A eleição de Bolsonaro provocou estragos maiores do que se possa imaginar. Deixou um quase incontável número de viúvas do lulopetismo cujos lamentos ecoam pelos meios de comunicação, pelas redes sociais, em restaurantes frequentados pela esquerda caviar, nas sedes de algumas instituições, nos pontos de reunião de movimentos ditos sociais e até mesmo, à boca pequena, pelas sarjetas das ruas.

Imagino que, uma vez declarada a vitória do único candidato notoriamente de direita que se apresentou para disputar o cargo presidencial nos últimos 34 anos, após as comemorações dos eleitores, a perplexidade tomou conta das viúvas que o finado período de corrupção institucionalizada deixou. “O que faremos agora?” – indagaram. “Como sobreviveremos longe das benesses tão fartamente oferecidas pela corrupção que tanto nos favoreceu?” Sem dúvida, mesmo lamuriosas, algumas delas aceitaram o desastre, na perfeita compreensão de que “não há bem que sempre dure”. Outras, porém, inconformadas com o terrível desfecho eleitoral, agravado pelo fato de que seu principal mentor e mecenas se encontrava em justa prisão, juraram lutar até os últimos recursos e com todas as armas que dispunham, tanto para ressuscitar a fase de abundância que desfrutaram, quanto por acreditarem que nada dura para sempre e que esse mal que se abatera sobre elas também iria acabar. E decidiram que fariam oposição, pois tinham a convicção que Bolsonaro era apenas uma falácia que rapidamente perderia apoio popular.

Mas quem são essas viúvas e como cada uma delas decidiu agir não apenas para se opor ao governo, mas, principalmente, para minar toda e qualquer credibilidade e possibilidade de governabilidade? Vamos por partes:

As primeiras viúvas são as esquerdas, representadas principalmente pelos ideologicamente convictos e parte da população que sucumbiu, ao longo dos anos, ao intenso processo de doutrinação a que foram submetidos pelas táticas gramscistas. Esses batalhariam principalmente nas instituições de ensino e nas Redes Sociais, determinados a difamar, desconstruir a imagem, colocar em dúvida toda e qualquer ação do governo. São as que torcem para que tudo dê errado, aquelas que esperam que quanto pior, melhor.

As segundas viúvas são a classe política em geral, acostumadas que sempre estiveram com a oferta de cargos e recursos financeiros em troca de apoio para aprovação das pautas de interesse do Executivo. É claro que haviam sido advertidas, ainda na campanha, que o candidato Bolsonaro, se eleito, iria romper com a velha política e que combateria a corrupção. Mas imaginavam que isso era apenas promessa de campanha, apostando que sem o pragmatismo da velha e boa “articulação”, nenhuma governabilidade seria possível.

É preciso destacar que nesse grupo, a grande dama em estado de viuvez foi o partido que amparou as políticas corruptas ao longo de tantos anos. Essa viúva confiava plenamente no seu poder de mobilização e, mesmo derrotada fragorosamente, apostou todas as fichas em tanto fazer ferrenha oposição, como desfechar campanha clamando pela liberdade de seu ladrão mor. Conseguiram, e foi um fiasco.

O terceiro grupo de viúvas é grande parte dos órgãos da comunicação escrita, falada e televisiva. Essas viúvas já viviam uma crise de audiência decorrente do advento das Redes Sociais em Internet, mas ainda acreditavam em seu poder de manipulação, muitas vezes se valendo de dados de pesquisas pouco confiáveis. Iriam agir como sempre haviam agido, isto é, recorrendo à chantagem em busca do tradicional “calem a boca” das vultosas verbas de propaganda governamental. Afinal, ninguém jamais na história da Nova República havia ousado enfrentar a imprensa, ainda mais quando esta é ideologicamente aparelhada.

As demais viúvas são os Sindicatos, as ONG’s, os Movimentos ditos Sociais, os Diretórios Acadêmicos de Universidades Federais e Estaduais, a classe artística, os ditos intelectuais notoriamente adeptos do marxismo e do socialismo, o funcionalismo público nomeado ou beneficiado por alinhamento ideológico, os marginais favorecidos pela brandura da Lei, os oportunistas que surfaram na onda bolsonarista, mas que se mostraram traidores e, por fim, os dependentes do assistencialismo barato. Isso, sem esquecer os supremos segmentos aparelhados da Justiça, devedores que são de favores a quem os nomeou.

