Todos temos nossos queridinhos em várias áreas do conhecimento humano. Meu queridinho na música, por exemplo, é o Beethoven; na literatura, Dostoiévski; na pintura, Caravaggio; na sétima arte, Roman Polanski; e por aí vai. Não significa que não aprecie também (e muito) outros nomes nesses campos de atuação, mas esses são os que me vêm à cabeça, de imediato, quando esta pergunta é feita (“qual é o seu preferido?”), portanto, eles são considerados os meus eleitos.

Na política, eu não tinha queridinho nenhum. Até essas últimas eleições presidenciais, pouco ligava para essa turma. Porém, depois da reviravolta provocada no Brasil, com a eleição de Jair Bolsonaro, eu e muitos outros começamos a nos interessar, e com razão, sobre tudo o que diz respeito aos rumos que nosso país tomará.

Foi aí que surgiu o meu queridinho na política: Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ou general Heleno, atual ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil.

Quando, ainda na campanha presidencial, o general Heleno começou a aparecer na mídia, em entrevistas, muitos notaram que estavam diante de um homem sério e bastante sensato. Uma pessoa bem-intencionada, patriota e muito inteligente, ou seja, raridade na política, talvez até por não ter sido ele um tradicional político. Isso nos conduz à pergunta: quem é o general Heleno?

Augusto Heleno tem um currículo invejável. Primeiro colocado de sua turma de graduação a aspirante-a-oficial de cavalaria, na Academia Militar das Agulhas Negras, em 1969. Primeiro colocado de sua turma de cavalaria na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. Já como major, participou da missão militar brasileira de instrução no Paraguai. Depois, como coronel, comandou a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas. Foi adido militar da Embaixada do Brasil em Paris. No posto de oficial-general, foi comandante da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Centro de Capacitação Física do Exército. Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército e do Gabinete do Comandante do Exército.

Para por aí? Não! De junho a setembro de 2005, foi o primeiro comandante militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que foi criada por resolução do Conselho de Segurança da ONU, para restabelecer a segurança e o estado de normalidade institucional em um país destruído pela violência e pela miséria. Ao longo de 13 anos de atuação das Forças Armadas brasileiras, a população do Haiti teve o seu apoio, inclusive nas duas catástrofes naturais que atingiram o país: um terremoto em 2010, que causou a morte de 200 mil pessoas, e o furacão Mathew, em 2016, que deixou milhares de desabrigados.

À frente do Comando Militar da Amazônia, contestou a política indigenista do governo Lula, a qual qualificou de “lamentável, para não dizer caótica”, durante a palestra no Clube Militar, no Rio de Janeiro, à época da demarcação da terra indígena de Raposa/Serra do Sol. Afirmou que os índios “gravitam no entorno dos nosso pelotões porque estão completamente abandonados”. E, adivinhem só? O então presidente Lula ficou irritadinho com as críticas. Cobrou explicações do ministro da Defesa(na época, Nelson Jobim). Pois é, era assim que vivíamos, tínhamos que engolir calados os desmandos e as burradas daquele governo, porque, senão, haveria retaliações. Mas, nas cabeças ocas de alguns por aí, é agora, neste governo, que o autoritarismo está implantado…

Sua última função no serviço ativo foi a de chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia. Passou para reserva após 45 anos de serviço militar e, para nossa sorte e cumprindo sua promessa de campanha de nomear pessoas pela competência e não pelo alinhamento ideológico, o presidente Bolsonaro trouxe para o seu time esse ministro de valor incomparável. Para comprovar isso, transcrevo algumas de suas falas:

Não aceito essa estória de que a Amazônia é patrimônio da humanidade, isso é uma grande bobagem. A Amazônia é brasileira, patrimônio do Brasil, e tem de ser tratada pelo Brasil, em proveito do Brasil“. Concordo em número, gênero e grau.

O sínodo já estava previsto a algum tempo, nós temos acompanhado, nós e o Ministério das Relações Exteriores, uma vez que o sínodo vai tratar do assunto de religiosidade, no Brasil, então, nos interessa diretamente. O sínodo é muito bem-vindo, porque são sempre ideias novas, é uma maneira de discutir numa região que é profundamente grata a todos nós, e o nosso acompanhamento é exatamente para colocar que o sínodo, ele não pode querer dar orientações ao governo brasileiro, nem entrar em assuntos de soberania, mas nós sabemos que eles também estão dentro dessa linha, e nós vamos ter uma oportunidade grande de fortalecer os laços com a Igreja Católica“. Fantástico! Sóbrio, sensato, não dá para contestar.

