Nessa pandemia, parece que está havendo um plano nefasto contra a população brasileira.

Sim, pois após a ANVISA passar a exigir receita dos medicamentos Hidroxicloroquina e o vermífugo Nitazoxanida (Anitta) que atua também como retro viral (rotavírus e norovírus), a entidade acaba de passar a exigir receita para o vermífugo Ivermectina, indicado também contra piolhos e afecções cutâneas. É simplesmente ridículo que um medicamento usado para infestação de piolhos dependa de receituário para ser adquirido, especialmente quando se sabe que esses três medicamentos sempre foram vendidos livremente nas farmácias, há muitos anos.

É claro, evidente mesmo, que não se deve tomar medicamentos sem indicação médica. Mas bastou circular a informação que esses medicamentos podem dificultar no organismo a proliferação do COVID-19 quando tomados precocemente e até preventivamente para que a ANVISA adotasse tais medidas. Seria para evitar o desabastecimento ou haveria outras razões?

Sabemos muito bem que a pandemia por COVID-19 foi politizada a partir do momento em que Bolsonaro recomendou ao Ministério da Saúde que adotasse um protocolo que combate ao COVID-19 com a indicação da HCQ+ Azitromicina + Zinco Quelato + Vitamida D para que surgisse, aqui e no mundo, uma verdadeira celeuma sobre a eficiência e eficácia de tal protocolo.

Alegam os detratores do protocolo que não existem estudos científicos que comprovem qualquer eficácia dele. Enquanto isso, os defensores – que também não são poucos – baseiam-se em evidências de que o protocolo, quando adotado precocemente, tem apresentado resultados promissores. Ainda assim, não são poucos os médicos que, apegados à ortodoxia científica, hesitam ou se negam a receitar o protocolo “off label”.

Em relação à Cloroquina e Hidroxicloroquina que, segundo as bulas, podem ter efeitos colaterais – vejam bem, eu disse “podem” e não que provocam obrigatoriamente tais efeitos – a exigência de receituário talvez fizesse sentido, apesar de que foram vendidos livremente há muitas décadas, sem informações de reações graves. Neste caso, a receita poderia ser uma legítima preocupação com a saúde pública, apesar de exagerada.

O fato é que existem instituições e profissionais de saúde sérios, merecedores de todo respeito, que afirmam que a adoção do protocolo HCQ tem apresentado bons resultados. Enquanto isso, os detratores preferem defender o Remdesivir, um medicamento extremamente caro e igualmente não testado, e até mesmo o Retrovir, igualmente caro e especificamente indicado para controle do HIV.

O que há realmente por trás disso? Além da questão política em relação ao “remédio do Bolsonaro”, existe a suspeita de que diversos profissionais da saúde e algumas instituições, muitos deles mantidos ou subsidiados por laboratórios farmacêuticos, não tenham interesse em defender medicamentos baratos e acessíveis à população. Além disso, existe também a suspeita de que vários Prefeitos e Governadores – amparados por uma absurda decisão do STF que lhes deu completa autonomia no combate à pandemia, privando com isso que as políticas do Ministério sejam adotadas – estejam interessados em manter em alta os níveis de contágio e óbitos que lhes rende, em caso de emergência sanitária, fartura de dinheiro público, praticamente sem controle do TCU.

Sem dúvida, não foram poucos os que viram nisso uma oportunidade de abastecerem o próprio bolso. Enquanto isso esmeram-se em criar normas, muitas vezes absurdas, de restrições de circulação e uso de máscaras ineficientes em impedir a circulação do vírus. Com isso, ao contrário do que recomendou o Presidente, estão, criminosamente, causando a falência de milhares de empresas, desemprego e condenado milhões a uma situação de desespero e endividamento, sem falar nas mortes por COVID-19 que talvez pudessem ser evitadas.

Enfim, o que há por trás disso é que não existe uma real preocupação com a saúde pública, mas um desejo subjacente de manter a população em submisso pânico, punindo quem se rebelar ou mesmo protestar contra esse estado de coisas e até mesmo permitindo óbitos por quase evidentes interesses políticos e monetários. Afinal, é sempre mais fácil para tiranos manter controle sobre uma população amedrontada, como já preconizava Machiavel.

Mas o fato, caros leitores, é que o Brasil passará para os anais da história médica como um dos únicos países do mundo a exigir receita para um medicamento contra piolhos. Seria risível, não fosse trágico.

 

Laerte A Ferraz, para Vida Destra, 24/07/2020
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Nunes
Admin
18 dias atrás

Excelente artigo! A quem realmente interessa a essas práticas abusivas, brincando com a vida de milhões de pessoas?
Parabéns pelo artigo meu amigo Laerte

Suzana Linke
Suzana Linke
18 dias atrás

A Anvisa, assim como a Fiocruz, estão infestados de esquerdistas! Andei conferindo as redes sociais de alguns coordenadores e fiquei abismada .. ódio contra Bolsonaro, quem matou Marielle, Amazônia em chamas, entre outras merdas.

Sander Souza
Sander Souza
17 dias atrás

Excelente artigo! Parabéns, meu amigo!
É triste ver que uma situação que poderia ser resolvida de forma mais humana, poupando vidas, esteja sendo tão descaradamente politizada! E o pior de tudo, a quem recorrer? Só nos restam as orações!