“Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”

Benito Mussolini

Considerando o que Benito Mussolini pensava sobre o poder do Estado, podemos exumar seus restos mortais e enterrá-los no mesmo túmulo de Karl Marx, para respeitar as semelhanças entre os pensamentos dos dois. Não é surpresa para ninguém essa semelhança, embora os adoradores de Karl Marx tentem, sem sucesso, desvincular Marx de Mussolini. Para começo de conversa, Mussolini é uma cria da ideologia de Marx, dado o seu vínculo ao Partido Comunista Italiano. Ele era um dos organizadores do jornal ‘Avanti”, periódico do partido. No início do século XX, “quando teve início a Primeira Guerra Mundial, Mussolini passou a divergir com os outros membros do partido porque defendia a entrada do então Reino da Itália na guerra e queria deixar isso claro como posicionamento do partido por meio do jornal. Pela intransigência de sua defesa, Mussolini teve que deixar o jornal Avanti!, mas continuou a defender sua posição por meio de outro veículo, criado por ele próprio, chamado Il Popolo d’Italia (O Povo da Itália).”[1]

O corporativismo nacionalista, modelo estatal do fascismo, consistia em aplicar as mesmas ideias do comunismo, diminuindo o protagonismo do proletariado e acentuando a participação dos agentes Estado (ou dos líderes políticos), num tom quase sagrado, (fala-se que Mussolini tinha delírios do tipo como usar roupas semelhantes às dos imperadores romanos, utilizando-se de um trono). Isso não significa que ele não se apropriava da luta de classes para aumentar seu capital político. Por isso devemos analisar o fascismo como um comunismo disfarçado de Estado Supremo e não de Estado somente do proletário, (o que se constituiu uma das muitas mentiras do socialismo/comunismo)

Veja um comparativo, retirado do site do Instituto Mises:

O fascismo é o sistema de governo que opera em conluio com grandes empresas (as quais são favorecidas economicamente pelo governo), que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos (como a liberdade de empreender em qualquer mercado que queira) e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.”

Depois de ler esta frase, fica quase impossível não se recordar do PT e seu “Capimunismo”, que nada mais foi do que um fascismo que não toma banho, dado a imundície de suas práticas, retalhando o país entre empreiteiras e empresários corruptos, que loteiam e saqueiam o erário, sem nenhum cuidado com o que a história vai registrar sobre tais feitos, já que havia uma certeza muito grande de que o poder jamais escaparia de suas mãos.

Portanto, Mussolini não é nenhum arrependido das ideias comunistas, pelo contrário, ele pensava, como muitos outros, ser um aperfeiçoador do socialismo, assim como Hitler, que dizia: Socialismo é uma antiga instituição ariana, germânica. Nossos ancestrais alemães tinham terras em comunhão. Eles cultivavam a ideia do bem comum”. Hitler também se dizia inimigo dos marxistas, mas demonstrava afeição às ideias básicas do comunismo.

No Manifesto Comunista, Marx e Engels defendem os pilares básicos de qualquer sistema que vise dar ao Estado o poder supremo e ilimitado, como a expropriação da propriedade latifundiária que garanta o emprego da renda da terra em proveito do Estado; o imposto fortemente progressivo, para minar o acumulo de grandes fortunas e fortalecer o Estado os seus serviços; a centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio, para não favorecer grupos particulares de banqueiros que lucram com a exploração do crédito e dos juros; a centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte; a multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado, arroteamento das terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral. Se revertermos todo esse tamanho estatal ao Estado sonhado por Mussolini, somente trocaríamos o centro do poder, sem, porém, subverter os ideais marxistas. Em outras palavras, Marx e Mussolini tinham os mesmos ideais e desejavam o mesmo fim, o que diferencia este daquele é somente a distribuição do poder do Estado. Mussolini acreditava que loteando o Estado, seus interesses se realizariam com o poder dos meios de produção, da indústria e do comércio, aparelhados pelo Estado, embora constasse participação empresarial privada nos planos. Muda-se os meios e atinge-se os mesmos fins.