O País foi quase que derretido, ao longo desses últimos tempos, por uma gestão catastrófica, e nós estamos vendo os resultados aí, e isso tem sido mostrado, a cada dia, nós vamos tomando conhecimento de dados de algumas situações que, obviamente, não chegam a nos assustar, até por que isso estava previsto, mas são lamentáveis. Então, nós vamos enfrentar, logicamente, um período difícil no início do governo, não tenho dúvida disso, nós vamos enfrentar um período difícil. E é engraçado que os responsáveis por isso, que eram o PT e sua base de governo, eles conseguiram se isentar de culpa. Eles conseguiram passar para muita gente, para uma boa parte da população que não estavam no governo do País. Eles deveriam ser governantes na, sei lá, Finlândia, porque a postura deles é como se nunca tivessem passado pelo governo do País, mas isso faz parte da tática deles, como oposição eles são geniais“.

E eu ainda diria, senhor ministro, como oposição ao Brasil eles são geniais. Sempre em oposição ao que for bom ao nosso país e a nós, povo brasileiro. E o pior é que ainda aparecem criaturas para jogar a culpa dessa herança maldita dos desgovernos anteriores no atual presidente. Como, por exemplo, a vergonha nacional e internacional que o STF nos faz passar ao ser contra a prisão após julgamento em Segunda Instância.

Inacreditavelmente, alguns espalham nas redes sociais e na mídia marrom que a culpa dessa fato deplorável é um suposto acordo entre o Bolsonaro e o STF. Não, pessoal, a culpa é de cada ex-presidente que nomeou, intencionalmente, para ministros da Suprema Corte pessoas que parecem preferir atender a interesses da classe advocatícia inescrupulosa do que à Justiça. E, se alguém souber, por favor, responda-me: o que faz, na maioria das vezes, o ministro do STF depois que se aposenta?

Gogol, para Vida Destra, 27 de outubro de 2019.

Gogol

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19 Comentários

  1. Não pode haver outra definição do General Heleno, como um verdadeiro ser humano, a serviço da harmonia entre os povos. É um orgulho das Forças Armadas e do Brasil.

  2. A rede Globo massifica os de menor alcance às verdadeiras notícias, seja por idade avancada ou financeiro, incitando essas pessoas com imagens e textos fora do contexto, como no caso do julgamento pelo STF desse absurdo jurídico da 2a instância. Revoltante ver isso !! Parabéns a todos do Vida Destra por primar pela verdade.

      • Eu, como todos, gostaríamos de não ter que assistir a esses desmandos do STF, mas causar o caos agora não é a melhor saída. Estamos indo muito bem com este governo. Ele está fazendo tudo certo, não pode arriscar com uma decisão perigosa como essa. Nas nossas vidas, devemos procurar sempre o melhor caminho, talvez, não seja o perfeito, o ideal, mas é o que temos para escolher. Acredito que a prudência seja o melhor caminho agora. Este governo está agindo com muita prudência. Eu o apoio. Não gostaria de estar na pele dos nossos vizinhos da América Latina, que caminham para o caos. O Brasil será o último reduto da prosperidade, apesar de ter tantos torcendo contra.

  3. Excelente texto. O gal Heleno é um dos vários ministros do governo Bolsonaro com excepcional desempenho.

  4. O nosso Gal. Heleno, como descrito, é o símbolo que representa a nova República do Brasil!
    Infelizmente temos que trilhar em vias pacíficas, mesmo com a faca entre os dentes, pois o nosso rumo de vida destra, só está começando!
    Fico feliz por todo excelente trabalho de vocês.
    Parabéns!

  5. Um pouco de história e política a cada artigo. Crescendo a cada leitura , como a maioria dos brasileiros que vivia à margem.

    • Valeu, Tereza, com a insistência de grande parte do povo brasileiro e os bons resultados deste governo, a cada dia, mais e mais pessoas que ainda não perceberam o grande salto do Brasil com a eleição de Bolsonaro perceberão. Abrir o horizonte da visão. Isso é que nos fará um povo consciente.

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