Há muito tempo se debate, ou melhor, se deturpam esses dois conceitos. Sobre a “igualdade”, não vou me aprofundar, pois, tudo que precisa ser dito, você encontrará neste excelente artigo do amigo Fábio Talhari para o Vida Destra, da qual destaco o trecho a seguir:

Agora, vamos supor uma ordem social em que todos são ‘iguais’, ou seja, a remuneração de seus trabalhos e capital não pode ser desigual. O que acontece, então? Vimos isso na China, na URSS, em Cuba, na Venezuela: uma vez que as pessoas serão igualmente remuneradas por esforços, sejam maiores ou menores, elas optam pelos menores, ou até por nenhum esforço. Pronto! Ao eliminar a concorrência e a meritocracia, ao impedir que cada indivíduo fique com os frutos de seu trabalho ou capital, ou não trabalham, ou não investem”.

Dito isso, passaremos à Justiça Social.

Muitos entendem que o conceito de justiça social está relacionado às desigualdades sociais e às ações voltadas para a resolução desse problema. Mas o conceito básico da justiça social, está no direito moral de “igualdade” (olha o termo aí novamente), social de uma coletividade. E é justamente neste ponto que passam a deturpar os conceitos em prol de seus movimentos políticos.

Como vimos no trecho destacado do artigo do Talhari, os partidos social-democratas, os comunistas e as ditaduras socialistas/comunistas, usam esses dois conceitos para pregar uma igualdade utópica de distribuição de renda, de terras e de direitos iguais aos desiguais, com Estado inchado, controlando a tudo, e a todos. E por experiências históricas, nós bem sabemos como termina esse tipo de filosofia.

Mas, o que seria e como se conseguiria chegar a essa Justiça Social?

A justiça social se baseia na igualdade de direitos básicos, que são eles: “Saúde, educação, segurança, trabalho e justiça”.

E como se consegue isso? Simplesmente com o desenvolvimento econômico que só se atinge com Estado enxuto, sem paternalismo, voltado para o crescimento do país. Ou seja, em sociedades capitalistas liberais.

Quando se atinge o auge do desenvolvimento econômico, a renda se distribui automaticamente através da geração de empregos, consequentemente, os indivíduos mesmos em níveis economicamente diferentes, teriam seus direitos a oportunidades sociais iguais, pois os serviços de educação e saúde oferecidos seriam melhores, assim como seriam melhores as condições de saneamentos. Pode-se até argumentar, que em países desenvolvidos, existem analfabetos e miseráveis, mas aí cabe uma reflexão sobre as diferenças individuais e de meritocracia. Afinal, nem todos querem, ou se propõem a estudar ou trabalhar.  

Veja a fala do Rodrigo Constantino em um debate (infelizmente não consegui localizar o link para deixar aqui), disse: “A Sr.ª que trabalha aqui na minha casa (Reside atualmente nos EUA), tem carro e casa própria, ou seja, o pobre aqui, vive muito melhor que a classe média no Brasil”.

E vejam que nos EUA não existem Leis trabalhistas como as que temos aqui.

Outro exemplo muito claro do que estou falando, vocês vão encontrar no também excelente artigo do amigo Sander Souza, que fala sobre a justiça, e respeito aos direitos individuais, em relação ao combate à pandemia em um país de economia forte (terceira maior do mundo por PIB nominal), cujo trecho destaco aqui:

Este pequeno punhado de ilhas superpovoadas tinha tudo para ser um verdadeiro desastre de saúde pública, pois sabemos da alta transmissibilidade do coronavírus e como ele vitima principalmente os mais idosos. Apesar de todos os fatores contrários, o Japão está lidando bem com a pandemia: segundo dados divulgados em 20 de julho, 25.791 pessoas contraíram a Covid-19 e 1001 pessoas morreram em decorrência da doença. Sem confinamento obrigatório ou medidas autoritárias. E ao contrário do que muitos pensam, o que fez a diferença aqui não foi a qualidade do sistema hospitalar, mas a atitude das pessoas, tanto as que estão no governo, como as da sociedade civil”.

Qualquer “igualdade e justiça social” diferente do exposto aqui, são narrativas e falácias de pessoas e políticos mal-intencionados. Lembre-se que os partidos que pregam a igualdade e justiça social, principalmente aqui no Brasil, são os mesmos que votaram contra o “Marco do saneamento” e o “marco legal para o mercado de gás natural”. São os que querem taxar grandes fortunas, e pregam as mesmas premissas que deixaram Cuba e Venezuela entre outros, em total estado de miséria.

 

Adilson Veiga, para Vida Destra, 10/08/2020
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Sander Souza
Sander Souza
1 mês atrás

Parabéns pelo excelente artigo! É um tema que precisa ser debatido para o esclarecimento de todos!
Muito obrigado pela citação, estou lisonjeado!

Angelo
Editor
1 mês atrás

Parabéns, Veiga! Estas reflexões são muito benéficas.
Que venham mais!

Nunes
Admin
1 mês atrás

Show de bola!

Fabio Sahm Paggiaro
1 mês atrás

Excelente, Adilson. Em linguagem simples e objetiva, vice mostra as contradições e incoerências do discurso esquerdista da igualdade como forma de justiça social. Vale a pena ler e disseminar pois esse dogma tem apelo emocional e angaria votos dos bem intencionados que caem na armadilha.