Por Fabio Oliveira

Twitter: @fabio_oliveira

 

Boca Juniors x Corinthians – Libertadores 2022

Oitavas de Final – Jogo de Volta

 

Pra ficar na história!

 

O Corinthians foi até a Bombonera enfrentar o Boca Juniors, a Conmebol e a arbitragem por uma vaga nas quartas de final da Libertadores.

Ainda sofrendo com os desfalques, Vítor Pereira mandou a campo: Cássio, Rafael Ramos, João Victor, Raul e Fábio Santos. Cantillo, Du Queiroz e Giuliano. Piton, Mantuan e Roger Guedes.

Com a bola rolando, o time da casa fez o que se esperava e tomou as ações do jogo. O Boca rodeava a meta de Cássio e criava boas oportunidades quase sempre pelo lado direito da defesa corinthiana. Rafael Ramos parecia nervoso e cometeu erros bobos.

Aos 18, após contra ataque, a bola foi cruzada e Benedetto perdeu gol incrível sozinho. Era um sinal que a noite era nossa!

Minutos depois, um jogador do Boca ficou caído na área após disputa com Raul Gustavo. O VAR chamou e, sentindo a dificuldade do time adversário abrir o placar, o pênalti foi marcado.

Benedetto foi pra bola e carimbou a trave, derrubando o ímpeto dos argentinos.

O Boca seguiu no campo de ataque, mas não criou mais nenhuma chance real de gol. O que incomodava era a inexistência do Timão no campo de ataque.

Já nos acréscimos, João Victor sofreu entrada forte de Oscar Romero e sentiu novamente a lesão no tornozelo, precisando ser substituído por Gil. Assim o jovem zagueiro se despediu do Timão.

Final de primeiro tempo e 0x0 no placar.

O Timão voltou sem alterações e nos primeiros minutos parecia que encontraria mais espaço para contra atacar. Mas logo na primeira arrancada, Mantuan foi derrubado pelo zagueiro e acabou sentindo uma lesão na coxa, dando lugar ao garoto Giovani.

Com mais 2 jogadores lesionados em poucos minutos a apreensão tomou conta da Fiel.

O desenho do jogo seguiu o mesmo, com os donos da casa alugando o campo de ataque mas sem grandes preocupações para Cássio.

O Timão teve outra arrancada com Giuliano que acabou derrubado de frente para a área, mas o árbitro, só para variar, não assinalou falta contra o Boca e na sequência Benedetto perdeu mais um gol.

Com a pressão argentina crescendo e com alguns jogadores exaustos, Vítor Pereira reforçou a marcação colocando Roni, Bruno Melo e Bruno Mendéz nos lugares de Giuliano, Du Queiroz e Rafael Ramos.

Em troca de passes com Roger Guedes, Piton foi puxado ao tentar invadir a área. O VAR não chamou para revisão e a TV sequer mostrou a imagem novamente, ou seja, havia chance de ser marcado pênalti para o Corinthians e a arbitragem não podia correr esse risco.

Já na reta final, o Corinthians deixou a bola com o Boca e se segurou na defesa. Os argentinos não conseguiram incomodar Cássio e apesar dos 5 minutos de acréscimos, o placar não foi alterado.

A decisão iria para os pênaltis.

Pênaltis

Cássio ganhou no sorteio e decidiu começar defendendo.

Fábio Santos abriu a série do Timão e, como de costume, marcou sem chances pro goleiro.

Cantillo veio na sequência e também converteu.

Cássio defendeu a terceira cobrança do Boca, feita por Villa.

Raul Gustavo e Bruno Melo pararam no goleiro deixando os argentinos com a faca e o queijo na mão!

Mas aí veio o Benedetto e mandou a bola lá no Obelisco, para alívio da Fiel!

Roger Guedes colocou a 5ª cobrança no ângulo.

Roni bateu forte e converteu mais uma.

Piton também bateu com categoria e manteve a disputa aberta.

Ai foi a vez de Ramirez cobrar para o Boca e ver Cássio se agigantar de novo para defender!

O zagueiro Gil cobrou a última penalidade, Rossi chegou a tocar na bola mas não conseguiu impedir o gol e a classificação corinthiana.

Coube a um jogador negro calar uma torcida que protagonizou inúmeros atos racistas.

Melhor roteiro possível!

Festa alvinegra na Argentina! Contra tudo e todos o Timão eliminou o Boca na Bombonera, feito antes só conseguido pelo S4n7os de Pelé.

Aos que davam como certa a derrota do Corinthians, só sobrou ficar repetindo que era “o pior Boca de todos os tempos”. Mas a verdade é que Cássio, Vítor Pereira e o todo elenco já fizeram história com essa classificação com a cara da Fiel.

Um jogo para dar confiança e jogar a moral do time nas alturas. Seguimos amadurecendo e acreditando no trabalho.

P.S: Que Marcelinho Carioca me desculpe, mas o maior jogador da história do Corinthians se chama Cássio Ramos.

Foi sofrido, foi na raça…foi Corinthians!

Que venham as quartas de final e #VaiCorinthians

 

*Fabio Oliveira é um brasileiro apaixonado por futebol e pelo Timão.

 

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