Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), jovens do mundo todo foram enviados a campos de batalha espalhados por todo o globo. A maioria, sem experiência de combate, nunca mais voltou para casa. Realmente muito triste! Errado!

Esse é o sentimento que sempre colocamos à frente do heroísmo destes meninos, muitos que ainda não haviam atingido a maioridade, mas escolheram lutar. Um grande número falsificando as próprias idades para lutar pela liberdade. Quando nos lembramos deles somente pela tristeza de tê-los perdido, acabamos sufocando a honra que deveria ser dada a eles. Não morreram em vão! Não pode a tristeza pelas suas perdas superar o resultado alcançado pelo seu sacrifício.

Durante o século XX o termo “cultura de guerra” foi cunhado pelos supostos defensores da paz. Esses grupos que trocaram o heroísmo pela covardia, que preferiram a libertinagem ao invés da liberdade. Foram Hippies, feministas e sexistas, covardes, que poluíram as juventudes década após década, inflando seus egos e impregnando seus pensamentos de acordo com as ideias daqueles que hoje estão em postos políticos de comando mundial.

A sociedade “paz e amor” ensinou aos jovens que fazer amor e não fazer guerra faria do mundo um lugar melhor. Regaram seus festivais de psicodelismo a muita maconha, heroína e sexo desenfreado, levando as gerações futuras a perderem o ímpeto de patriotismo, formando seguidas gerações de jovens que não desgrudam das barras das saias de suas mães, que não conseguem tomar conta de suas vidas na idade certa e que permanecem eternas crianças, frágeis e limitadas a sobreviverem daquilo que os pais fornecem.

Exemplos como o jovem americano Jack Lucas, que tinha 14 anos quando mentiu sobre a idade, falsificando sua documentação para defender seu país e a liberdade de seu povo. Veja um resumo desta história:

Jack Lucas, de quatorze anos, estava ansioso para ir à guerra. Ele mentiu sobre sua idade e forjou a assinatura de sua mãe nos documentos de alistamento. Lucas conseguiu se qualificar como um atirador dos fuzileiros navais. No entanto, não demorou muito para os oficiais perceberem que Lucas era menor de idade. Eles ameaçaram mandá-lo para casa, mas o jovem contou-lhes que ele simplesmente se alistaria novamente no exército. Os oficiais lhe deram então um cargo seguro: dirigir um caminhão de transporte no Havaí.

Três anos se passaram e Lucas não viu nenhum combate. Ele estava preocupado com o fato de nunca realmente ver alguma ação. Então o jovem se colocou em um navio para Iwo Jima e logo estava lutando contra soldados japoneses. Lá, duas granadas caíram na sua trincheira. Lucas disse a seus companheiros fuzileiros navais para correrem, e mergulhou nas granadas. Uma explodiu.

Lucas (…) sobreviveu a explosão. Ele precisou passar por 26 operações para reparar seus ferimentos. Mesmo depois de suas cirurgias, Lucas ainda tinha mais de 200 peças de estilhaços embutidas em seu corpo. Ele foi aposentado pelos fuzileiros navais e premiado com a Medalha de Honra.”[1]

Exemplos como este são casos em que o heroísmo supera qualquer juízo. É necessário cuidado com a ideia de que a guerra não deve existir, já que a guerra molda povos e nações, sendo necessária quando uma ideologia tenta suprimir o bem maior da humanidade, a liberdade. Veja o Comunismo, o Fascismo e o Nazismo, irmãos siameses, que a história e os autores mal-intencionados não conseguem separar, mesmo com seus surtos de desonestidade intelectual.

É inevitável trazer o exemplo de Jack Lucas para um comparativo com a juventude atual. Na América Latina ecoam os gritos dos revolucionários, covardes, que favoreceram as tiranias de ditadores como Fidel Castro e de assassinos inglórios como Che Guevara. Nas nações latino americanas, miseráveis e empobrecidas pelos seguidos regimes ditatoriais, hora socialistas, hora não, a lenta e progressiva destruição do sentido de pátria ou de nação foi acontecendo ao longo dos anos, com o aparelhamento ideológico das escolas, da mídia e da igreja. Assim, é comum vermos os “defensores da democracia” pregando que a juventude deve ser livre e deve viver intensamente. O resultado está aí. Homens que se borram de medo de uma bombinha de estalinho, que não lavam o prato onde comem, que passam horas na academia e à noite ficam rebolando ao som de Anitas e MCs qualquer coisa, exibindo seus corpos depilados e bronzeados.

