Uma coisa é não amar a guerra, não desejar a guerra, não começar a guerra. Outra coisa é ignorar a guerra ao nosso redor. O mal existe, e é muito mais do que uma simples abstração: ele é real, e está presente em nosso meio. E não será vencido com o silêncio, com a omissão, ou com a ignorância. Em uma guerra, a simples falta de reação já é, indiretamente, uma rendição.

A luta contra a esquerda sempre existiu (e sempre continuará a existir), até porque é eterna e infinita (acontece 24 horas por dia). As possibilidades de paz são inexistentes. É uma guerra travada do bem contra o mal, e, diante dela, é humanamente impossível ficar totalmente neutro (sem defender uma posição).

Esta mesma guerra muda constantemente de tática, o que exige que estejamos preparados para as mais diversas situações. Em virtude disso, não é sem razão que a Bíblia diz que o diabo se disfarça em anjo de luz para enganar as pessoas (2 Coríntios 11:14). A esquerda pode até ter se tornado mais educada e mudado seus métodos de aproximação com os seus opositores. Sua natureza falsa, corrupta, e imoral, porém, continua a mesma.

Agora, a guerra está sendo feita de modo sutil. Ela é ideológica, didática, midiática, cultural, psicológica, mas não é, nem por isso, menos perigosa. A esquerda deseja, primeiramente, tomar as mentes para, depois disso, tomar o poder. Ela se utiliza mais da astúcia do que da violência, mais do engano do que da força bruta. O objetivo, porém, é o mesmo: controlar tudo e todos.

O Ocidente defendeu a liberdade de pensamento e de crença numa época onde o cristianismo tinha supremacia. As idéias, as leis, as relações sociais, a cosmovisão, e a cultura, em maior ou menor grau, derivavam das Sagradas Escrituras. Esse tempo já passou. Agora, o mundo está sendo tomado por outros “ismos” que desejam ter o controle total. Entre os principais inimigos declarados do cristianismo, podemos citar o marxismo (que acredita ser a última verdade). Mesmo em sua expressão mais pacífica, o marxismo almeja o poder absoluto no governo de um pais.

Por acaso, esta não seria (ou não é) a realidade do nosso cotidiano e da nossa mídia (e mesmo da nossa cultura)?

Dentro desta mesma guerra, há 3 categorias de pessoas:

• As que lutam;
• As que a ignoram;
• As que já se renderam ao inimigo.

As que lutam são em número muito pequeno, e, muitas vezes, são vistas como rebeldes no meio do povo. São tidas por fanáticas, alienadas, e, às vezes, vistas como um solitário Dom Quixote lutando contra imaginários moinhos de vento. Tememos que se repita em suas vidas o que aconteceu com os profetas cristãos do passado. Suas palavras só foram aceitas quando o inimigo já estava às portas (e já era tarde demais para esboçar qualquer reação)!

Infelizmente, a grande maioria é composta por pessoas que ignoram (ou tentam ignorar) a guerra cultural. Ou se refugiam em suas torres de marfim, ou se orgulham de sua própria ignorância, acreditando que uma guerra cultural pode ser vencida passivamente.

O mais triste, porém, é o número cada vez maior de pessoas que já se renderam ao inimigo. Gritam “Paz! Paz!”, quando não há paz. É como disse o apóstolo Paulo:

“Quando, portanto, vos disserem: ‘Há paz e segurança’, então lhes virá repentina destruição, como as dores da mulher que está grávida; e de forma nenhuma escaparão” (1 Tessalonicenses 5:3)

Nossos filhos estão sendo bombardeados diariamente nas escolas e universidades com idéias e sentimentos anti-cristãos, e muitas pessoas acham normal. Leis estão impondo a agenda homossexual, e parece que está tudo bem. O politicamente correto nos impede de declarar o óbvio, e a maioria aceita isso como natural. Cursos de “teologia” têm ateus como professores, e defesa da ideologia de gênero em seu currículo. E todos acreditam que está tudo certo.

Nossa batalha moral não acabou, mas foi somada a ela o âmbito intelectual e nós estamos perdendo. Não falta reação, mas é uma reação fraca e desorganizada (ou seja, sem objetividade). Dizer a verdade agora virou sinônimo de radicalismo. Como disse George Orwell, “num mundo de mentiras universais, falar a verdade é um ato revolucionário”.

