Ha quem fale muito mal do nacionalismo. E isso decorre, em grande parte, do advento do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães ou, como é mais conhecido, o Partido Nazista.

O Partido Nazista foi essencialmente nacionalista. Era o Nacional Socialismo sendo esta a primeira diferença fundamental dele com o comunismo que sempre se declarou Internacional Socialista. Tanto isso é verdade que o hino dos comunistas se chama “A Internacional”. A outra diferença relevante é que o nazismo discriminou etnias, enquanto o comunismo as classes sociais.  Mas o objetivo deste artigo é outro. Pretendo defender o Nacionalismo e explicar minhas razões para isso.

O Nacionalismo surgiu na Europa após as guerras napoleônicas e a partir de influências do Iluminismo, tal como aconteceu com o Positivismo de Auguste Comte. Trata-se tanto de uma ideologia, quanto de uma prática política.

Como ideologia, o Nacionalismo corresponde à identidade nacional, definida em termos de origem comum, laços culturais, língua e etnia. Esse ponto também considera a formação de uma nação como um Estado independente ou inserido em outro.

Já no Nacionalismo como prática política, estão incluídas questões como a autodeterminação, envolvendo a soberania sobre assuntos internos e internacionais.

O nacionalismo foi fundamental como ideologia para a unificação alemã e a unificação italiana. Ambos os territórios eram constituídos, até a segunda metade do Séc. XIX, de pequenos Estados independentes entre si, mas unidos pelo mesmo passado, idioma, valores e traços culturais.

Este foi o principal tema do Romantismo que sempre exaltou as raízes nacionais de cada país. Vimos isso acontecer no Brasil, especialmente na música clássica e na literatura. Exemplos não faltam: Carlos Gomes, José de Alencar, Gonçalves Dias, Castro Alves, Joaquim Manoel de Macedo, Fagundes Varela e, ainda que tardiamente, Machado de Assis.

Mas o nacionalismo também foi fundamental na consolidação de países como a Polônia, por exemplo, graças à liderança de Jan Paderewski, um nacionalista convicto, fundador do Movimento Nacionalista Polaco que teve grande participação na luta contra o nazismo e em favor dos países eslavos durante a II Guerra, primeiramente na França e, posteriormente, nos Estados Unidos da América.

O surgimento do Movimento Sionista moderno, criado por Theodor Herzl, e que resultou na fundação do Estado de Israel, foi igualmente inspirado no Nacionalismo judeu. Não poderia ter sido de outra forma.

Há outros exemplos. Contudo, estes que apresentei são suficientemente eloqüentes para caracterizar a natureza e ação política do Nacionalismo, do terço final do Séc. XIX até meados do Séc. XX.

Recentemente circulou pela Internet a notícia que o bilionário húngaro-americano George Soros, notório financiador de movimentos de esquerda, estava destinando US$ 1 bilhão para financiar o combate ao Nacionalismo. Por que esse nefasto senhor estaria dedicando tanto dinheiro ao combate de uma ideologia, caso ela não tivesse importância?  A resposta é mais simples do que parece, apesar de passar despercebida para muitos conservadores.

Como eu disse no início deste artigo, o principal objetivo do comunismo é a internacionalização. Na esteira disso, está a agenda da famigerada Escola de Frankfurt de Adorno, Horkheimer e Marcuse, entre outros, que dita as diretrizes doutrinárias do comunismo/socialismo na atualidade, mesclando marxismo, gramscismo, fabianismo e a social democracia em busca da desejada internacionalização.  Boa parte da Europa deixou-se seduzir pelas falácias da social democracia, cuja inviabilidade tem se tornado cada vez mais evidente, já que insustentáveis no longo prazo. Demorou, mas está acontecendo.

Para atingir tais objetivos, a Escola de Frankfurt prega e defende a destruição dos valores ocidentais, a contracultura, a permissividade, a ideologia de gênero, o feminismo radical, a oposição às religiões, o aborto, a liberação das drogas e, claro, o governo mundial, endossado recentemente – de forma explícita – pelo Papa Francisco, que considero um apostata. Se não bastasse isso, essa corrente está solidamente infiltrada na ONU. Uma prova disso é a execrável Agenda 2030 que nada mais é que uma proposta de um governo mundial, camuflada eufemisticamente de Pacto Mundial em favor do Desenvolvimento Sustentável.

É essa gente que lança olhares cobiçosos sobre a Amazônia que além de minérios e biodiversidade, tem uma das maiores reservas de recursos hídricos do Planeta em áreas ainda esparsamente povoadas. É por isso que Bolsonaro – um nacionalista patriota – é tão criticado e perseguido pela mídia infiltrada daqui e de fora.

A conclusão é apenas uma e óbvia: o Nacionalismo é o principal obstáculo à expansão do comunismo no mundo. E a expansão dos governos de direita tem causado grande apreensão nos mentores e financiadores do comunismo/socialismo.

Portanto, caros leitores, é fundamental que não caiamos na esparrela de nos opormos ao Nacionalismo que é a base e fundamento de nossa autodeterminação e soberania.

Laerte A. Ferraz para Vida Destra 01/02/2020

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