É o que a maior parte de seus admiradores e eleitores deseja, mas não será fácil, pois sabemos muito bem quão ardilosos e baixos podem ser seus opositores que tudo fazem, desde antes das eleições, para desmerecer e enxovalhar Bolsonaro e seus familiares. Como nada conseguem em relação à sua indiscutível probidade já lançaram contra ele os mais diferentes rótulos na tentativa de que algum cole.

Acusaram-no de racista, sexista, homofóbico, torturador, antidemocrático, limitado, preguiçoso, incompetente, tosco, sem postura… Fizeram as mais surpreendentes elucubrações a respeito dele, incluindo participação na morte de Marielle, vínculos com milicianos, articulador de golpe militar e muito mais. Nada colou. Mas a turma do jogo rasteiro não desiste. Fazem diuturnamente contra ele campanha por intermédio da extrema-imprensa e das Redes Sociais de Internet, afirmando que ele vem perdendo apoio de eleitores e que aumenta o contingente de arrependidos. Acusaram-no de fomentar com os filhos um “gabinete do ódio” e de se valer de robôs para obter apoio virtual, quando investigações acabaram demonstrando que foi exatamente o contrário: foram opositores e traidores que se valeram desse tipo de recurso. Mais uma vez, a balela não colou.

Paralelamente, numa evidente articulação entre as presidências das casas do Congresso e Ministros do STF, esmeram-se em dificultar e mesmo impedir a governabilidade. Quando não atacam o Presidente, o fazem aos seus Ministros, num verdadeiro “vale tudo” pela desestabilização. E Ministros do STF, em flagrante desrespeito aos direitos constitucionais, censuram descaradamente quem os critica por assim agirem. Não bastasse isso, num arroubo de arbitrariedades e em profundo descaso com a opinião pública, vários Ministros do STF efetuaram despudoradas críticas ao Presidente, revelando com isso tanto o viés político que os anima, como a completa ausência da necessária imparcialidade para julgar. Apenas isso já seria razão de impedimento. Mas, fazer o quê em relação a quem se considera “supremo” e para quem não existe limites, sejam éticos ou morais, quanto mais legais? E o Senado que poderia agir, segue em silente cumplicidade.

Imprensa e opositores não medem esforços para desacreditar o protocolo governamental de combate à atual pandemia. Não se passa um dia sem que a extrema-imprensa lance uma notícia ou artigo negando e condenando o uso da HCQ associada a outros medicamentos. Enquanto isso, Prefeitos e Governadores de oposição, amparados por uma descabida decisão do STF que lhes outorgou o completo controle sobre o combate à pandemia e embalados pela oportunidade que lhes deu a emergência na saúde de acesso a recursos fartos, muitas vezes sob denúncias de corrupção, demonstram o viés autoritário decretando descabidas e sucessivas quarentenas horizontais, além de outras medidas que contrariam o bom senso, em flagrante desinteresse pela sobrevivência de milhões de empresas e empregos. Ardilosamente eles sabem que, com o apoio da imprensa velhaca, é fácil controlar uma população em pânico, impedida judicialmente de se reunir em praça pública para protestar. O medo é tanto que há quem os apóie, sem considerar o mal maior que nos ameaça.

Numa evidente inversão de valores e mal disfarçada tentativa de se esquivar das responsabilidades por tresloucadas decisões, o Ministro Gilmar Mendes acusou recentemente o Presidente de arrastar o Exército para o que ele qualificou como genocídio, intencionalmente ignorando que o vírus vem da China e afeta o Mundo todo. Mais uma vez, tentam fazer colar em Bolsonaro um descabido e injusto rótulo: o de genocida. Foi o que bastou para que um partido de oposição ingressasse com representação de genocídio contra Bolsonaro no Tribunal Internacional de Haia. Não vai dar em nada, é claro, mas isso trabalha contra a imagem do Presidente aqui e no exterior. Imaginem se fosse Bolsonaro a acusar de genocidas aqueles que o impediram de coordenar as ações contra a pandemia.

