Esta semana, publiquei dois artigos (que podem ser lidos aqui e aqui) alertando para a necessidade de termos a responsabilidade de não faltarmos às eleições e, principalmente, de escolhermos candidatos que tenham hombridade, seriedade, ética e moral elevados, a fim de mudarmos o país.

Porém, o que se desenha dessa eleição exigirá muito mais do que presença maciça e responsabilidade patriótica: exigirá também a atenção de cada brasileiro, pois fatos — nem tão estranhos assim, devido aos personagens, mas indevidos — mostram que teremos uma eleição anormal — Deus queira que não.

Infelizmente,  pelos fatos ocorridos até agora, é o que se desenha.

O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, à época presidente do TSE, convidou as Forças Armadas a fazerem parte de uma força tarefa eleitoral, examinando as urnas e emitindo relatórios sobre sua vulnerabilidade: até aí tudo bem; ato até digno de elogios. Na semana que passou, qual não foi a surpresa quando o ministro Barroso, durante o evento Brazil Summit Europe, seminário online promovido pela Universidade Hertie School, disse que: “As Forças Armadas estão sendo orientadas para atacar o processo eleitoral e tentar desacreditá-lo”, em um nem tão surpreendente ativismo, querendo desacreditar as Forças Armadas perante a opinião pública.

Não difere de como o ministro Barroso vem agindo, o ministro Edson Fachin, também do Supremo Tribunal Federal e atual presidente do TSE.

Não citarei todas as suas falas ativistas desde que assumiu a presidência do TSE, mas deixarei aqui a penúltima — já que, com nossos supremos ativistas, nunca é a última —, logo após a nota do ministro da Defesa, General Paulo Sérgio Nogueira, respondendo ao ataque de Barroso às Forças Armadas. Disse o Fachin: 

“O TSE norteia-se por premissas técnicas, mas estão imbricadas às premissas democráticas inafastáveis, inegociáveis, que nos animam. […] O Tribunal Superior Eleitoral avança com passos firmes em direção ao cumprimento de sua missão de diplomar as eleitas e os eleitos das futuras eleições gerais.” (grifo meu)

Espanta-me muito um ministro que diz defender a democracia empregar adjetivos como “inafastáveis e inegociáveis” para descrevê-la, já que o sistema de governo que as empregam é o autoritário. Ainda faz ativismo linguístico para agradar à esquerda.

O ministro Alexandre de Moraes, futuro presidente do TSE — será o atual nas eleições —, é “hors concours”!  Usa de um inquérito ilegal para calar aqueles que não pensam como ele ou não compactuam de seu pensamento ideológico.

Todos (eles) inimigos declarados do atual governo federal, ao qual tentam inviabilizar desde o primeiro dia de mandato.

Nas próximas eleições, escolheremos mandatários para os Executivos estaduais e federal, para as Assembleias Legislativas locais e para o Congresso Nacional. O proselitismo dos Supremos Togados ensejam riscos ainda maiores, pois é claro que a parcialidade de suas condutas vem corroborar desconfianças, dando motivos a questionamentos em torno da lisura do processo eleitoral.

Não podemos deixar de lembrar que esses mesmos ministros, com seus pares, soltaram o maior corrupto do país e deram a ele condições de disputar as eleições, pelo único motivo de confrontar o atual presidente a quem consideram inimigo.

Tudo isso com a conivência de um Congresso — o qual temos obrigação de moralizar em 2022 — em sua maioria promíscuo (em que há suposta degradação moral) e acovardado por processos que dormem, mas que estão prontos para serem usados como moeda de troca, em gavetas supremas.

Por essas e por outras — algumas piores — temos a obrigação de irmos votar conscientes e de prestarmos muita atenção ao movimento do jogo eleitoral, pois só isso impedirá o establishment de tentar algo.

Lembrem-se:O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam.” — Platão

 

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 10/05/2022.
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