Nesta série de artigos, sempre publicados às quintas-feiras, analisaremos a obra: Como ser um conservador, do filósofo e escritor inglês Roger Vernon Scruton, que faleceu em 12 de Janeiro de 2020. Acesse o sumário neste link, não se esqueça de colocar o mesmo nos seus favoritos. Lembrando que os títulos e subtítulos podem não ser iguais aos existentes no livro. Sem mais delongas, aproveitem!

 

A verdade no socialismo!?!

 

É importante que o conservadorismo atraia mais pessoas e se expanda por toda a sociedade. Um conservadorismo crível deveria sugerir várias formas da expansão do benefício da pertença social àqueles que não foram bem-sucedidos para obtê-lo por conta própria.

Através da cooperação na vida em sociedade, desfrutamos da segurança, da prosperidade e da longevidade a que nos acostumamos. De uma forma complexa, essa forma como as nossas atividades se entrelaçam, ligando o destino de pessoas que nunca se conhecerão, mas das quais nunca se desprenderão.

Explicamos em um dos artigos anteriores o que é um contrato social. Um contrato social é insuficiente para promover justiça em todas as relações – prometer, amar, coagir, compadecer, auxiliar, cooperar, proibir, empregar, negociar – que vinculam organicamente os membros. Uma vida fora da sociedade sempre será solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta.

Quanto mais nos beneficiamos desse arranjo acima, mais temos que dar em troca. Não é uma obrigação contratual, mas sim, de gratidão, que existe e deve ser construída, segundo a visão conservadora, como base ou pedra angular da política social.

Segundo a visão de Roger Scruton, isso seria a verdade no socialismo, a verdade da nossa dependência mútua e da necessidade “interior” em fazermos todos os esforços  para expandirmos os benefícios de pertencer a uma sociedade para aqueles que não têm a mesma condição de obtê-los.

Como isso pode ser feito? Basicamente é uma questão política complicada.

Todo sistema tem tanto virtudes quanto desvantagens, todos os sistemas estão sujeitos a falhas. Falaremos melhor sobre isso no próximo artigo.

 

 

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Nunes, para Vida Destra, 13/05/2021
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Alvaro
Alvaro
1 mês atrás

Acredito que quase todos já tivemos pensamentos socialistas mas ao chegar a vida adulta e produtiva vemos que a ideia pode ser boa se permanecer nos livros. Na vida prática não temos como desestimular o crescimento em detrimento de uma parcela da sociedade que apenas justifica o fracasso da distribuição de rendas como culpado justamente quem produz.