Qualquer pessoa comum, sem muito conhecimento de tecnologias, é capaz de entender alguns problemas que nos foram apresentados pela eleição nos Estados Unidos, onde, mesmo sem urnas eletrônicas, as novas modalidades de voto surpreenderam a todos, entre elas o voto dos mortos, o duplo voto, o voto feito por alguém em nome de outrem, e outros.

Imagine agora se a população de bem entender que o problema do momento é o Lula ficha limpa ou o Dória candidato cheirosinho, e esquecer que o verdadeiro problema é a terceira fase do plano para corrigir o que deu errado nas últimas eleições, a saber a chegada de Jair Bolsonaro à presidência. Lembre-se, nunca é demais, da fala de Zé Dirceu: “É uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição“.

Não estamos em uma disputa política, estamos em uma guerra, onde os ladrões que foram postos para correr do poder estão ávidos para retornarem aos postos de comando do país. Por isso é preciso agir com inteligência; menos fígado e mais cérebro.

Qualquer um consegue perceber que as mídias tradicionais tentam empurrar a narrativa de que o país está no caos. Essa é a velha estratégia de mentir milhares de vezes até que a mentira seja aceita como verdade. Inclusive, registro aqui a minha convicção de que a pandemia é, sim, uma arma política de destruição de inimigos. Os partidos de esquerda e seus líderes usam-na, sim, para denegrir adversários e se colocam como portadores da sabedoria que nos levará à resolução do problema.

A declaração de inocência de Lula caiu como uma luva para motivar manifestações do último fim de semana. Realmente o STF é um bom estopim para acordar o povo. Mas alguém viu alguma manifestação pedindo a aprovação urgente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que exige a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil? “Pelo texto, essas cédulas poderão ser conferidas pelo eleitor e deverão ser depositadas em urnas indevassáveis de forma automática e sem contato manual, para fins de auditoria”. Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Certamente o povo ainda não se deu conta da vulnerabilidade de nosso sistema eleitoral. Acredito que as pessoas não se alertaram para o fato de o objeto da PEC ser tão amedrontador da classe política e do judiciário eleitoral. Veja os malabarismos que o Ministro do STF, Luís Roberto Barroso, fez, segundo conta no site do Jornal Estadão, em 29 de novembro de 2020:

Na avaliação de Barroso, o voto impresso é um ‘retrocesso’. Para o Ministro, além do alto custo, haveria risco real ao sigilo do voto, caso o sistema fosse alterado. ‘O presidente da República tem liberdade para exprimir sua opinião’, disse. ‘Sou juiz, não posso me impressionar com retórica política’.

Segundo o presidente do TSE, com o voto impresso todo candidato derrotado pediria a recontagem e entraria na justiça contra o resultado. ‘Agora, se o presidente tiver qualquer evidência, vamos investigar’, observou Barroso. Mesmo assim, ele admitiu que, na esteira do avanço de ameaças cibernéticas em todo mundo, será preciso pensar em ‘modelos mais avançados’ para defender o sistema eleitoral de eventuais ataques hackers.”

link da matéria aqui!

Na mesma matéria, Barroso ainda solta a pérola: “Houve zero prejuízo de credibilidade ao sistema”. Chega a ser risível!

Mas qual será o caminho para que as eleições de 2022 no Brasil não sejam uma repetição das de 2020 nos Estados Unidos? É uma questão de eleger uma pauta prioritária. Sei que não se pode subestimar a multidão de idiotas que ainda acreditam que o mesmo que assaltou o país terá a solução para os problemas herdados do governo desastroso de seu partido. Mas o cenário desenhado em 2021 mostra que nem o chefe da quadrilha será capaz de vencer o capitão, a não ser que um fato novo mude o panorama. Esse fato novo, observando o quadro de 2021, não pode ser outro senão um ato de intervenção ilegal nas eleições.

Já vimos que urnas eletrônicas são menos seguras que celulares de velhinhas com mais de 70 anos. Já sabemos que existem hackers que entram em quaisquer sistemas do mundo. Já confirmamos que a maioria destes criminosos, quando atuam no campo político, são direcionados por gente que se enquadra no espectro político mais à esquerda. Portanto o TSE pode até declarar que as eleições do Brasil são as mais seguras e isonômicas do mundo, mas esse mesmo TSE é presidido por um ministro que diz que houve zero prejuízo de credibilidade ao sistema eleitoral brasileiro nos últimos tempos. Como confiar a uma pessoa como Barroso a palavra final sobre um sistema que pode ser invadido por adolescentes viciados em jogos eletrônicos?

 

 

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 18/03/2021.
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Fábio Paggiaro
1 ano atrás

Foi direto ao ponto, Davidson. O problema em 2022 não são os votos, mas as urnas eletrônicas inauguráveis nas mãos de Barroso, Fachin e Alexandre de Moraes. E mais, o TSE tb está aparelhado pela esquerda e qquer um, lá de dentro, pode, com um pendrive, reprogramar o sistema para desviar votos de um para outro. Excelente. Parabéns.

Luiz Antonio Santa Ritta
Luiz Antonio Santa Ritta
1 ano atrás

Neste brilhante art. de @ProfessorDavi16 em que clama os leitores para luta pelo voto impresso sigiloso e secreto, lembro que temos que aprovar a PEC 135/19 até outubro, de modo a vigir nas eleições de 2022. Aliás, o retrocesso alegado por Barroso, é um anseio da população.

Wagner
Wagner
1 ano atrás

*Fraude nas urnas* *IMPORTANTE:* Você já deve saber que no dia da Eleição é realizado um teste em urnas escolhidas aleatoriamente pelo Brasil. É a tal _Votacao Paralela_ do TSE. Estas urnas são retiradas dos seus locais de votação um dia antes e são levadas para seus respectivos TRE’s, onde é simulado a votação em cada uma delas. O resultado é que nunca há inconsistências. Porém… A fraude existe sim e não é detectada simplesmente porque as urnas não são testadas no local de votação. Entenda: Toda urna possui um circuito que detecta sua localização através do sinal de GPS.… Read more »