidades do STF nestes tempos em que seus desafetos políticos governam o Brasil.

Sendo assim o que Lula poderá fazer para aparecer na intenção real de voto do povo brasileiro?

Primeiramente, há que se ressaltar que, historicamente, os líderes nas intenções de voto levam gente para as ruas e para os seus atos políticos. Lula não consegue fazer isso pelo simples fato de não ter condições de sair às ruas por medo da reação daqueles que foram assaltados por ele. Segundo: o poder das redes sociais é fundamental para a obtenção de capital político, e o que se vê é um engajamento absurdamente superior de apoiadores de Jair Bolsonaro, enquanto Lula fala em regulamentar o uso de redes sociais. Portanto o próprio Lula sabe que a censura nas redes sociais, dominadas por apoiadores de Bolsonaro, é essencial para que ele obtenha algum êxito. Mas essa ação tem sido, exatamente, um dos principais erros da campanha do ex-presidiário. As pessoas estão atentas e conhecem melhor as formas que políticos totalitários e corruptos têm para limitar a opinião pública. Isso é fruto da liberdade que as redes sociais promovem.

Portanto é de se duvidar que este personagem como político tenha algum prestígio nessa era em que os discursos de voz rouca e nervosa, com forte apelo a ideologias filosófico-econômicas do século XIX são obsoletos e sem qualquer poder de convencimento.

Sigo parafraseando Ana Paula Henkel, do programa da Jovem Pan, Os Pingos nos Is, que sempre pede a Lula: “Saia nas ruas.”

 

Nota:

[1] Confesso que quase escrevi “AFORTUNADO”, por conta do roubo promovido no passado.

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 05/05/2022.
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