O Brasil é o maior laboratório de engenharia social do mundo, e isso podemos ver no artigo que escrevi, disponível neste link. Recentemente, em encontro com um grande amigo, advogado Dr. Balbino José, comentávamos justamente sobre a escassez de homens de verdade, os antigos cavalheiros. Ele, em complementação à minha fala, se lembrava de seu saudoso pai, também advogado, Dr. Balbino, ilustre munícipe de minha pequenina cidade do interior de Minas Gerais, Mutum. Ele dizia, em conversas com seu pai, que não conseguiria jamais atingir o seu patamar, pois julgava ser o maior homem do mundo, devido a valores notadamente vindos de um tempo em que a criação de um homem era um processo contínuo de lapidação moral e ético. Homens eram preparados para serem provedores, fortes, batalhadores, naturalmente masculinos, sem que isso os eximisse de ser cavalheiros, corteses e honestos.

A geração que reconhece Thammy Miranda como homem e Felipe Neto como ícone de modernidade, certamente não teria coragem de “bater um pique-pega” na rua, a noite, com os pés descalços, certamente porque teriam medo de machucar os delicados pezinhos, muitas vezes com as unhas feitas com esmalte transparente e lixadas para parecerem mais limpos e cuidados. Talvez seria uma tortura para essa geração brincar de polícia-ladrão, usando cabos de vassoura ou pedaços de madeira como armas, pois poderiam ser acusados pelos amiguinhos politicamente corretos de infringirem o “paz e amor” tão disseminado pela turma do ódio do bem.

Na verdade, estou farto de ver as três últimas gerações de homens brasileiros aceitarem, sem reclamar, o STF discutir constitucionalidade de banheiro unissex, casamento entre pessoas do mesmo sexo, e a Câmara colocar em pauta a análise de votação de projetos como Projeto de Lei 3.369, de 2015, de autoria do comunista Orlando Silva, do PC do B, que, entre outras aberrações, legalizaria o incesto.

Não suporto mais ver adolescentes de 40 anos, vivendo de explorar os pais e ficando 24 horas em redes sociais procurando culpados pela sua desgraça e incompetência. Essa é a geração da qual Jack Lucas teria nojo. Ele lutou como um homem, que um garoto de 14 anos deve ser ou sonhar ser. Ele não poderia reclamar da internet lenta, ou da falta de energia elétrica na hora de jogar vídeo game ou de ver o seriado da Netflix. Ele enfrentou a fúria de rifles, metralhadores, granadas, bombas e tanques dos inimigos, inclusive arriscando a vida para salvar os seus amigos. Não espero que o exemplo dele atinja algum desmiolado adolescente da geração “XYZKW, bolinha, quadrado, asterisco e etc”.

Meu desejo é que os homens que ainda restam, guardem com honra a sua condição de homens. Que para serem chamados por este nome, não sejam medrosos, tenham família, saibam se defender e defender sua família, sejam patriotas e, acima de tudo, tenham coragem de lutar pelo bem mais precioso da humanidade, a sua liberdade.

[1] https://hypescience.com/adolescentes-segunda-guerra/

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 14/01/2021.
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Crédito da Imagem: Luiz Augusto @LuizJacoby

 

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FABIO PAGGIARO
11 dias atrás

Excelente, Davidson. Concoro em gênero, número e grau.

Nunes
Admin
11 dias atrás

Excelente artigo. O título já falou por si.

Luiz Antonio
11 dias atrás

No excelente artigo de @ProfessorDavi16 em que classifica o Brasil um país de frouxos, nunca poderemos de deixar de reverenciar os nosso pracinhas que participaram da segunda guerra mundial. O cúmulo é que com a pandemia tiraram até o desfile de 7 de setembro dos nossos herois.

Moises
Moises
11 dias atrás

Perfeito!!!!

Renata Araujo
10 dias atrás

Toda essa doutrina de paz e amor, teologia da libertação saíram dos processos de desinformação da KGB. E o pessoal da direita, mesmo após um esclarecimento, se furta na leitura e conhecimento destas tragédias. Estão se defendendo sem saber de onde vem o tiro. Muito triste.

Last edited 10 dias atrás by Renata Araujo
Sander Souza
Editor
9 dias atrás

Excelente artigo, meu amigo! Um necessário puxão de orelhas!
A formação dos homens do futuro depende de retomarmos valores e conceitos hoje!
Lido e compartilhado!