Mas, como convencer um socialista que o fascismo é um socialismo com perfume corporativista? Quando vemos adolescentes e jovens com punhos cerrados, com seus gritos de ordem contra o “fascismo imaginário”, percebemos que algo muito mais forte que a razão os une, (sem trocadilhos com siglas de movimentos estudantis). Por incrível que pareça não é o ideal ou a revolução que os motiva. O que os aglomera em frente aos professores e políticos militantes é o mesmo que atrai gente mais fraca para a proteção dos mais fortes: a fragilidade. Quanto mais frágil, mais suscetível a agrupamentos tribais o sujeito fica. Estamos falando de adolescentes que nunca tiveram um emprego, motivados por outros adolescentes, com mais de 40 anos, que não se libertaram desta mesma fragilidade, e ainda vivem numa bolha, pensando que alguém se importa com suas miseráveis vidas.

Veja os casos dos estudantes Brasil a fora que entoam cantos do tipo “Nazistas, fascistas, não passarão! ”. Quando sentem a aproximação de um conservador ou mesmo de alguém com uma camisa com a foto de Bolsonaro, e a nova moda é ver a camisa da seleção brasileira como símbolo da direita opressora, dado seu largo uso nas eleições de 2018 e nas manifestações pro-Bolsonaro que acontecem pelo Brasil. Quem os ensinou que o fascismo é uma ideologia de direita? Quem os levou a acreditar que Mussolini era um conservador, capitalista liberal? As respostas são muitas, mas eu me atrevo a deixar aqui, para o querido leitor, aquela, que na minha concepção, é a principal razão: os livros didáticos. Neles, a história foi contada de um ponto de vista que sempre privilegiou a visão esquerdista dos processos. Assim, não é muito raro encontrar livros que comparam o fascismo, por exemplo, ao conservadorismo. E seria realmente constrangedor ter que admitir que Mussoolini, ex-membro do Partido Comunista Italiano levou da ideologia de tal partido, todas as bases do Fascismo. Seria uma perda histótica muito grande. Portanto, tática comunista colocada em prática; contando uma mentira milhares de vezes, até que ela se torne uma verdade.

Por que comparam conservadores com fascistas? Consideram conservadores como assassinos? Querem tirar das contas do comunismo os mais de cem milhões de mortos nos regimes comunistas mundo a fora? Certamente alguém contou para essas crianças que o fascismo era um tipo de liberalismo, o que por si só constitui não somente uma mentira como uma mostra de desconhecimento de quem não sabe ler nem escrever. O próprio Mussolini deve se revirar no túmulo quando chamam algum conservador de fascista.

Portanto, apresente-se qualquer esquerdista, que por meios racionais possa provar que seu fascismo imaginário saiu de sua fantástica fábrica de loucuras e figurou na vida real, aquela onde todos acordamos cedo e saímos para batalhar pelo nosso sustento, e não a que eles vivem, consumindo drogas, fomentando a desordem social e gritando “fascista” para qualquer opositor político que viva, minimamente, no mundo real.

Davidson Oliveira, para Vida Destra, 25/9/2020.

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[1] https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/benito-mussolini.htm

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Nunes
Nunes(@nunes)
Admin
1 ano atrás

Parabéns pelo artigo. Com argumentos embasados e que acabam com qualquer retórica esquerdista a respeito do assunto.

Angelo
Angelo(@angelo)
1 ano atrás

Parabéns, Prof. Davidson!
Falta à garotada, coragem de usar o google e pesquisar, de verdade.
Se fizessem, começariam a ter sérias dúvidas.

Mauro Tagliari
Mauro Tagliari
1 ano atrás

Parabéns! Belos argumentos ???

Luiz Antonio
Luiz Antonio(@luiz-antonio-santa-ritta)
1 ano atrás

No primoroso artigo do @ProfessorDavi16 dirigido àqueles que acreditam que fascismo é de direita por obra de livros didáticos. É a mesma balela do verde da bandeira representar as matas e o amarelo as riquezas naturais.