Toda e qualquer pessoa que tem um mínimo de senso crítico e conscientização política sabe que os rumos de um determinado país são decididos pela escolha dos seus dirigentes. E esta mesma escolha é feita através do voto.

A partir do momento em que votamos em um candidato (o qual, em tese, representa a defesa dos nossos interesses), estamos confiando a ele a tarefa de ser o responsável pelo futuro do país. Se votarmos certo, teremos a esperança de um futuro promissor para o povo em geral. Se, porém, votarmos errado, o futuro será triste, sombrio, e incerto. Infelizmente, ainda há pessoas que não sabem o quanto a importância do voto influi nos destinos do país como um todo!

Ao darmos o nosso voto a Bolsonaro (e conseguindo fazer com que ele fosse eleito), impedimos, de certa forma, o avanço das pretensões da esquerda de se perpetuar no poder. Afastamos, ainda que temporariamente, o perigo de nos transformarmos em um país comunista. Enfim, saímos das trevas para a luz. Apesar de termos ganho uma batalha, ainda não ganhamos a guerra. Tiramos a esquerda somente da Presidência da República, mas não tiramos a esquerda das instituições. É justamente por isso que os ataques dela contra Bolsonaro têm sido mais intensos a cada dia. Em outras palavras: a esquerda está fazendo de tudo para desestabilizar o governo de Bolsonaro (e, conseqüentemente, voltar ao poder). E ela não vai desistir enquanto não alcançar seu objetivo. Ou alguém acha que esses mesmos ataques são sem razão?

Se colocamos um presidente de direita no governo, é necessário que a sua base de apoio seja forte. Muitos projetos importantes para o Brasil ainda não foram postos em pauta para votação devido justamente à falta dessa mesma base. O atual apoio que Bolsonaro tem no Congresso Nacional é pouco. A bem dizer, ele só está contando com as suas próprias forças e com a força do povo que o elegeu. Portanto, temos que ajudá-lo diante do momento crítico que estamos vivendo (e diante também dos constantes ataques da esquerda)!

Este ano (2020), teremos as eleições municipais (onde, em pouco mais de 5.000 munícipios espalhados por todo o Brasil, novos vereadores e prefeitos serão eleitos). Podemos dizer, sem nenhum medo de errar, que estas eleições serão de suma importância para o futuro do Brasil. E esta é uma grande oportunidade que temos para fazer uma mudança na nossa política (se não toda, pelo menos em uma boa parte).

Aí muitos poderiam argumentar: “O que as eleições municipais têm a ver com o futuro do Brasil? É o Congresso Nacional que precisa ser renovado! Temos que fazer uma limpeza lá! Não é elegendo vereador e prefeito nas cidades que vai haver alguma mudança em Brasília”

Quem pensa dessa forma está completamente equivocado. Toda e qualquer mudança feita a nível local (municipal) irá se refletir, direta ou indiretamente, a nível geral (no Congresso Nacional). Daí a importância (e a responsabilidade) do voto nestas eleições. O ponto de partida para a mudança na nossa política começa ainda este ano. Não é possível pular etapas: tem que ser, primeiro, a nível local (Municipal), depois regional (Estadual), e, por último, nacional (Federal). Não se chega ao topo de uma escada sem começar do primeiro degrau.

A título de ilustração, vejamos como ocorre a construção de uma casa. Sabemos que é um trabalho que não pode ser feito de qualquer maneira: é necessário que haja um planejamento. Sabemos, também, que uma casa jamais começa de cima para baixo. Muito pelo contrário: começa de baixo para cima. Para que as paredes dela sejam erguidas, é necessário que a sua base (o solo onde ela está sendo construída) tenha um bom alicerce (ou seja, a base tem que ter firmeza o suficiente para suportar toda a estrutura já pronta). Se a base for fraca, não irá suportar o peso da casa (e esta, inevitavelmente, irá desmoronar).

A mesma coisa é a mudança da nossa política: se quisermos fazer a limpeza em cima (no Congresso Nacional), temos que começar, primeiramente, em baixo (a nível local). Em outras palavras: não adianta renovar somente o Congresso Nacional se os municípios ainda continuarem com os mesmos corruptos de sempre. Se muitos não sabem, é desses vereadores e prefeitos eleitos que virão os futuros novos deputados estaduais e federais, governadores, senadores, e presidentes! É a partir destas eleições que podemos não só formar uma boa base de apoio para Bolsonaro, como também demolir ainda mais a força da esquerda! Por isso, temos que aproveitar esta oportunidade!

