Num episódio mais que lamentável e revelando, sem deixar dúvida, o caráter canalha da Rede Globo de Televisão, o Jornal Nacional de ontem, dia 29, divulgou matéria em que efetuou insinuações de vínculo entre os suspeitos do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e o Presidente Jair Bolsonaro.

Mesmo considerando a diferença de 6 horas no fuso horário entre Brasil e Arábia Saudita, o Presidente rebateu em seguida, com veemência e contundência, em transmissão ao vivo, a matéria do jornalismo calhorda da Rede Globo.

Tal resposta, ainda que oportuna, nem seria necessária, pois no dia em questão o então Deputado Jair Bolsonaro se encontrava em Brasília, como atestam os registros daquela casa e fotos do Deputado no plenário da Câmara.

No dia de hoje, 30 de outubro, o site do jornal O Globo, abriu a seguinte manchete:
“Suspeito da morte de Marielle entrou em condomínio para buscar outro acusado alegando que ia à casa de Bolsonaro.”

E prosseguiu, esclarecendo:

“Detalhes da investigação, revelados pelo ‘Jornal Nacional’, mostram que, na noite do crime, porteiro registrou em caderno a entrada de Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro usado na emboscada à vereadora. Ele, porém, foi direto para o imóvel de Ronnie Lessa, apontado como o atirador. Câmara registra presença do presidente, então deputado, em Brasília no mesmo dia.”

Na seqüência, outra chamada de matéria:

“Ao comentar as revelações em transmissão ao vivo, Bolsonaro afirma ser alvo de ‘patifaria’ e acusa o governador Witzel.”

Mesmo considerando que essa matéria de hoje no site do jornal deixa claro que não houve envolvimento entre o suspeito da morte da vereadora e o Presidente a não ser, talvez, uma declaração contraditória, é importante que se faça as seguintes ponderações:

1. O Jornal Nacional, de abrangência em todo país, não fez tais ressalvas. Da forma como foi noticiado, a impressão é de que o suspeito teria se dirigido à residência de Bolsonaro, o que não aconteceu;

2. O noticioso televisivo informou que segundo testemunho do porteiro do condomínio, Élcio Queroz teria dito, ao chegar à portaria, que iria à residência de Bolsonaro e que o porteiro teria ligado para a residência dele e ele mesmo teria atendido a ligação e autorizado o acesso, o que seria impossível, já que o então Deputado se encontrava em Brasília;

3. As investigações do caso Marielle correm em segredo de justiça e o testemunho do porteiro somente poderia ser conhecido por quem tem ou teve acesso aos autos de investigação. Seguramente essa pessoa vazou as informações para a Rede Globo que a transmitiu em cadeia nacional. Bolsonaro suspeita que tenha sido Witzel;

4. Se existe uma incoerência gritante no testemunho do porteiro, por qual outra razão a emissora transformaria tal detalhe em notícia, senão a de insinuar alguma forma de envolvimento de Bolsonaro com a morte de Marielle?

5. Por mais que o jornal esclareça em seu site que o suspeito dirigiu-se à residência de outro suspeito e não a de Bolsonaro, é evidente que a matéria impressa não tem o mesmo alcance que o noticioso televisivo e que tal “notícia”, irresponsavelmente transmitida em rede nacional, tem impacto negativo sobre a imagem do Presidente;

6. Em nota, a TV Globo reafirma seu compromisso com o “bom jornalismo”, da seguinte maneira:

“A Globo não fez patifaria nem canalhice. Fez, como sempre, jornalismo com seriedade e responsabilidade. Revelou a existência do depoimento do porteiro e das afirmações que ele fez. Mas ressaltou, com ênfase e por apuração própria, que as informações do porteiro se chocavam com um fato: a presença do então deputado Jair Bolsonaro em Brasília, naquele dia, com dois registros na lista de presença em votações.

O depoimento do porteiro, com ou sem contradição, é importante, porque diz respeito a um fato que ocorreu com um dos principais acusados, no dia do crime. Além disso, a mera citação do nome do presidente leva o Supremo Tribunal Federal a analisar a situação.

A Globo lamenta que o presidente revele não conhecer a missão do jornalismo de qualidade e use termos injustos para insultar aqueles que não fazem outra coisa senão informar com precisão o público brasileiro. Sobre a afirmação de que, em 2022, não perseguirá a Globo, mas só renovará a sua concessão se o processo estiver, nas palavras dele, enxuto, a Globo afirma que não poderia esperar dele outra atitude. Há 54 anos, a emissora jamais deixou de cumprir as suas obrigações”;

7. Pela nota da TV, parece evidente que a divulgação dessa “notícia” tem relação com as declarações de Bolsonaro com referência a renovação da concessão da Globo que, como se sabe, tem pesados débitos pendentes com o fisco. Portanto, isso soa como “retaliação”. Pura canalhice;

8. Não bastasse isso, não compete à Rede Globo dizer se o caso Marielle deve ou não ser analisado pelo STF. Afirmar isso é pretender ditar andamento das investigações e do processo, cujos trâmites devem seguir rito próprio;

9. E sobre o atentado sofrido por Bolsonaro e apuração de quem foram os mandantes do crime, toda imprensa, solenemente, se cala.

Pois é, caros leitores, o jogo dos opositores é baixo e canalha. Realmente, as hienas nominadas no recente vídeo publicado no site da Presidência, deveriam sentir-se insultadas por terem sua imagem comparada a tal nível de vilania. O reinado da Globo, assim como de outros soberbos, precisa acabar para que o país possa prosseguir no rumo certo.

Laerte A Ferraz – para Vida Destra 30/10/2019

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2 Comentários

  1. Muito boa a sua coluna. Seu texto reflete nossa angústia e descortina os meandros de um mau jornalismo que constrói narrativas infundadas e atenta contra a inteligência do povo..
    Carla Pereira

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