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Facebook censurou revista científica por questionar vacina da Pfizer

Por Vinicius Mariano
MRX37. WASHINGTON (ESTADOS UNIDOS), 24/10/2019.-El presidente y CEO de Facebook, Mark Zuckerberg, testifica ante la audiencia del Comité de Servicios Financieros de la Cámara de los Estados Unidos sobre "Un examen de Facebook y su impacto en los sectores de servicios financieros y vivienda", en Capitol Hill en Washington, DC, EE. UU., este 23 de octubre de 2019. Zuckerberg, apeló al patriotismo al asegurar que "libra", su proyecto de criptomoneda, servirá para ampliar el "liderazgo financiero" de EE.UU. y destacó que estará respaldada mayoritariamente por dólares. Facebook y las otras 27 organizaciones que conforman la Asociación Libra (Visa, Mastercard, Uber, Lyft, eBay, Vodafone y Spotify y otras) anunciaron su creación para 2020, que estará integrada en WhatsApp y Messenger. EFE / MICHAEL REYNOLDS

Por Vinicius Mariano                                                                              @viniciussexto

 

O Facebook censurou, em novembro de 2021, o periódico British Medical Journal (BMJ), uma das maiores revistas científicas do mundo, após a publicação de um artigo que questiona supostas práticas irregulares nos testes da vacina da Pfizer. A matéria da BMJ se baseia numa série de e-mails apresentados por uma ex-funcionária da empresa Ventavia, que atuou nos testes clínicos da Pfizer no Texas, em setembro de 2021, e mostram práticas inadequadas, como falsificação de dados, treinamento incorreto dos aplicadores do imunizante e demora para acompanhar os efeitos colaterais relatados no estudo de fase III da vacina.

Os e-mails, que incluem documentos internos, fotos, vídeos e áudios, também revelam que um diretor da empresa tomou conhecimento das irregularidades, mas após acionar o FDA (Food and Drug Administration – a ANVISA americana), foi demitido pela própria Ventavia mais tarde, conforme a reportagem.

Após a publicação da matéria na página oficial da BMJ no Facebook, internautas denunciaram que estavam sendo coagidos pela rede social de Zuckerberg ao tentar compartilhar o conteúdo, recebendo a mensagem “usuários que compartilham notícias falsas podem ter seu alcance reduzido”. Outros também comentaram que, ao clicar no link da BMJ, eram direcionados para a página da Lead Stories, a agência de “checagem independente dos fatos” que presta serviços ao Facebook e censurou a matéria.

A Lead Stories foi além e chamou o site da revista científica BMJ de “blog de notícias” e diz, em sua “verificação independente de fatos”, que “o British Medical Journal não revelou relatórios sobre falhas nos ensaios de vacinas Pfizer para Covid-19”. No entanto, para comprovar a checagem, não apresentou nenhum documento, apenas reproduziu declarações da Pfizer, que “analisou as acusações e concluiu que não foram comprovadas”, e do FDA, que disse que “os benefícios da vacina Pfizer superam em muito os efeitos colaterais raros e os dados dos ensaios clínicos são sólidos”.

Atualmente, ao tentar compartilhar o artigo da BMJ no Facebook, a rede emite um alerta de conteúdo falso e, se o usuário insistir no compartilhamento, a “checagem” da Lead Stories aparece logo abaixo da postagem, que acaba levando um selo de informação “sem contexto”. A BMJ entrou em contato com a agência responsável pela checagem, mas ela se recusou a alterar sua avaliação.

Carta a Zuckerberg sobre censura

Inconformados com a censura à ciência promovida pelo Facebook, editores da BMJ escreveram uma carta aberta ao CEO da Rede, Mark Zuckerberg, criticando a checagem da Lead Stories e cobrando uma solução imediata. No entanto, a carta não foi devidamente respondida e a censura à BMJ no Facebook, ao tentar compartilhar o conteúdo, continua.

 

*Esta notícia pode ser atualizada a qualquer momento

 

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