Sejamos sinceros: não é fácil enfrentar todo um sistema que foi inteiramente dominado pela esquerda (e que levou décadas para ser efetivamente implementado). Tanto que a esquerda teve que esperar o momento certo para agir. Por que ela adotou esta postura? Porque ela percebeu que seria difícil tomar o poder através do confronto direto. A repressão militar era muito forte, o que estava causando muitas perdas (além de fazer com que a esquerda não conseguisse atingir o seu objetivo). Em virtude disso, seria necessário mudar de tática. Assim como o crime organizado planeja tudo cuidadosa e minuciosamente (além de estudar tudo nos mínimos detalhes para, só muito depois disso, entrar em ação), a esquerda também procedeu da mesma forma. Tudo foi feito exatamente conforme o ensinamento de Gramsci:

“Não tomem quartéis, tomem escolas, igrejas, universidades, e instituições; não ataquem blindados, ataquem idéias; não usem a força física, usem a palavra; não assaltem bancos, assaltem redações de jornais e meios de comunicação; não se mostrem violentos, mas sejam sempre dóceis e pacifistas”

De tanto esperar, o desejo da esquerda foi atendido (ou melhor, o momento certo finalmente aconteceu): foi quando, em 1979, o general Golbery do Couto e Silva proclamou a anistia aos perseguidos políticos. Este evento foi o sinal verde que a esquerda precisava para colocar seus planos em ação.

Com a anistia (e também com a volta do pluripartidarismo), foram criados vários partidos de centro-esquerda e esquerda. O primeiro deles foi o PDT, que, embora tenha sido fundado em 1979, só foi oficialmente registrado como partido em 1981. Pouco tempo depois (em 1980), surgiu o PT (registrado oficialmente como partido em 1982). Em 1985, o PC do B e o PCB (antes considerados ilegais) voltaram à legalidade. E em 1988, foi fundado o PSDB. Curiosamente, os chamados “constituintes” (os parlamentares que elaboraram a Constituição de 1988) eram, em sua maioria, do PSDB (que surgiu de algumas dissidências do PMDB). E o mais incrível é que o PSDB foi fundado ANTES da promulgação da Constituição de 1988! Mera coincidência ou um plano de engenharia social muito bem elaborado?

Com todos esses ingredientes à sua disposição, a esquerda já tinha formado a sua estrutura para dominar o país. Apesar da esquerda ter começado a estar efetivamente no poder somente a partir de 1994 (com a eleição de FHC para a Presidência da República), os esquerdistas já tinham ocupado alguns espaços (ministérios, secretarias, reitorias e corpo docente de universidades e escolas, diretorias de estatais, cargos em comissão e funções de confiança não só dentro do próprio governo como também em outras instituições). Com as eleições de Lula (em 2002 e 2006) e de Dilma (em 2010 e 2014), a esquerda chegou ao auge (tinha força máxima). A bancada esquerdista no Congresso Nacional era praticamente imbatível. O projeto de poder da esquerda (com o desejo de transformar o Brasil em um país comunista) estava prestes a se tornar realidade. E este projeto iria se concretizar em 2018 se Haddad tivesse sido eleito. Mas, felizmente, Deus colocou Bolsonaro na Presidência da República para barrar o avanço do mal!

Por que a esquerda conseguiu (e ainda consegue) ter todo esse poder e toda essa força (mesmo estando fora do governo)? Porque ela foi paciente, persistente, planejou tudo, estudou cuidadosamente tudo o que poderia acontecer, esperou o momento certo para entrar em ação. Já que todos os passos dela estavam sendo monitorados, não seria sensato tentar resolver tudo de qualquer jeito. Naquele instante, seria arriscado demais se expor. Um único descuido fatalmente colocaria tudo a perder (ou seja, todo o planejamento iria por água abaixo)! Desta vez, não poderia (nem deveria) haver erros! E foi assim que a esquerda fez (e sem precisar usar armas)! E foi por isso que ela conseguiu aparelhar o governo e as instituições!

É exatamente isso que a direita precisa entender: não se consegue, em apenas 4 ou 8 anos, desmontar uma estrutura que poder que levou pouco mais de 30 anos para ser efetivamente implementada. É humanamente impossível! Não há dúvidas de que já demos o primeiro passo nesse sentido ao elegermos Bolsonaro. Mas ainda falta muito a ser feito (há um longo caminho a percorrer). A direita não pode ser imediatista. Certos desafios (como o de extirpar a esquerda do governo e das instituições) exigem tempo e cautela. Não se pode (e nem se deve) agir de forma afoita ou precipitada num caso desses. Não é sem razão que o dito popular diz que “a pressa é inimiga da perfeição”

Quando se ministra um remédio a um doente, a cura nem sempre é imediata: é necessário um tempo para que o organismo, aos poucos, vá se reestabelecendo até estar completamente recuperado (ou seja, até se obter a cura total). A mesma coisa é a eleição: não se consegue, pelo voto, mudar a conjuntura e a estrutura política (e também institucional) de um país num piscar de olhos (nem tampouco da noite para o dia). É claro que essa mesma mudança é um processo lento, demorado (e, às vezes, chega até a ser desanimador). Mas é assim que tem que ser feito. Mesmo que a nossa atitude não venha a surtir um efeito imediato, ainda assim é melhor agir devagar do que não tomar nenhuma atitude! Se o nosso inimigo não descansa, por que deveríamos ficar parados? Numa guerra, ficar parado é se expor ao perigo (e abrir as portas para a derrota)!