Para desespero desses, cada aparição pública de Bolsonaro revela intenso e espontâneo apoio popular. O prestígio de Bolsonaro junto à população continua em alta, coisa jamais reconhecida pela imprensa que, quando noticia, busca aspectos negativos. Esse foi o caso da visita que Bolsonaro fez ao Piauí e que a imprensa noticiou que “Bolsonaro provoca aglomeração em tempo de pandemia”. É de dar nojo, não é?

Contudo, caros leitores, essas ações contrárias são apenas um dos lados da questão. Opositores sabem que se não conseguirem derrubar Bolsonaro rapidamente, ele será candidato à reeleição, com todas as chances de vencer. Os demais possíveis candidatos – o “coroné” Ciro, a desaparecida Marina, o tresloucado Doria, o risível Huck, o dúbio Amoedo e o inexpressivo Mandetta, entre outros menos cotados – não têm chances contra Bolsonaro.

Nesse caso, quem sobraria para fazer frente à Bolsonaro? Respondo: Moro e Lula.

Moro e Lula? Sim e analiso:

O que Moro realizou na Lava Jato contra o PT foi digno de nota. Realmente, ter colocado Lula e outros corruptos na cadeia lavou a alma do povo brasileiro. E, por isso, apesar da vaidade, falta de traquejo político e traição, não deixa de ser considerado como um nome forte numa disputa presidencial de 2022 por boa parte dos eleitores conservadores, hoje reconhecidos como maioria no Brasil. Seria uma opção de centro-esquerda, bem ao gosto do PSDB. Na verdade, seria uma espécie de tábua de salvação para esse partido queimado pelas denúncias contra Serra e Alckmin, caso Sergio Moro aceitasse a sigla. Só que petistas jamais irão perdoá-lo por isso e movimentos recentes do ex-advogado do PT, o atual Ministro Toffoli, já mostra que trabalharão para impedir uma possível candidatura de Moro, decretando (sim eles acreditam que podem decretar) uma “quarentena” política para ex-juízes. Se a tese vigorar, sobra Lula.

De acordo com as atuais regras, Lula está impedido, em função das condenações na Lava Jato, ao exercício de qualquer cargo eletivo. Mudar tais regras seria uma tarefa inglória, mesmo se contasse com a maioria do apoio dos parlamentares. Então, após neutralizar Moro como possível candidato será preciso demonstrar que o julgamento de Lula teve viés político e, com isso, cancelar as sentenças. Quem poderá fazer isso? O STF é claro. Mas precisam agir rápido, pois tanto Celso de Mello quanto Marco Aurélio Mello deixarão o cargo brevemente e isso poderá alterar completamente os planos de colocar novamente Lula no páreo. Para isso, tentarão mudar as regras de indicação novos Ministros para o STF. Óbvio. Os próximos messes serão de intensa movimentação político-judicial, podem apostar.

Pelo meu lado, sou otimista. Acredito que Bolsonaro não apenas terminará o atual mandado com brilhantismo, como se reelegerá em 2022, apesar da lama fétida que tentam jogar nele.

 

Laerte A Ferraz para Vida Destra 01/08/2020
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Sander Souza
Sander Souza
10 dias atrás

Parabéns pela excelente análise, Laerte!

Rosilda Alves da Silva
Rosilda Alves da Silva
10 dias atrás

Concordo e não tiro uma vírgula.

Sandro Batista de Sá
10 dias atrás

22 e 26 reeleito 👨‍👩‍👧‍👦 família de Deus 🇧🇷🇵🇱🇮🇱🇺🇸

Nunes
Admin
10 dias atrás

Na luta para que nosso PR seja reeleito em 2022.
Excelente artigo.

Gogol
9 dias atrás

Meu amigo Laerte, lendo a sua análise precisa, veio-me à mente algo que poderá ajudar ainda mais na vinda da verdade à tona, e é com esta que Bolsonaro sempre conta para vencer os inescrupulosos: a Lavajato, ao contrário do que alguns pensam, está recheada de ações nada ortodoxas, pois no serviço público não se pode fazer nada que não esteja previsto em lei, mesmo que o autor da ação julgue ser o melhor caminho. Aras, que está sendo injustamente pré julgado, está na verdade cumprindo o seu dever, qual seja, salvaguardar os trabalhos do MP de aproveitadores que querem… Read more »