Dia internacional da mulher

 

Falar sobre esse dia seria clichê, se tão somente contasse o fato histórico que culminou para a existência desse dia.
Poderia falar sobre as tragédias contra a mulher. Mas, a linguagem seria um tanto ácida demais e eu reviveria momentos desagradáveis.
Pensei que seria fácil, mas falar sobre ser mulher é como fazer uma autobiografia ou estudar as normas sintáticas da língua portuguesa, mude uma vírgula e o sentido pode ser totalmente diferente.
E já vou logo avisando àqueles que são objetivos demais…saibam que a mulher não é como uma fórmula matemática, onde a ordem dos fatores não alteram o produto. O que parece óbvio não tem a menor chance no quesito aprendizagem.
Decidi fazer essa reflexão porque conversando com algumas mulheres, percebi que temos uma facilidade de falar sobre tudo…mas quando o assunto é falar de nós mesmas parece que entramos num terreno perigoso.
Então, falarei sobre como é, para mim, ser mulher. Não é feminismo, mas é como vejo quem eu sou através de tantas histórias.
A começar ser mulher é ter um turbilhão de sensações explosivas em alta ou simplesmente um fechar-se num silêncio sepulcral, tornando-se inacessível.
Talvez, por isso, seja impossível de se “entender” uma mulher.
É verdade que às vezes podem parecer sensíveis demais. Nutras conseguem ser um “cubo de gelo”.
Alguns a definem como ingênuas, mas, diante do aparente perigo está alerta, sentindo a responsabilidade de proteger aqueles que ama, mesmo estando apavoradas.
Não se enganam os que entendem que a mulher está sempre de ‘sentinela’ quando percebe uma possível invasão do seu território emocional.
Afinal, é ali que tudo acontece. Um simples deslize e a vulnerabilidade pode cair em “mãos erradas”.
Ser mulher é estar sempre aberta à mudanças. São tantas, que ela costuma tirar forças sabe-se lá de onde. No momento em que algo depende dela é possível observar que nada é tão simples. A mulher é complicada para os insensíveis…esses não entenderão nada.
Uma mulher consegue ser subjetiva e objetiva, mudando conforme a necessidade. Ela se adapta, mas não é possível decifrá-la.
Cada mulher tem um dispositivo de decodificação de vida ímpar. Ama com a mesma facilidade que pode odiar.
Com certeza, algumas mulheres não concordarão com essas palavras, o que é compreensível, somos divergentes também.
Mas, não me importo com isso. Deixo claro que é minha opinião sobre ser mulher.
Sei que muitas mulheres estão neste momento passando por situações opressoras, humilhantes e que muitas não se sentem ou não são livres.
Vai um alerta:
Vocês pertencem a si mesmas. São capazes de fazer e ser o que quiserem. Só peço encarecidamente que não se deixem humilhar. Não continuem sofrendo quaisquer tipos de abuso. Muitos julgam sua situação. Acrescentam adjetivos pejorativos, mas vocês são capazes de mudar essa situação não por eles, mas, por vocês mesmas. Na verdade só vocês podem fazer isso. Se necessário, peçam proteção judicial. Fujam!
A vida vale muito mais quando sua integridade física e mental existe. Procure ajuda. Ser mulher é ter coragem de dizer NÃO! BASTA!
A sociedade é omissa com as necessidades dos outros. Mas quando você der o primeiro passo, outras entenderão que é possível.

O dia internacional da mulher é a luta constante por direitos iguais, inclusive o de ser protegidas e respeitadas!

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