As queimadas na Amazônia – típicas e historicamente comuns no período de seca – renderam boa munição contra o governo. Não importa quanta distorção foi feita pela imprensa nacional e internacional dos dados relacionados ao fato.

Tudo começou com a divulgação tendenciosa, pela extrema-imprensa nacional, de dados do INPE e com o questionamento efetuado, na ocasião, pelo presidente Bolsonaro em relação ao conteúdo dessa divulgação que acabou por causar a exoneração de Ricardo Galvão, presidente da entidade.

Também não importa se em posterior debate entre o Ministro Ricardo Salles e Galvão este admitiu que os dados divulgados continham “distorções” e que não refletiam a realidade.

O que importa é que a versão falseada foi usada pelo Presidente francês para questionar o acordo entre MERCOSUL e UE e os inúmeros desdobramentos decorrentes, incluindo a sugestão de uma intervenção internacional na Amazônia brasileira, com direito a vociferação da jovem sueca Greta Thunberg na ONU, o engajamento no episódio do cacique Raoni, dono de uma ONG mantida pela França, e até mesmo um Sínodo, nitidamente herético e apostata promovido pelo Papa Bergoglio de péssimos hábitos alimentares. Um vídeo que circulou na Internet mostra Bergoglio nojentamente degustando meleca tirada do próprio nariz. Eca!

A questão das queimadas na Amazônia brasileira rendeu, por longo tempo, inúmeras pautas jornalísticas que ignoraram solenemente a constatação de queimadas resultavam de atos criminosos, do envolvimento de ONGs, de pessoas associadas ao movimento “dito social” MST e outros absurdos constantemente denunciados pelo governo. O destaque noticioso era sempre sobre o cancelamento de verbas de preservação ambiental da Amazônia feitas pela Alemanha e Noruega por conta da “má gestão do governo brasileiro em relação ao meio ambiente”.

Na esteira disso e surfando na pororoca amazônica do fogo que ameaçava o “pulmão verde do Mundo”, surgiram as críticas em relação à liberação de novos defensivos agrícolas, mais modernos e eficientes, efetuada pelo governo federal.

Tudo isso fez a festa orgástica das esquerdas: a imprensa, os blogueiros a soldo e os bem conhecidos militantes das redes sociais viveram momentos de quase exultação na tentativa de validar as distorções, apesar das freqüentes e consistentes explicações dadas pelo governo.

Foi preciso que Bolsonaro efetuasse, na abertura na 74ª Assembléia Geral da ONU um discurso digno de um estadista, com a veemente defesa da soberania brasileira, além de apresentar dados sobre a política ambiental do governo, mostrando que não apenas havia muita má fé nas informações que estavam circulando, como escancarando a hipocrisia de países que nos criticavam e que sequer poderiam fazê-lo em função das próprias políticas ambientais.

É claro que não faltaram comentários ácidos em relação a esse discurso efetuados pelos críticos de sempre que não apenas torcem para que tudo dê errado, como jamais reconhecerão acertos do atual governo, apesar das evidências. São – como bem sabemos – os que preferem ver o país afundar a aceitar que uma gestão de direita possa acertar naquilo que as esquerdas sempre erraram.

Depois disso, e apesar dos esforços das esquerdas sempre mal intencionadas, o furor persecutório ao governo foi perdendo força em relação a esse assunto, por pura falta de sustentação fática. Entretanto, a “causa ambiental” é boa demais para ser abandonada sem tentativas de reincidência. E a oportunidade se apresentou exatamente com a catástrofe ambiental causada pelo derrame de petróleo cru nas praias do nordeste brasileiro que não apenas trazem elevados custos, como afeta o turismo e, principalmente, ameaça o ecossistema, altamente vulnerável a esse tipo de desastre. Talvez transcorram décadas antes do ambiente se regenerar, ainda que parcialmente.

O fato de tal episódio afetar os Estados do Nordeste – todos administrados por governadores esquerdistas – parece altamente conveniente em função do potencial de se criar uma verdadeira comoção nacional. A conveniência é tanta que não faltou quem suspeitasse que o derrame de petróleo – numa quantidade que passa das 140 mil toneladas – possa ter sido intencional. Afinal, não houve notificação de qualquer acidente envolvendo navios petroleiros em águas brasileiras ou mesmo no meio do Atlântico e o volume de petróleo derramado representa a carga média total de um moderno navio petroleiro.

No início, quando as primeiras levas de petróleo chegaram às praias de Pernambuco, o problema parecia localizado. Mas, na medida em que o afluxo de petróleo passou a contaminar praias de outros Estados, a tragédia foi sendo revelada em sua real dimensão.

E as primeiras vozes criticando o governo federal foram ouvidas e lidas, tanto nos meios de radiodifusão quanto nas páginas de jornais e sites de Internet. Era uma nova crise ambiental que, somada às queimadas, tinha potencial para manter o governo acuado e na defensiva.

Não faltou quem apontasse o dedo acusador ao governo Bolsonaro como responsável, se não pelo problema, pela demora na ação. Foi quando ficou evidente, pelos exames do material recolhido, que a origem do petróleo é venezuelana. E isso levantou a suspeita de que o derrame de petróleo, menos que um acidente, possa ter sido um ato de bioterrorismo.

As esquerdas silenciaram em aparente catatonia: nada de indignado clamor da militância; nenhuma palavra da menina sueca; absoluta mudez de Bergoglio, de Macron, de Merkel. E o cacique indígena de estimação está recolhido à respectiva oca ou residência em Paris.

Óbvio. Afinal, se a origem do petróleo é venezuelana e Maduro é um dos poucos tiranos de esquerda que ainda resistem na América Latina, é natural que as esquerdas se calem e passem a buscar justificativas para o desastre que nos assola: seria o conteúdo de um navio naufragado na II Guerra ou o vazamento acidental de uma plataforma petrolífera venezuelana, carente de adequada manutenção por culpa do imperialismo norte-americano que conduziu aquele país a condição quase falimentar em que se encontra. É evidente que se esse fosse o caso, ficaria muito difícil entender como o petróleo, sem antes passar pelo Suriname, Guiana, Guiana Francesa e vencendo as correntezas do poderoso Amazonas, fosse ter às costas de Pernambuco em primeiro lugar. As simulações e fluxo das correntezas marítimas demonstram que não foi isso que aconteceu:

Para mim, isso parece um claro sinal de que está batendo o desespero nas esquerdas em função de tantas tentativas frustradas de manipular a opinião pública contra o governo. Temos que reconhecer: persistentes, eles são.

Laerte A. Ferraz – para Vida Destra – 12/10/2019

Acompanhe me
Laerte A. Ferraz
Acompanhe me

Últimos posts por Laerte A. Ferraz (exibir todos)

Sua participação é muito importante para nós do Vida Destra. Participe, comente e interaja!