Essa campanha está, de fato, se tornando um marco da canalhice da imprensa brasileira. Pela primeira vez a maior parte do tempo de um debate de presidenciáveis na TV foi tomada por uma pauta extremamente irrelevante. As falas pautadas pelo discurso feminista de algumas candidatas insignificantes, jornaleiras e jornaleiros sem assunto (e sem capacidade de analisar fatos sobre economia e infraestrutura), e candidatos homens que se arrependem e sentem culpa por serem homens, além de um aspirante a Amoedo e um ladrão que é dono do STF.

É inacreditável que o Brasil ainda tenha que ser submetido a uma peça de teatro montada para tentar atingir a reputação de um único “inimigo”, que chegou e começou a desmontagem da estrutura vigente desde o final dos anos 80.

Os fatos que marcaram o debate foram basicamente embates sobre assuntos insignificantes. Até mesmo a corrupção, que foi responsável pela destruição do Brasil de 2003 a 2018, ficou em segundo plano, dada a militância pró-ladrão dos “jornalistes”. Não houve, absolutamente, nenhuma pergunta sobre esse assunto que pudesse esclarecer o telespectador de que um dos candidatos é um corrupto denunciado, julgado, condenado e preso dentro de toda a legalidade que exige a justiça brasileira. Tentaram esconder o bandido, mas aparentemente não deu certo. Bolsonaro, logo na primeira pergunta, pulverizou o bandido de estimação de Fachin, esfregando em sua cara (sem óleo de peroba) a verdade, que nenhuma decisão de ministro militante poderá apagar a história de um canalha que foi reabilitado por inacreditáveis manobras que mudaram a lei (mudaram sim, não adianta negar) a partir do entendimento sobre prisão em segunda instância, culminando com a ridícula decisão (inédita, como a maioria das decisões do STF em prol do ladrão).

Talvez os mediadores não esperassem que Bolsonaro já viria com a primeira pergunta para eliminar de vez o ex-presidiário e, por conseguinte, implodir as bases do próprio debate. Pensaram que viria um Bolsonaro moldado por marqueteiro de campanha ou aconselhado a ser mais “polido”. Não aconteceu! O que vimos foi um Bolsonaro raiz, esfregando na cara de um por um dos candidatos que fizeram alguma gracinha para desestabilizá-lo, algumas verdades, como a omissão da candidata feminista em defender os abusos e desrespeitos de Omar Aziz e Renan Calheiros (o senador saltitante não merece ser citado aqui) contra as “mulheres”, Doutora Nise Yamaguchi e Doutora Mayra Pinheiro. A militante Vera Magalhães (aquela que disse que nunca houve lockdown, mas defendeu o lockdown enquanto prefeitos e governadores impunham o lockdown – repetições propositais), também foi triturada por Bolsonaro ao ter sua canalhice exposta pelo Presidente, que escancarou sua parcialidade em um debate que não deveria admitir militância em prol deste ou aquele candidato.

O Presidente também destruiu o cinismo de Ciro Gomes ao responder uma provocação referente a tal “misoginia” que insistem em colar no Presidente. Erro fatal! Bolsonaro relembrou que Ciro já havia declarado que a função mais importante de sua então esposa, Patrícia Pillar, era dormir com ele. O cão arrependido, com uma clara tristeza de ser homem, se retratou como se estivesse a ponto de aceitar os açoites pelo que falou outrora.

Apesar de não querer dar espaço ao maior ladrão do Brasil, é importante pontuar sobre a situação do dono do STF. Ele tinha o semblante claramente batido, demonstrou dificuldades de falar em assuntos como corrupção e projetos sobre economia. Não conseguiu rebater as críticas de outros debatedores sobre seu passado e não foi capaz de apresentar nenhuma proposta para convencer algum eleitor indeciso a cometer o erro de votar nele em outubro.

Corre um grande boato de que a insistência do PT em manter o ex-presidiário no incômodo e vexatório posto de candidato a presidência se dá por que a legenda estaria usando-o para conseguir o maior número de postos no legislativo, fato que, não acontecendo, seria o decreto do fim da quadrilha.

Por fim, houve ou não houve um vencedor ou alguém que saiu menos ferido do combate? Houve, basicamente, dois perdedores. O primeiro foi o ex-presidiário, maior ladrão da história do Brasil, que saiu correndo, sem falar com a imprensa e provavelmente será aconselhado a não ir a outros debates. A segunda foi a classe jornalística, que entre outras pérolas, declarou que só de assassinatos de mulheres o Brasil supera os assassinatos de mulheres e homens somados. Não é dilmês. Eu explico: dos 41.069 assassinatos ocorridos no Brasil em 2021, 75.080 são de mulheres, pois a “cada 7 minutos uma mulher é vítima de feminicídio”.

Tenham todos um bom dia, uma boa tarde e uma boa noite.

(Musiquinha de final de série de comédia americana toca, com os créditos passando na tela.)

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 01/09/2022.
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Nunes
Admin
1 mês atrás

Excelente análise amigo Davidson!

Prof. Davidson
Prof. Davidson
Reply to  Nunes
1 mês atrás

Obrigado, mestre Nunes