Uma crítica ao movimento pró-China

Brasil, Argentina, Chile, Moçambique, Nigéria, Zimbábue, Camboja e Laos, entre outros países, registram a chegada de investimentos chineses, estatais ou privados, em fazendas de cereais, soja, cultivo de frutas, ou criação de gado.” [1]

 

Para os bons entendedores já está mais do que claro. A China é a nova potência imperialista mundial. E isso não é uma conclusão relacionada somente com a pandemia. Nos últimos anos os produtos chineses invadiram os mercados mundiais, sobretudo de países com pautas políticas mais aproximadas ao socialismo. Não é novidade que o Partido Comunista Chinês tem grande influência na política global. Veja os exemplos do poderio expansionista da China. A nova investida é na compra de terras agricultáveis em regiões diversas do mundo.

“Desde 2012, pesquisadores calcularam projetos chineses no total de 9 milhões de hectares nos países em desenvolvimento.

Associado com um grupo de mineração, em 2016, o grupo imobiliário Shangai CRED comprou, na Austrália, a maior fazenda do mundo, S. Kidman & Co, dona de 185.000 cabeças de gado e de 2,5% das terras agrícolas do país.

Em 2012, o grupo chinês Shandong Ruyi tinha comprado a maior plantação de algodão da Austrália.

As gigantes agroalimentares Bright Food, Yili e Pengxin compraram dezenas de fábricas de leite na Nova Zelândia, provocando mal-estar entre os agricultores locais.

Nos Estados Unidos, o chinês Shuanghui comprou a fabricante de salsichas Smithfield Foods, um passo para poder acessar terras de gado americanas.

Na França, os bilionários chineses multiplicaram as compras de vinhedos e, recentemente, autoridades descobriram que os investidores da China tinham adquirido 1.700 hectares de terras de cereais no centro do país através de uma manobra jurídica que permitiu evitar o controle do governo.

O conglomerado chinês Reward Group confirmou à AFP em fevereiro que havia comprado ‘cerca de 3 mil hectares’ de terras na França para cultivar trigo orgânico. Este mesmo conglomerado vai instalar uma cadeia de padarias na França.” Leia a matéria aqui!

A relação das mega empresas de capital chinês com o Partido Comunista só deixa ainda mais claro que o interesse estatal chinês no domínio de territórios fora da China é parte de uma estratégia que vem sendo desenvolvida há tempos. A velha paciência oriental é uma característica que parece ter faltado aos líderes revolucionários em outros países. A Revolução de Mao Tse Tung, na metade do século XX, foi o pontapé inicial de um projeto que culminaria nas revoluções social, econômica e tecnológica que vemos hoje. A China é a prova contundente de que a revolução cultural é a receita para que interesses ideológicos ganhem apoio e se mostrem como solução para problemas sociais, como visto, em menos de um século ela deixou de ser uma civilização milenar, com economia baseada na pequena atividade agropecuária, para se tornar uma gigante nos ramos industrial e agrícola como hoje. Um crescimento notável. Mas, não seria viável entender que China é uma grande nação capitalista? A resposta é, absolutamente, NÃO!

Admitir isso é, no mínimo, aceitar que o capitalismo é, exclusivamente, um sistema econômico baseado no acúmulo de capital, o que, por si só, constitui uma falta de conhecimento e uma grande mentira. O capitalismo é um sistema que sustenta a liberdade, não só econômica. Os pais do capitalismo não foram autores de tratados de revolução ou ideólogos da desconstrução da cultura e das tradições. Ao contrário, prezavam pelos pilares que sustentavam a sociedade há milênios. “Nunca foi tão necessário conscientizar as pessoas da realidade e reafirmar nossa lealdade à liberdade humana, que é a base da prosperidade e da própria civilização.  Para isso, é necessário o repúdio geral e incondicional a todas as forças ideológicas que se opõem a ela.”  Leia a íntegra do artigo aqui!

Como país mais populoso do mundo, a China visa outras partes do planeta para suprir sua demanda de alimentos. Vale lembrar que não é somente a falta de terras agricultáveis o motivo desta procura. A mudança dos hábitos alimentares do povo chinês, que são tão milenares quanto esta civilização, também é um fator, senão o principal, para essa procura. A China detém 10% das terras agricultáveis do mundo e um quinto da população global. Escândalos sanitários e insuficiência produtiva de determinados alimentos levam o governo chinês a se voltar para países como o Brasil, cujo establishment político é favorável a uma espécie de subserviência, dada a influência ideológica e a falsa sensação de parceria econômica. Estamos vendo líderes políticos de instituições como Câmara e Senado agindo fora de suas atribuições para fomentar o relacionamento comercial do Brasil com a China. E o que pode haver de tão ruim assim neste fomento? O Brasil é um país de vocação para a liberdade. Sabemos que as formas que o Partido Comunista Chinês adota em campos de reeducação, no regime de trabalho a que é submetido o povo chinês e na concorrência estabelecida de maneira desleal, como produção de cópias baratas de patentes, por exemplo, deveriam ser motivos de nenhum país do mundo democrático estabelecer relações com a China. Não é questão de economia; é questão de liberdade, legalidade e moralidade. O “capimunismo” chinês é um sistema onde os membros maiores do partido comunista nadam em dinheiro, fartura e luxo, enquanto destinam os opositores aos campos de concentração chamados de reeducação.

Essa tão vilipendiada instituição chamada capitalismo, uma palavra que significa nada mais do que liberdade de gerir a sua propriedade, de fazer trocas voluntárias e de inovar.  O capitalismo se mostrou o mais espetacular motor do progresso humano, e sua expansão foi a maior ideia dos últimos séculos.  Todo o conforto material de que desfrutamos hoje devemos à economia de mercado, que talvez seja o menos compreendido e mais atacado alicerce da vida civilizada.” Leia a íntegra do artigo aqui! 

A Nova Ordem mundial tem um líder. A China lidera, subordinando seus vassalos, a corrida que deve culminar no nascimento do novo Império do Oriente. É uma pena saber que figuras como Arthur Lyra e outros políticos encabecem a vassalagem. Nosso grande país, com tantas riquezas e possibilidades de avançar rumo ao desenvolvimento não demorará muito para inserir o ensino de mandarim nas escolas públicas. Enquanto isso os bastiões do patriotismo são atacados como se fossem inimigos da pátria. E o STF… Bem, o STF…está muito preocupado querendo incriminar os juízes que prenderam Lula.

[1] Matéria completa aqui.

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 08/12/2021.
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Erick Nilson Silva
Erick Nilson Silva
1 ano atrás

Ou o Brasil acorda ou pode ser tarde demais! #ForaChina

Reginaldo Belo de Brito
1 ano atrás

Boa, Davidson!

A China invade o mundo, e desta vez se utiliza da arma mais potente já construída: o dinheiro.
O que você nos alerta não é uma possibilidade; é uma ação bem engrenada, planejada e em plena efetivação.

Parabéns!