Quando estamos em alguma enrascada costumamos dizer que estamos numa “fria”. Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Brasil passou por duas “frias”, que basicamente consistem em dois grupos que se revezaram no poder, desde Sarney até Temer. Agora surge um clubinho que se coloca como uma opção antagônica ao que se tem na atualidade. Forma-se no horizonte do cenário eleitoral de 2022 mais uma daquelas histórias como um daqueles filmes de enredo tão mal feitos, que no início já sabemos que a história será ruim. (Vide os filmes de terror de Rob Zombie).

Amoedo, Joao Dória, Eduardo Leite, Mandetta, além daqueles que já até formaram grupinho de WhatsApp, a saber,  ACM Neto (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Baleia Rossi (MDB), Roberto Freire (Cidadania), Paulinho da Força (Solidariedade), José Luiz Penna (PV)  e  Eduardo Ribeiro (NOVO), são nomes que se dispõem a comandar o Brasil no cenário pós pandemia, previsto para o ano de 2023.

Para aqueles que pensam que a tal terceira via prejudica Bolsonaro, é preciso tentar entender que são aspirantes ao lulismo de grife aqueles que optam por Amoedo, João Dória, Eduardo Leite, Mandetta ou mesmo Sergio Moro; e olha que não incluo animadores de auditório nesta lista, pois de oportunistas bastam aqueles que surfaram na onda do bolsonarismo para se eleger, ou aqueles que fazem uso da pandemia para fins eleitorais. Sim, são esquerdistas que não têm coragem de gritar Lula lá ou usar camisetas de Che Guevara.

O fato é que os ícones do fracasso, acima citados, são piadas prontas que não passam de políticos em miniatura, que não possuem relevância para se elegerem nem para síndicos de prédio e tentam se projetar no cenário político nacional.

Sabendo que a terceira via é a esquerda que faz a barba e toma banho, podemos depreender, do cenário vindouro, um enfraquecimento dos opositores do Presidente, levando em consideração a divisão que será promovida entre aqueles que não votam em Bolsonaro por serem lulistas, e aqueles que não votam em Bolsonaro por serem cheirosos e delicados demais para isso. Num cenário triplo, teremos Bolsonaro contra o resto (aliás, em qualquer cenário teremos isto). Se este resto se dividir, sabemos que aqueles que votarão na terceira via não farão número suficiente nem para beneficiar e nem para prejudicar Bolsonaro.

A conta ficaria relativamente simples de se entender. Bolsonaro contra Lula seria um cenário previsível de vitória do Presidente. Bolsonaro contra Lula e a terceira via seria uma vitória do capitão ainda mais fácil, levando em conta que a esquerda cheirosa, a qual chamamos de terceira via, levaria consigo os votos dos socialistas que acreditam em candidatos de terno Armani ou com calças apertadas, no estilo Zezé Di Camargo nos anos 90, que não são muitos. Teoricamente seriam os seguidores do PSOL KIDS, que outrora era o MBL, alguns Socialistas Fabianos e uma meia dúzia de blogueiros ”octomilionários“, cujo nome do blog remete aos paquidermes sul-americanos.

Portanto a terceira via já é a piada da eleição, seja quem for seu representante maior. Ela á a terceira fria, que vem depois de PT e PSDB, no revezamento histórico que chamamos de Teatro das Tesouras.

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 24/06/2021.
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Edna Márcia
Edna Márcia
10 meses atrás

“Ícones do fracasso” Assim espero que realmente sejam uma piada.?

José Mário
José Mário
10 meses atrás

Perfeito.
A 3ª via é na verdade eles mesmos (os comunas!), tentando passar para as pessoas ignorantes, seus projetos de sucessos que JAMAIS deu certo em lugar nenhum.
Tem método…