Muitos, ingenuamente, acreditavam que, com Bolsonaro no poder, tudo iria mudar instantaneamente (como num passe de mágica). Mas não é assim que funciona. Ele, sozinho, é limitado (não tem muito poder). Precisa de apoio. Sem isso, não conseguirá governar. E o nosso dever é ajudá-lo nesta caminhada. Por isso é que as eleições municipais deste ano são de fundamental importância nesse sentido.

Alguém já imaginou como seria o cenário político se, dos vereadores e prefeitos que fossem eleitos, 70% deles (ou mais) compartilhassem dos mesmos ideais de Bolsonaro? Alguém consegue imaginar estes mesmos vereadores e prefeitos nas Assembleias Legislativas (como deputados estaduais), nos Estados (como governadores), e no Congresso Nacional (como deputados federais e senadores) formando uma bancada forte de apoio a Bolsonaro (e derrubando ainda mais o poder da esquerda)? Quanto o nosso país não iria melhorar e se desenvolver em todos os sentidos? Num primeiro momento, pode até parecer um sonho exagerado. Mas tem tudo para se tornar realidade. Só depende de cada um de nós!

Para concluir, aqui vão algumas sugestões que devem ser observadas antes de votar:

• Veja, primeiramente, a qual partido está filiado o candidato. CANDIDATOS DE PARTIDOS DE CENTRO-ESQUERDA E ESQUERDA DEVEM SER SUMARIAMENTE DESCARTADOS! NÃO SE PODE (E NEM SE DEVE), EM HIPÓTESE NENHUMA, VOTAR NELES;

• Procure investigar rigorosamente a vida pregressa do candidato. Veja se o mesmo nunca teve (ou não tem) nenhum problema na justiça;

• Conheça as amizades do candidato. Mesmo um candidato aparentemente bem intencionado pode estar ao lado de más companhias (como disse o filósofo Sócrates, “diga-me com quem andas, e eu te direi quem tu és”);

• Observe atentamente o discurso do candidato. Se ele falar em “justiça social”, “combater desigualdades”, “respeito à diversidade”, “aceitar as diferenças”, “os diferentes são iguais” (e outras expressões semelhantes), pode ter certeza de que é um esquerdista;

• Procure saber quais propostas o candidato apresenta em favor da vida, da família tradicional, da fé cristã, da moral, dos bons princípios, e dos bons costumes. Veja como ele se posiciona em relação ao aborto, às drogas, à pedofilia, à maioridade penal, e a outros temas importantes para a vida do povo.

Com essas sugestões, é possível que tenhamos bons candidatos eleitos (os quais ajudarão na reconstrução do país em todos os sentidos). Lembre-se: “O seu voto decide o futuro do país”

Que esta mensagem seja amplamente divulgada para termos a esperança de um Brasil melhor para esta geração (e também para as futuras gerações)!

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu país” (John F. Kennedy)

 

Justiceiro Solitário, para Vida Destra, 13/7/2020.
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Sander Souza
Sander Souza
28 dias atrás

Parabéns por mais um excelente artigo!
Concordo com você, não podemos desprezar a importância das eleições municipais deste ano! Se formarmos uma boa base conservadora nos municípios, ajudará a pressionar os atuais parlamentares, que terão que prestar contas a uma base eleitoral diferente daquela que os elegeram!

Luiz Antonio
28 dias atrás

No excelente artigo de Justiceiro Solitário s/a importância eleitoral devemos também fiscalizar o uso da estrutura pública pelos atuais Prefeitos, bem como eleger vereadores c/bastante margem dado sist. proporcional.

Luiz Alfredo Marques Magalhães
Luiz Alfredo Marques Magalhães
28 dias atrás

O grande problema é encontrar um candidato dentro da atual estrutura corrompida dos mais de 30 partidos políticos que existem no Brasil, todos eles comandados por gente que pega uma fortuna do Fundo Partidário e distribui apenas para seus cúmplices. Do jeito que está, somente candidaturas avulsas, apartidárias, poderão acelerar o processo de mudanças nos poderes legislativos nacionais.

Nunes
Admin
26 dias atrás

Excelente artigo amigo!