“Paz, quando possível. Mas, acima de tudo, a verdade”, escreveu Lutero. Esta frase deveria não apenas nos lembrar que a verdade revelada existe, mas que defendê-la custa, às vezes, um preço muito caro (e, em alguns casos, até mesmo a própria vida)!

“Na guerra do bem contra o mal, não existe negociação com o inimigo”, disse um antigo sábio. A luta contra a esquerda jamais poderá ser vencida por meios democráticos, acordos de paz, ou na base do diálogo. Mesmo até que haja uma paz momentânea, é ingenuidade supor (ou acreditar) que novos ataques por parte da esquerda nunca acontecerão!

Claro que o chamado para lutarmos nessa mesma guerra não tem nada a ver com violência, ódio, ou maldade em qualquer sentido, pois nós mesmos, nesse caso, estaríamos negando nossos princípios morais. Tem a ver com convicção, com coragem, com firmeza de propósitos, com posicionamento, com ação. Chega de sermos símplices como pombas e prudentes como serpentes. Chega de não denunciar o mal e de não apoiarmos aqueles que o denunciam. Chega de deixar que o inimigo eduque os nossos filhos e ocupe nossos espaços. Chega de permitir que as idéias da esquerda dominem nossas instituições e a mente de nosso povo.

Estamos numa guerra cultural, e, em virtude disso, temos que saber como reagir quando formos atacados. Em outras palavras: é preciso estudar, aprender, entender, falar, escrever, debater, refutar, rejeitar, resistir, protestar, boicotar, orientar, advertir (a tempo e fora de tempo). É como disse o apóstolo Paulo:

“Porque, embora vivendo como seres humanos, não lutamos segundo os padrões deste mundo. Pois as armas da nossa guerra não são terrenas, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos vãs filosofias e a arrogância que tentar levar as pessoas para longe do conhecimento de Deus, e dominamos todo  o pensamento carnal, para torná-lo obediente a Cristo” (2 Coríntios 10.3-5)

Povo brasileiro, está na hora de acordar! Cidadãos de bem, está na hora de irmos à luta! Não podemos mais ficar de braços cruzados! Ninguém pense que a resposta virá do Céu se cada um não fizer a sua parte! É hora de nos mobilizarmos e agirmos já!

Se não tomarmos uma atitude agora (e não protestarmos de maneira firme e forte contra as maldades da esquerda), amanhã poderá ser tarde demais! Depois, ninguém vai poder dizer que houve falta de aviso!

Que esta mensagem desperte muitos que ainda estão acomodados na luta contra o mal!

“Pecar por omissão, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes” (Abraham Lincoln)

“Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é negá-la” (Tomás de Aquino)

“Para que o mal triunfe, basta que os homens de bem não façam nada” (Edmund Burke)

 

Justiceiro Solitário, para Vida Destra, 9/7/2020.
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Regina
Regina
1 mês atrás

Espetacular.

Christian Freitas🇧🇷 NÃO SE AUTOMEDIQUE!
Christian Freitas🇧🇷 NÃO SE AUTOMEDIQUE!
1 mês atrás

Parabéns, Justiceiro! Vamos a Guerra! Que Deus e seus Anjos nós Guiem na Batalha até a vitória!

Sander Souza
Sander Souza
1 mês atrás

Mais um excelente artigo, parabéns!
São verdades que ´recisam ser repetidas até que todos tenham compreendido!

Simone Lisboa da Costa
Simone Lisboa da Costa
1 mês atrás

Um artigo excelente! Além de ser um chamado à reflexão para a consciência patriótica e dos princípios cristãos, é uma CONVOCAÇÃO pra unirmos forças, estratégias e partirmos pra ações efetivas nessa guerra cultural.
Não há lugar para hesitações, panos quentes ou ilusões! A guerra já está posta, NÃO há como retroceder!
💚💛💙💪💪

Cassi
Cassi
1 mês atrás

Parabéns pelo artigo. Avante pq nao podemos desistir de nossos ideais e muito menos p os filhos e netos. #BrasileirosUnudosContraCorruptos.
Grande abraco. @Cassi38 tt

Nunes
Admin
1 mês atrás

Ótimo artigo, amigo Justiceiro.
A luta continua. Não desistiremos.