A história nos ensina que as democracias do mundo moderno nasceram a partir da Revolução Francesa (1789 a 1799), nesta que é narrada como o maior levante popular da história da humanidade. Pela primeira vez um regime absolutista caia pelas mãos do povo. Segundo nos contam os livros de história, o sentimento de apreço às liberdades individuais e o forte sentimento de que era preciso existir um Estado forte, como representação máxima da vontade do povo, surgia.

Bem, foi isso que seus professores te levaram a aprender, assim como houve ditadura militar no Brasil, que a monarquia foi um regime opositor ao democrático e que o Impeachment da Dilma foi um golpe e por aí vai.

O fato é que não há mais desculpas para ninguém ser idiota, a não ser por opção. A diversificação dos meios de comunicação pôs um fim no palanque eterno da esquerda nas escolas, universidades e igrejas. E é exatamente isso que torna o militante de esquerda um ser muito complexo de se compreender.

Já promovemos inúmeros textos aqui na Revista Vida Destra trazendo luz ao assunto. Por isso vamos traçar três objetivos para justificarmos a abordagem do assunto.

  • Descobrir se o militante de esquerda realmente acredita no que professa.
  • Comprovar se há alguma relação entre incompetência e opção pela militância revolucionária.
  • Buscar saber o que levou ex-militantes de esquerda à cura.

Assim como algumas religiões, o socialismo/comunismo se sustenta pela fé, mas não a mesma fé que move cristãos ou budistas, por exemplo. Veja bem, as crenças religiosas, sobretudo as monoteístas, se baseiam em conjuntos dogmáticos chamados de doutrinas. A influência da família é crucial para a formação doutrinária de uma fé religiosa. Portanto não é uma instituição externa a responsável pela formação religiosa de um indivíduo.

A atuação de fatores externos é fundamental para a formação do militante (ou imbecil coletivo/inocente útil). Veja as imagens das pífias manifestações da esquerda nos últimos dias. A presença de jovens que nunca pagaram sequer uma conta na lanchonete é evidente. Além disso é normal que eles quebrem patrimônios públicos e privados, afinal eles se sentem seguros quando estão em bando. É o que chamo de coragem coletiva ou síndrome do corajoso coletivo. Mas qual é o sentimento que faz tantas crianças, de tantas idades (de 16 a 60 anos) ainda acreditarem na fabula do metalúrgico presidente? A resposta não é tão simples, mas temos subsídios para, ao menos, especular. A esquerda incutiu na memória coletiva as inversões de valores e conceitos notadamente construídos e estruturados pela sociedade ocidental. Isso envolve valores e costumes judaico-cristãos, tradições de família e noções de liberdade e prosperidade. Tudo isso foi construído por milênios a custo de muito trabalho, dedicação e até de vidas. Quando Karl Marx surgiu atribuindo a culpa do fracasso de uns ao progresso de outros, estabeleceu-se o coitadismo típico dos socialistas. Por isso não me parece imprudente dizer que o desejo de se abster da culpa pelo fracasso (ou da falta de desejo de emancipação) leva pessoas de 40 anos de idade a fazerem postagens em redes sociais, em pleno século XXI defendendo que o modelo de Cuba, Venezuela, Coreia do Norte e China ainda tenha algo a acrescentar a não ser fome e miséria, ou que o Estado seja uma via de obtenção de vantagens particulares. Eles esperam, fielmente, a sua vez, demonstrando um padrão de fé surpreendente. Até aqui podemos dizer que dois de nossos objetivos já foram atingidos.

Ainda resta o ultimo objetivo: Tem cura? Claro! Muitos ex-militantes de esquerda abriram os olhos e voltaram para o mundo real. Olavo de Carvalho é o maior exemplo entre eles, já que se tornou referência filosófica aos inimigos da esquerda brasileira. Em seu livro Imbecil Coletivo, ele demonstra os caminhos percorridos na organização do aparato que a esquerda hoje possui. Fala com maestria da invasão comunista na educação e do aparelhamento das instituições. Sua critica demonstra que somente um fator é capaz de contribuir para o abandono do sonho revolucionário: a maturidade. Foi depois de anos observando, compreendendo e calculando que ele abandonou as ideias comunistas, se tornando um defensor do conservadorismo raiz e produzindo obras de fundamental importância para aqueles que se libertaram.

Faço questão de lembrar que as obras de Olavo de Carvalho não foram feitas para converter comunistas e conservadores, mas para conservadores, recém libertados ou não, compreendessem o modus operandi do inimigo e seus métodos de sabotar e destruir tudo o que tocam.

 Continua no próximo artigo!

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 17/06/2021.
Sigam-me no Twitter! Vamos conversar sobre o meu artigo! ! @ProfessorDavi16

 

Receba de forma ágil todo o nosso conteúdo, através do nosso canal no Telegram!

 

Crédito da Imagem: Luiz Jacoby @LuizJacoby

 

As informações e opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade de seu(s) respectivo(s) autor(es), e não expressam necessariamente a opinião do Vida Destra. Para entrar em contato, envie um e-mail ao [email protected]

 

 

Subscribe
Notify of
guest
1 Comentário
mais antigos
mais novos mais votados
Inline Feedbacks
View all comments
Edna Márcia
Edna Márcia
1 ano atrás

Adorei “”Faço questão de lembrar que as obras de Olavo de Carvalho não foram feitas para converter comunistas e conservadores, mas para conservadores, recém libertados ou não, compreendessem o modus operandi do inimigo e seus métodos de sabotar e destruir tudo o que tocam.”
Parabéns ???