É preciso entender que todas essas viúvas se uniram num objetivo comum, apesar de que nem sempre pelas mesmas razões, mas todas – ressentidas – jurando e clamando pela vingança que lhes proporcionaria satisfação.

Ao final de um ano de atuação do poder Executivo, o que temos? A resposta é fácil, apesar de ampla:

Temos que, de fato, essas viúvas se emprenharam em colocar em prática a torpe vingança planejada em busca de algum consolo. Só que Bolsonaro, como havia se comprometido, está fazendo um governo moralizante e mais que competente. Conseguiu realizar uma série de reformas necessárias que se arrastavam há décadas; outras virão. Reduziu os gastos públicos, não cedendo às pressões por cargos. Escolheu uma equipe de Ministros eficientes e eficazes. Assumiu posturas inéditas nas Relações Exteriores, obtendo acordos favoráveis ao país e retomando alianças estratégicas importantes com antigos parceiros, sem perder os mais recentes. A economia dá sinais de vigorosa recuperação. As Bolsas batem recordes sucessivos. A inflação está contida. Importantes obras de infra-estrutura são retomadas e finalizadas. Adversários próximos foram neutralizados e afastados. As empresas estatais começam a apresentar lucros. As crises forjadas estão superadas. E, além disso, não há um único escândalo de corrupção. Para completar, Bolsonaro está levando vantagem sobre o jogo sujo da imprensa e deixando evidente aos eleitores a quem compete o ônus político pelas decisões legislativas que apenas desfavorecem a população. Apoio popular a ele é o que não falta, apesar dos isentões.

Enfim, as viúvas do lulopetismo praticamente não encontram, neste primeiro ano de governo, qualquer razão de satisfação, a não ser durante curtos momentos que ilusório gozo, quando a planejada desforra parecia estar dando certo e elas, quase exultantes, pensaram: “agora vai”. Só que não foi.

Então essas viúvas não têm qualquer consolo? Têm sim! O consolo delas agora se chama Flavio Bolsonaro. Quase chegaram à culminância quando o MPRJ, finalmente, formulou uma petição que resultou na quebra de sigilo de mais de 90 pessoas ligadas ao Senador, a partir de uma decisão de um Juiz. “Dessa vez, vai” – imaginaram as carentes viúvas. Só que a petição do MPRJ mostrou-se eivada de erros grosseiros e toda acusação se revelou descabida, evidenciando apenas que o MPRJ, assim como um Juiz, agiram por interesse ideológico e político. Apesar do volume desse consolo, faltaram consistência e firmeza, novamente frustrando as viúvas. E a cada dia, esse consolo chamado “caso Flavio/Queiroz” se mostra mais insatisfatório, pois por mais que tentem nada se consegue provar contra ele.

*Obs.: Tenho a maior consideração pelas verdadeiras viúvas, as que perderam seus amados esposos. Minha intenção neste artigo foi criar uma analogia para as falsas viúvas do lulopetismo.

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Laerte A. Ferraz – para Vida Destra – 22/12/2019.

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Mariângela
Mariângela
6 meses atrás

Belíssimo texto! Claríssimo! De fácil entendimento. Delineou muito bem cada questão que vivenciamos desde que Bolsonaro se elegeu. Parabéns!

JOSÉ RAIMUNDO CERQUEIRACAMPOS
JOSÉ RAIMUNDO CERQUEIRACAMPOS
6 meses atrás

Gostei muito!

Eurides
Eurides
6 meses atrás

Quase cru que vc não colocaria os oportunistas nessa lista. Mas prá nosso entendimento, lá estão elas! Belo texto!

Tecajan
Tecajan
6 meses atrás

Perfeito!??

Sonia Maria Abreu Lenci
Sonia Maria Abreu Lenci
6 meses atrás

Muito bom, adorei

Nivaldo Velasco Borgato
Nivaldo Velasco Borgato
6 meses atrás

ADOREI. TUDO QUE FALA CONTRA OS PTCOPATAS, ADORO!!!????????????????

Fernando Bitton
Fernando Bitton
6 meses atrás

Excelente falou tudo, abrangente!!!
Parabéns.

Nery
Nery
6 meses atrás

Um comentário linear, abrangente. Bem contextualizado. Parabéns.